sábado, 8 de junho de 2013

ALEGRIA NA PROVAÇÃO: a chave do crescer!



Ninguém evita a dor de existir. 
De um modo ou de outro a experiência da dor é algo tão presente na vida quanto a própria experiência do existir.
Sente-se dor ainda no ventre materno. Sente-se dor ao nascer. Sente-se dor para comer. Sente-se dor para mastigar. Sente-se dor de quedas. Sente-se dor para andar. Sente-se também a dor que decorre do brincar. Sentem-se as dores do aprender. Sente-se a dor do amar. Sente-se a dor do perder. Sente-se a dor do esperar. E, quanto mais o tempo passa, mais são sentidas todas as dores de ser, tanto no corpo, quanto na alma e no espírito.
A lista de experiências de dores é infindável. Porém, a dor é inevitável.
É por isto que Tiago, o irmão do Senhor, autor da Epistola, nos diz que devemos ter por motivo de toda alegria o passarmos por [várias] todas as tribulações. Pois, diz ele, é pela provação do sentido da vida como fé e amor, que o ser cresce para tornar-se forte e resistente; ou seja: perseverante. 
E mais:
Tiago diz que é pela perseverança que tem ação completa, ou seja: que termina o trabalho e nunca desiste antes — que o nosso homem interior vai ganhando completude e caminha para a perfeição do ser em-si; crescendo em inteireza, em integridade, em plenitude.
Assim, quem não enfrenta a dor inevitável do existir com toda alegria, entendendo cada coisa como oportunidade de crescimento e amadurecimento, jamais tirará da vida o seu bem, que é a produção de um homem [mulher] adulto em Cristo; o qual ama a Deus por Deus e por nada mais.
Sem esta consciência em fé a existência é apenas uma Fábrica de Amarguras e Ódios Latentes.
Veja o que você quer. A dor é inevitável. Escolha se você vai passar por ela com toda alegria, ou se deixará que a dor seja o seu humor.
Pense nisto!
Caio

Filosofia - Náusea - Prof. Dr. Clóvis de Barros (1-7)

Ed René Kivitz - 70x7

sexta-feira, 7 de junho de 2013

EU POSSO IDOLATRAR JESUS? — alguém perguntou.


A Jesus não se idolatra quando se O chama Deus, pois, Ele mesmo disse “vós me chamais Senhor e Mestre, e fazeis bem, pois Eu Sou”. E mais: “Eu e o Pai somos Um”. E ainda: “Quem me vê a mim, vê o Pai”. Ele aceitou adoração e foi adorado mesmo antes de ressuscitar dos mortos.

Ora, o NT diz que “Ele é a imagem do Deus invisível” e “a imagem exata do Ser de Deus”. Além disso, Ele foi também executado por se declarar Filho de Deus e Filho do Homem, ambas as expressões vinculadas a Deus quando se enviasse ao mundo. Ora, conforme entenderam as autoridades judaicas, Ele se fazia assim igual a Deus.

Portanto, ao Jesus que se revelou aos apóstolos, conforme nos evangelhos, não comete idolatria, posto que Ele seja Deus conosco.

Comete-se idolatria em Jesus e por adorá-Lo quando não se o vê como acima descrito. Sim, o Jesus “profeta”, o Jesus “Mestre”, o Jesus “Guia”, o Jesus “Espírito de Luz”, o Jesus “Bom”, etc... — conforme Ele mesmo disse, não deve ser adorado.

Foi um jovem rico quem a Ele veio [...] vendo-o como “profeta” e que, ao referir-se a Ele como “Bom Mestre”, Dele ouviu o seguinte: “Por que me chamas de bom? Bom há um só, que é Deus”.

Com isto Jesus dizia: “Se eu não sou Deus para você, não cometa a idolatria de me tratar como Deus, se para você eu não nada além de um mestre e profeta do bem”.

Portanto, comete-se idolatria contra Deus quando se adora ao Jesus que não é Deus, mas apenas uma emanação, um profeta, um mestre, um guia espiritual...

Eu, porém, sei que Jesus é Deus; e sei que Deus estava em Cristo; e sei que Ele é Deus conosco; e sei que Ele e o Pai são Um!

Mas se para mim Ele fosse um ele do bem, e assim mesmo eu o adorasse, estaria, em mim, na minha consciência, pecando contra Deus, posto que estaria dando a um homem a adoração que somente se dá a Deus!

Quem não crê que Jesus é Deus, mas o adora por qualquer razão; seja habito, seja costume, seja irreflexão; seja porque razão for... — comete idolatria contra Deus.

Também comete-se idolatria quando se “usa” o nome “Jesus” como força e poder, mas sem que se O discirna como Aquele que é o Emanuel; ou seja: Deus conosco!

Não existe discipulado de Jesus se para o discípulo Jesus não é Deus!

Qualquer leitura básica dos evangelhos e do NT como um todo, tem qualquer outra idéia diferente!

Quanto a mim... esse Jesuses de qualquer outra conotação jamais seria por mim adorado.

É pecado adorar a um “Jesus” que não seja o Jesus dos evangelhos!


Escrevo isto em 10 minutos apenas porque vi a angustia do moço que me perguntou.


Nele, que é meu Deus e Senhor Absoluto,


Caio – 23 de dezembro de 2012

Ed René Kivitz - ON-OFF

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Jesus e a marcha da família (ou seria da hipocrisia?)


Por Hermes C. Fernandes

Chegou, finalmente, o dia em que Jesus colocaria suas manguinhas de fora. Os discípulos já divulgaram por toda a Judeia que aquele dia seria um divisor de águas. O lugar marcado para o encontro seria em frente ao templo. De lá eles sairiam numa marcha pela família, pela liberdade expressão e pela vida até o pátio do palácio de Herodes.

Placas foram confeccionadas com dizeres do tipo "Abaixo as prostitutas!""Eunucos vão torrar no mármore do inferno!""Publicanos são uns traidores!""Os bacanais romanos tem que acabar!".

Pedro, um dos militantes mais engajados, dirige-se a Jesus, dizendo: - Hoje eles verão com quem estão lidando, mestre. Chega de subserviência. 

João corrobora: - Nossa manifestação será a maior desde da entrada triunfal de César em Roma.

Tiago apimenta: - Não podemos perder para as procissões saturnais!

Jesus parece assentir com o entusiasmo de seus discípulos. 

- Que tal se a gente aproveitar para fazer algumas reivindicações? - sugere Mateus.

- Precisamos de um quartel general aqui em Jerusalém! - declara Filipe.

- Vamos tomar o templo! Aqueles sacerdotes velhotes já estão ultrapassados - diz Judas.

- Calma, rapazes. Isso é só o começo. O próximo passo será tomar o poder - diz Jesus. - Afinal de contas, o Pai me enviou para ser cabeça, não cauda. Nasci para ser servido! 

- A propósito, Senhor, quando faremos uma marcha contra o divórcio? Já que defendemos a família, o Senhor não acha que o divórcio é tão nocivo quanto a prostituição e o homossexualismo?

- Sem dúvida! Será nossa próxima agenda.

- Só tem um probleminha, Senhor. Alguns dos seus mais achegados discípulos são divorciados.

- Então, vamos colocar um pano quente nisso.

- E que tal uma marcha contra os filhos rebeldes? Nunca mais vimos um sendo executado à pedrada na porta da cidade como ordena a Lei. A coisa está ficando muito relaxada, Senhor. Temos que tomar providência e exigir que a Lei seja aplicada.

- Não esqueçam da marcha contra o adultério e contra o troca-troca de esposas que tem acontecido com tanta frequência entre os sacerdotes. 

- Epa! Mas assim a gente acaba dando um tiro no pé! Tem tantos adúlteros entre nós, quanto entre os sacerdotes do templo. 

- É... é melhor a gente focar os eunucos e as prostitutas. Elas são as bolas da vez. Pelo menos, enquanto nenhum dos discípulos resolve sair do armário ou nenhuma das ex-prostitutas resolve ter uma recaída.

- Já que o assunto é família, por que não promovemos manifestações contra a pedofilia? As crianças são as maiores vítimas, e não são delas o reino de Deus?

- Mas assim, a gente vai colocar azeitona na empada dos outros. Já tem quem defenda as crianças. Foco, gente!

- E que tal uma marcha contra a corrupção, a injustiça e a miséria? - sugere um discípulo anônimo.

- Abafa! - dizem todos em uníssono. 

- É melhor a gente dar marcha-ré

Ed René Kivitz - Disciplina