domingo, 7 de julho de 2013

Nem tudo é fácil - Cecília Meireles

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste. 
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia. 
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua. 
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo. 
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar. 
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo. 
Se você errou, peça desculpas... 
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado? 
Se alguém errou com você, perdoa-o... 
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender? 
Se você sente algo, diga... 
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar 
alguém que queira escutar? 
Se alguém reclama de você, ouça... 
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz? 
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível 
Precisamos acreditar, ter fé e lutar 
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos, 
realidade!!!






























































































































































Jesus, o desajustado


Por Hermes C. Fernandes

Àqueles que ainda não compreenderam a razão de usarmos a expressão "cristianismo subversivo". O que há de subversivo na mensagem de Jesus? TUDO! Se sua mensagem não fosse de caráter revolucionário, então, seria como chover no molhado, dizer o que já havia sido dito. Jesus subverte a ordem vigente, não pela força, mas através de ideia totalmente inovadora, que tem como carro chefe o amor. 

Nada mais subversivo de que dizer que os últimos seriam os primeiros, que prostitutas precederiam os religiosos hipócritas no reino, que o maior tinha que ser o que servisse aos demais, que a salvação independe de merecimento, etc. Quem não entendeu a subversividade do evangelho, realmente não entendeu coisa alguma dele.

Do ponto de vista religioso convencional, Jesus foi um marginal, um rebelde revolucionário. Nasce numa manjedoura, em vez de num palácio; anda cercado de publicanos e prostitutas, os párias da sociedade, em vez de fazer média com os religiosos; desfila em Jerusalém montado num jumentinho em vez de ostentar luxo montado num corcel branco; lava os pés dos discípulos como se fosse um escravo, e ainda por cima, termina sua trajetória numa vergonhosa cruz usada para executar criminosos e insurgentes. Alguém que tenha vivido assim jamais gostaria de ser confundido com uma personalidade religiosa, cheia de pompas e de "não me toque". A indústria gospel é uma afronta ao meu rei.

O Jesus a quem sigo foi um desajustado. Nunca se deixou adestrar pelo sistema. Foi uma voz dissonante, perturbadora, que se fazia ouvir nas ruas, mas ecoava dentro dos palácios, dos corredores do poder e do templo, tirando o sono de quem fazia do discurso religioso uma justificativa para sua ganância e arrogância. A sabedoria do galileu depôs contra a demência dos poderosos. Como amo esse Jesus, e quão distante dele tem estado muitos dos que dizem representá-lo. 

Os que foram apresentados a um Jesus caricato e, com ele se acostumaram, sentem-se ultrajados e escandalizados quando se veem cara a cara com o Jesus que emerge das páginas sagradas. Seu paladar parece não estar preparado para degustá-lo. Sua mensagem afronta nossa altivez e mesquinhez. 

Definitivamente, a igreja é um lugar para os desajustados, para aqueles que não conseguem ajustar-se aos esquemas e conchavos, que marcham corajosamente na contramão do mundo, rebeldes com causa e pela causa do reino de Deus e sua justiça.

Ed René Kivitz - Total