sábado, 29 de março de 2014

Muito cuidando ao tirar foto perto de rios, veja o que pode acontecer

TÁ PENSANDO QUE VOCÊ É ADÃO COM EVA NO PARAÍSO?...


A Bíblia pode ser acusada de tudo, menos de falta de realismo.
Ela diz que fomos expulsos do Paraíso natural e que agora a natureza produz cardos, espinhos e abrolhos; e afirma que a terra se tornou hostil, que a sobrevivência passou a ser fabricada pelo trabalho, pelo suor e pelo esforço; que até o prazer e a esperança de um filho já viriam marcados pela dor, e daí em diante...; pois, até os irmãos podem se odiar e matar.
E continua dizendo que a tendência do homem era para fazer torres e demonstrações de poder e controle; bem como cidades que amontoariam os humanos em civilizações em disputa; que, além disso, ainda havia a serpente, e, com ela, anjos que cobiçavam misturar-se aos humanos, a fim de degenerar a experiência genuinamente humana...
E anuncia o arrependimento de Deus pela criação do homem, ao mesmo tempo em que nos apresenta a “esperança de Deus na Arca”.
Sim, a Bíblia diz que o mundo acabou. Que tudo foi alagado e coberto de lama e escombros. Que os mares mudaram e os rios ganharam novos fluxos e leitos.
E garante mais...
Diz que entre os sobreviventes na Arca havia gente boa e gente nem tanto... Daí, a humanidade prosseguir salva da catástrofe imediata, mas prosseguindo para criar a sua própria.
Então, de certo modo, a Bíblia deixa o resto do mundo seguir o seu curso e se concentra em um homem: Abrão, que depois veio a ser Abraão.
Entretanto, é olhando para ele, tanto para a sua fé quanto para as suas vacilações humanas, que se vê que o melhor homem é ainda capaz de mentir, de negociar, de trocar a mulher por sobrevivência, de aceitar soluções que ele sabia que não resolveriam nada; enquanto, via anjos, cria e sofria, mas perseverava; sendo capaz de obedecer até à morte, até ao absurdo, sempre por causa da fé na Voz que ouvira.
O melhor homem ainda era ambíguo!
Ora, mesmo se concentrando em Abraão e em sua descendência, o que a Bíblia nos mostra é um micro-cosmo, talvez um dos melhores, e, assim mesmo, demonstra a incurabilidade da vaidade, da arrogância, da prepotência, da vontade egoísta de todos os homens — tendo Israel como maquete histórica.
E mostra sempre com clareza que a injustiça atrai a perversidade e que a perversidade chama juízo, o qual sempre vem..., não importando como...
E mostra que se a maldade recebe maldade, pior ainda é quando a bondade recebe maldade como pagamento...
Porém, ela insiste em que o justo é punido na punição global da perversidade generalizada, com alguns exemplos de salvamentos aqui e ali, mas, no geral, o justo vai na enxurrada das maldades alheias...
Diz que o homem mais Jó, mas justo, pode sofrer tudo... E sofrer sem saber a razão. E, ainda assim, ter que manter a fé.
Diz que há ocasiões em que o homem mal é instrumento de Deus para curar o homem que ainda tem chance de arrependimento, mesmo que seja sendo levado cativo para o chão das impotências, em Babilônia, no Egito, ou no mundo inteiro.
Diz que quem fala a verdade corre o risco de morrer, mas insiste que é para falar assim mesmo, porém, com sabedoria.
Diz que até Deus quando visitou o mundo foi crucificado!
E profetiza que até do que sobrara de bom de Deus no mundo, a Igreja, os discípulos, logo a corrupção tomaria conta.
E também profetiza que o testemunho de Jesus não aconteceria quando estivessem falando o nome de Jesus, mas apenas quando um pequenino rebanho estivesse vivendo o Evangelho na Terra.
No meio de tudo se ouve Jesus dizer:
“No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, pois eu venci o mundo”.
Entretanto, algum diabo, ensinou aos “cristãos” que não é assim... Que com Jesus se pode ter tudo o que a Bíblia e Jesus nos garantem que não teríamos...
Ou seja: um diabo ensinou que viveríamos não apenas na terra de Gosen, como os hebreus no Egito, mas também na terra do Gozem, como os que viviam em Sodoma e Gomorra.
Sim, algum diabo disse que se poderia pular do Pináculo do Templo que os anjos nos socorreriam, e pulamos. Disse que se o adorássemos, continuaríamos donos de nós mesmos, e cremos. Disse que poderíamos alterar a natureza da matéria, e que os poderes não seriam abalados.
Para completar, vêm os apóstolos e nos garantem que é de sofrimento em sofrimento, e de gozo em gozo na fé, que perseveraríamos a fim de preservar as nossas almas.
E tudo termina na Revelação do Fim, o Apocalipse.
Portanto, fico chocado quando vejo discípulos de Jesus crendo que ainda estamos vivendo no Jardim do Éden.
Gente! Dói mesmo!... Mas, como me disse meu pai, babando na UTI sem poder controlar a fluxo do alimento: “Meu filho! É assim mesmo!”.
Quem crê assim, não tem do que reclamar!
Quem anda assim caminha na fé!
Quem assim sabe, é feliz até quando chora!...

Nele, que contou como as coisas são,

Caio

sexta-feira, 28 de março de 2014

SE HOUVESSE AMOR NÃO HAVERIA ÓRFÃOS!


Se o amor não tivesse esfriado no coração de quase todos, com todos os meios e recursos disponíveis hoje, já não haveria uma única criança órfã na Terra.
Jesus disse que Seus discípulos teriam em muitos e incontáveis irmãos no amor e na fé —pais, mães, irmãos, irmãs, e todo o sadio séqüito parental.
Ele também ensinou que conforme o tempo, a faixa etária e fase de vida na qual cada um estivesse, cada qual deveria ser irmão, irmã, pai, mãe, avô, avó, amigo e companheiro de jornada de cada outro próximo que viesse a enxergar ou que dele ficasse sabendo existir na Terra.
Jesus ensina que se estiver ao alcance de nossa mão e possibilidade de acolher em amor, como filho, filha, amigo ou apenas um outro igual a nós, mas sem ninguém na vida, se deveria assim fazer a fim de sermos Seus discípulos.
Afinal, Jesus mesmo inaugurou na Cruz esta Era de Famílias Solidárias, quando disse que dali em diante Maria seria a mãe de João, e que João seria o filho guardador de Maria, apesar de Maria ter filhos consangüíneos e de João ter pai e mãe.
Todavia, digo que nem teríamos que pensar em todos os desabrigados adultos, drogados e prostituídos deste mundo...
Quem dera pensássemos em todos!...  
Entretanto, bastava que pelo menos pensássemos nas crianças.
E o que digo é que grande coisa é adotar, é amar uma vidinha que você não gerou na carne,e que na carne já existia com um grande problema histórico — trazendo-a para dentro de sua vida.
Conheço esse privilegio. Como e bebo esta benção há décadas. Tenho sido abençoado pelas bênçãos dessa benção. Hoje como do fruto dessa semeadura. Provo como bem aquilo que um dia, para alguns, parecia ser um bem que eu fazia a alguém, sendo que, a vida toda, daquele bem que fiz, fui sempre o maior beneficiado.
Hoje, depois de tanto tempo, continuo a ser abençoado tanto pela benção que abençoei como adoção de filho, como também me abençoa com a benção de ser abençoado pelo fruto de sua vidinha.
Se você pensa em ter filhos, tenha-os menos, e adote algum dos que já existem, porém, sem amor e cuidado.
No fim você verá que o maior beneficiado é você; posto que o amor que escolhe, sempre tende a amar a escolha como privilégio de eleição — um sentimento que tem raízes no amor de Deus por nós.
Ora, quem assim faz e o faz com amor, e em amor permanece — esse tende a entender bem melhor o amor do Pai que nos adotou em Sua família, e nos fez co-herdeiros com Seu Filho, Jesus.
Pense nisso!

Caio

quinta-feira, 27 de março de 2014

Deus odeia pecadores?


Por Hermes C. Fernandes

Desde que me entendo por gente, ouço a frase: Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. Jamais ousei questionar isso, pois sempre fez muito sentido pra mim. Deus odeia o pecado por conta do mal que ele nos faz. Portanto, o ódio divino pelo pecado está diretamente ligado ao Seu amor por nós, pecadores.

Apesar disso, deparo-me com passagens bíblicas que afirmam que Deus não odeia apenas o pecado, mas também o pecador.

Tomemos como exemplo Provérbios 6:16-19, onde lemos:
“Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.”
Fica claro que Deus não odeia apenas a mentira, mas também que a profere. Assim como também odeia o que engendra pensamentos malignos, quem promove contendas entre irmãos, quem possui olhar arrogante, entre outros mais. O salmista é ainda mais abrangente ao declarar que Deus odeia “a todos os que praticam a maldade”  (Sl.5:5). Ele odeia ao “ímpio e ao que ama a violência” (Sl.11:5). Basicamente, estas são as passagens mais usadas para respaldar o ódio que Deus nutre pelos pecadores.

Para alguns, jamais deveríamos afirmar que Deus ama igualmente a todos os homens, posto que alguns seriam alvos exclusivamente de Sua ira. Deus não poderia amá-los e odiá-los ao mesmo tempo.

Em cima desta compreensão, a meu ver equivocada, manifestações têm sido promovidas por cristãos ultraconservadores, ostentando placas que trazem inscrições do tipo “Deus odeia os gays”, “Deus odeia Lady Gaga”, e pasmem, “Deus odeia o Brasil”.

Somente os eleitos seriam alvo do amor de Deus. O resto da criação estaria sob a Sua ira por toda a eternidade.

Será que é isso que encontramos nas Escrituras?

De acordo com Paulo, “todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também” (Ef.2:3). Portanto, mesmo os eleitos já estiveram um dia sob a ira justa de Deus. Será que neste tempo, Deus deixou de amá-los? Claro que não!

Deus não passou a amar-nos quando fomos atraídos a Cristo. Pelo contrário, Ele nos amou mesmo quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados. Ele mesmo afirma: “…com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí” (Jer.31:3). Ele nos atraiu por nos amar desde a eternidade. Mesmo quando estávamos sob Sua ira, Ele não retirou de nós o Seu amor.

O próprio Jesus declara que “aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”(Jo.3:36). Ora, se sobre uns a ira de Deus permanece, é porque sobre outros ela é retirada.

O ponto que quero enfatizar é a possibilidade de Deus amar, mesmo enquanto odeia. Ele odeia aquilo em que nos tornamos, por causa do pecado, mas ama aquilo que Ele nos criou para ser. Apesar de odiosos, somos amados.

Mesmo os réprobos são alvo do amor de Deus. Repare no que diz o salmista:“Piedoso e benigno é o Senhor, tardio em irar-se e grande amor. O Senhor é bom para todos tem compaixão de todas as suas obras” (Sl.145:8-9). Ora, se é verdade que o Senhor fez todas as coisas, “até o ímpio” (Pv.16:4), logo, Deus também o ama. Caso o contrário, não poderíamos afirmar que Ele tem compaixão de todas as suas obras.

Um exemplo disso pode ser encontrado no episódio em que Jesus é abordado por um jovem rico. O texto diz que “Jesus, olhando para ele o amou” (Mc.10:21). Não obstante, ele recusou a oferta de Jesus, e saiu triste por não querer abrir mão de suas riquezas pela vida eterna. Portanto, sobre ele permaneceu a ira de Deus.

Quando um filho meu apronta, naquele instante sinto ódio dele, mas nem por isso perco o meu amor. A diferença é que a ira é momentânea, mas o amor é eterno. O salmista diz que a ira de Deus dura só um instante, mas no seu favor está a vida (Sl.30:5).

Até quando está irado, Deus não desiste de amar. É Seu amor teimoso a razão de sobrevivermos à Sua justa ira. O profeta Habacuque conclui que mesmo na ira, Deus lembra-se da misericórdia (Hc.3:2). Só por isso não somos consumidos. Enquanto Sua ira, além de tardar, dura um momento, Suas misericórdias se renovam a cada manhã.

A ira de Deus é a Sua reação ao pecado. Porém, o amor é aquilo de quê é constituído o Seu ser. Deus pode eventualmente irar-se, mas jamais deixa de ser amor. Deixar de amar seria aniquilar-se, deixar de ser Deus, negar Sua própria natureza. E a todos quanto ama, Ele os ama eternamente.

QUAIS SÃO AS ALTERNATIVAS DA HUMANIDADE?


Se eu não tivesse a fé que tenho, e apenas olhasse o mundo como ele é e com as configurações de cenários que apresenta, qual seria a minha esperança?

Sim! Quais seriam minhas alternativas de esperança?

Não creio que os humanos irão privilegiar o cenário global ao cenário imediato e tópico. Assim, estaremos sempre discutindo o “modo de nossa morte”, e jamais nossa salvação no planeta.

Não creio que haja tempo para salvar a humanidade, mesmo que todos, agora, a uma, nos mobilizássemos para lidar com as questões conceituais e estruturais ligados à nossa auto-extinção.

Não creio que os dogmas religiosos, nacionalistas, étnicos e morais, jamais darão lugar ao Dogma do Amor que tem o poder de preservar a vida humana na Terra e com ela a própria Terra.

Não creio que o amor à humanidade será jamais maior do que a disposição de morrer pela amargura das calamidades provocadas pelo ódio no passado dos povos.

Não creio que haja qualquer força no coração da humanidade que seja hoje maior do que a vontade emulada pelas preocupações deste mundo e pelo poder que o dinheiro dá.

Não creio que a humanidade seja capaz de pensar no bem de todos, abrindo mão de privilégios momentâneos e caprichosos, e, assim, criar as circunstancias para a sobrevivência global.

Portanto, sem Jesus eu sou um ser de alma apocalíptica em minhas avaliações. Ou seja: somente a esperança em Jesus me dá um Apocalipse para além dos apocalipses da humanidade.

Sem Jesus, para mim, o mundo far-se-á mal até o fim. A alternativa é o desenvolvimento de aparatos de fuga para as estrelas. Entretanto, mesmo assim, iríamos fazer guerra em outros mundos, mas ainda assim guerras, pois, somos habitados pelo poder da guerra.

Com Jesus, vejo a humanidade se fazendo mal, sempre mal, mas não o fará até o fim-fim. O fim da humanidade, o fim do mundo, ou qualquer que seja a designação escolhida para tal catástrofe — não será fim-fim se o que Jesus disse é verdade. Pois se é verdade, haverá novo céu e nova terra, nos quais habita justiça. Porém, se Ele não é Ele, mas apenas um “ele” qualquer, então, a humanidade está perdida, e o que sobra é a orgia dos vampiros e o baile dos zumbis — até a última hora.

Quais são suas esperanças para a humanidade?

Eu só tenho uma!

Sem ela eu morreria antes da morte chegar!


Nele, que é minha vida e esperança,


Caio

quarta-feira, 26 de março de 2014

O fiasco da Marcha da Família com Deus


Por Hermes C. Fernandes

Pelo jeito, os conservadores que saíram às ruas neste sábado (22) têm muito que aprender com os evangélicos. Se queriam pretendiam reunir uma multidão em defesa dos "valores da família", deveriam ter organizado shows com a presença de estrelas afinadas com o diapasão do conservadorismo. Afinal, somente mediante este tipo de expediente, faz-se possível arrastar uma multidão de desmiolados, sem qualquer noção de história, apenas embalados no oba-oba

Diferente da primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida há cinquenta anos, em 19 de março de 1964, a edição de sábado foi um completo fiasco em todas as 15 capitais que tentaram reviver o protesto, que entre várias coisas, defendiam o retorno dos militares ao poder. 

O Rio de Janeiro, considerada uma das cidades mais politizadas do País, cerca de 150 pessoas se concentraram na Candelária, no centro da cidade, e marcharam até a sede do Exército, na Avenida Presidente Vargas, com cartazes e gritos de ordem. Um total vexame no mesmo cenário que reuniu quase um milhão de pessoas no último grande protesto popular em julho do ano passado. 

Em São Paulo, a locomotiva econômica do Brasil, cerca de 200 adeptos do movimento se reuniram na Praça da República com o objetivo de relembrar a marcha anticomunista e de apoio ao golpe militar. Em Belo Horizonte, o vexame foi ainda maior: apenas cinquenta pessoas se concentraram na porta da 4ª Companhia de Polícia do Exército, na rua Juiz de Fora, no Santo Agostinho, região centro-sul da capital. 

Em sua edição original, “Marcha da Família Com Deus pela Liberdade” reuniu cerca de 500 mil pessoas em São Paulo. A marcha foi uma resposta ao comício que o presidente João Goulart fez na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 13 de março, quando reuniu 200 mil pessoas. 

Creio que a experiência mal-fadada deste final de semana enterra de vez qualquer pretensão de mobilização pela volta dos militares ao poder. A sociedade brasileira está "mal acostumada" com a democracia e aprendeu que é para frente que se anda. Apesar do mar de corrupção que insiste em assombrar nosso país, a liberdade é valor inegociável para a nossa gente. Ademais, mesmo durante os anos de ditadura militar, a corrupção tem se mostrado uma questão endêmica que demanda muito mais do que uma intervenção golpista. A diferença é que hoje, com a liberdade de imprensa e a autonomia da polícia federal para investigar, o que antes ocorria sorrateiramente, agora vêm à luz.

William Schnoebelen Entrevista com um Ex Vampiro 9 de 9