terça-feira, 1 de abril de 2014

Pela primeira vez na história, uma equipe de físicos demonstrou que o teletransporte é possível


Pela primeira vez na história, uma equipe de físicos canadenses demonstrou que o teletransporte quântico de três fótons é possível, constituindo assim um avanço fundamental para a ciência. O mesmo procedimento só tinha sido realizado com dois fótons até agora.
O experimento conduzido por especialistas da Universidade de Waterloo, em Ontário, no Canadá, demonstrou três fótons entrelaçados uns aos outros, localizados em locais diferentes, a várias centenas de metros de distância. Isso prova a não-localidade quântica para mais de dois fótons entrelaçados, possibilidade teórica até então.
A primeira hipótese sobre o entrelaçamento quântico é de 1927, resultado de uma disputa sobre a mecânica quântica entre Albert Einstein e Niels Bohr.
Ao separar duas partículas que compartilham o mesmo estado quântico no nascimento, independentemente da distância entre elas, os princípios da mecânica quântica indicam que a mudança na rotação de uma das partículas causaria uma mudança correspondente no estado quântico da outra.
O argumento pode parecer absurdo à primeira vista, uma vez que não há comunicação entre partículas. Os teóricos da vez  chamaram este fenômeno de Teletransporte Quântico.
Até hoje, todos os experimentos realizados para testar essa hipótese tinham se esgotado em demonstrações para dois fótons entrelaçados. O avanço introduzido pelos físicos canadenses prova que o teletransporte de três fótons também é absolutamente possível.

SINAIS DE FALÊNCIA ESPIRITUAL



Quando as pessoas começam a dar mais valor ao que chamam “igreja” como ajuntamento do que aos milagres existenciais que possam estar experimentando pelo Espírito e pela Palavra, então é porque estão cansadas da vivência do Evangelho —que é essencialmente existencial, começando no coração e se manifestando como fé em amor— e, por tal razão, desejam fazer uma maquiagem farisaica de modo exteriormente dissimulado. 



Dá trabalho viver o Evangelho, deixando que ele nos crive os sentimentos, motivações e impulsividades animais todos os dias.



Dá trabalho submeter a consciência e os dogmas dos hábitos ao escrutínio do espírito do Evangelho instante a instante. 



Dá trabalho viver segundo a verdade em um veículo que é carne e vaidade.



Dá trabalho amar a vida verdadeira quando se caminha turbinado pelas pulsões de um corpo de morte e com fobia de morrer. 



Dá trabalho escolher a via Estreita, esse caminho indesejável, por isso tão pouco percorrido. 



E o que é fácil?



Ora, fácil é desistir de tudo e virar um servo da religião que faz aferimento do Evangelho já não como benefício na própria vida, mas pelas performances de grupo ou pelas ocupações grupais que substituem a vida interior. 



Se o Evangelho não afetar o mundo por mim, simplesmente não há Evangelho em mim. 



O Evangelho em mim é primeiro para mim; depois é para crescer em mim, como fé e consciência em amor; depois é para afetar pela minha vida o meu mundo: os meus, os companheiros e colegas, e todo ser humano que cruze o meu andar.



No entanto, é muito mais fácil olhar para fora e buscar existir para tal ambiente de percepção, do que entregar-se à tarefa árdua de render o ser todos os dias ao entendimento conforme o Evangelho, vendo tais efeitos em nós mesmos, depois nos nossos, e, então, só depois, no mundo que seja o nosso neste planeta; e isso conforme o dom de Deus a cada um. 



Sim! E tudo isso sempre acontecendo a partir do coração e afetando o ambiente de nosso existir familiar, atingindo assim o ninho de nossa vida antes de alcançar qualquer outra realidade. Pois, se alguém não prova o Evangelho, como se incumbirá dele?



Pense em você e pergunte: “Em que fase do caminho eu estou?”





NEle, em Quem o templo cresce para dentro,





Caio

E quem merece ser estuprada?


Por Hermes C. Fernandes


Em pleno século XXI, uma pesquisa divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que a maioria da população brasileira atribui à maneira como as mulheres se vestem a culpa por serem estupradas.

Segundo dados colhidos na pesquisa, se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros. O instituto entrevistou 3.810 pessoas, sendo 66,5% mulheres. Portanto, não se trata de uma opinião predominantemente masculina. Cerca de 65% dos entrevistados concordaram com a afirmação que dizia que a mulher que usa roupa que mostra o corpo merece ser atacada.

A divulgação da pesquisa teve repercussão imediata, principalmente nas redes sociais. Páginas foram criadas convocando as mulheres para protestarem. Muitas posaram nuas, cobrindo os seios com placas que diziam "Eu não mereço ser estuprada". 

Apesar dos inúmeros protestos, o segmento evangélico se manteve indiferente ao clamor popular com raríssimas exceções. Seu silêncio parece indicar seu apoio à constatação da pesquisa. Alguns  chegam a declarar que se ao menos as mulheres se vestissem como as evangélicas, de maneira modesta e decente, o número de estupros seria drasticamente reduzido.

Foram declarações como estas foram o estopim de deflagrou a onda de protestos no Canadá  em 2011 que tornou-se conhecida como Marcha das Vadias e se espalhou pelo mundo afora.

Será que as Escrituras têm algo a dizer sobre isso? A culpa do estupro deve recair sobre a mulher?

Há uma passagem que relata o encontro de Deus com o Seu povo através de uma interessante alegoria. Confira:

"E, passando eu junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; e estendi sobre ti a aba do meu manto, e cobri a tua nudez; e dei-te juramento, e entrei em aliança contigo, diz o Senhor DEUS, e tu ficaste sendo minha. Então te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo. E te vesti com roupas bordadas, e te calcei com pele de texugo, e te cingi com linho fino, e te cobri de seda. E te enfeitei com adornos, e te pus braceletes nas mãos e um colar ao redor do teu pescoço. E te pus um pendente na testa, e brincos nas orelhas, e uma coroa de glória na cabeça. E assim foste ornada de ouro e prata, e o teu vestido foi de linho fino, e de seda e de bordados; nutriste-te de flor de farinha, e mel e azeite; e foste formosa em extremo, e foste próspera, até chegares a realeza." Ezequiel 16:8-13
O texto indica que além de estar completamente nua, ela parecia se insinuar, daí a expressão "tempo de gentleman que é, Ele se aproxima, estende sobre ela o seu manto, cobre sua nudez, e pede-a em casamento. Deus a trata como uma dama. Restitui sua dignidade. Cobre-a de presentes caros. Para só então, conhecê-la como sua mulher. 

Qualquer outro a encontrasse naquele estado se aproveitaria. E se ela demonstrasse estar a fim, não seria tecnicamente um estupro. Mas o que Deus faz? Como 

Creio ser este o padrão que deveria ser seguido pela sociedade em geral. A mulher deve ser valorizada. Tratada como alguém especial, e não como algo prestes a ser usado e depois descartado.

Não se pode exigir que as mulheres se vistam hoje como antigamente. Os tempos são outros. As mulheres conquistaram sua autonomia. Por isso, além de amadas, devem ser respeitadas. E o respeito que merecem nada tem a ver com o comprimento de suas saias, nem com a cavidade do decote, nem com a transparência de suas roupas, ou com a sua maquiagem.

Devemos ir além da literalidade do texto. "Cobrir a nudez" significa atribuir-lhe dignidade. A pior nudez não é a ausência de roupas ou mesmo o uso de roupas sumárias. A pior nudez é a privação da honra e o não reconhecimento de seu valor.

Portanto, quem deve ser culpado por um estupro, senão o próprio estuprador? Quando tomado por sua obsessão, o estuprador não respeita nem o hábito de uma freira. Aliás, quanto mais roupa cobrir o corpo da mulher, mais perversa será a imaginação do tarado.

Tratemos as mulheres como Cristo as trataria, independente da censura que sociedade lhes impõe. Mesmo beijado ostensivamente por uma mulher considera de vida fácil, Jesus não se aproveitou dela, antes, saiu em sua defesa, contrariando até alguns de seus discípulos.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Credo Católico que poderia ser o credo dos evangélicos



Creio em um só Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele falou pelos profetas.
Creio na Igreja, una, santa, católica e apóstolica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e vida do mundo que há de vir.
Amém.

O DIABO GENÉTICO, MILITAR, FOLOSÓFICO E SUPERHUMANO!


Me custa admitir que seja tão difícil para os cristãos o crerem que o Diabo não seja aquele tipo de demônio burro das sessões de histeria coletiva dos cultos nervosos; sim, nos quais os diabos que se manifestam na maioria das vezes são apenas o “psiquismo demoníaco” desenvolvido pela mente fraca do “buscador aflito”, e que se “identifica” com o estereótipo do Diabo segundo a concepção pueril que a Religião em geral faz do Demônio.
O Diabo da Bíblia, todavia, é tudo, menos esse “pobre diabo” das possessões dos cultos nervosos dos cristãos!
Nas Escrituras o Diabo começa como Serpente Sutil e Sedutora, com propostas ao homem de transcendência da condição humana; afirmando que o Mandamento de Deus para a Vida [“Do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal não comerás, pois, no dia em que dele comeres, morrendo, morrerás”] — era apenas o fruto do ciúme da divindade; sim, resultado da inveja de Deus em relação à Sua própria criatura...; ou ainda: uma espécie de competição de Deus com a criatura...; ou mais: um sentimento de superioridade divina [...], resultante da manipulação do conhecimento, como fazem os tiranos do mundo, que dominam melhor quando o povo sabe menos ou não sabe nada...
Nós cremos mais no Diabo do que no Mandamento do Amor de Deus, e, assim, “comemos o fruto” da nossa morte até ao dia de hoje!
Na seqüência das “emulações” do Diabo aos humanos vem o ciúme invejoso ou a inveja enciumada de Caim contra o seu irmão Abel; terminando tudo em homicídio e maldição.
Daí em diante lê-se nas Escrituras que o Diabo caiu em estado de silêncio explicito por um tempo... Bastava emular a natureza humana e tudo caminharia para a desgraça.
Assim, da descendência de Caim surgem os elementos constitutivos mais significativos do que os humanos chamam até hoje de fatores civilizatórios. Surge a agricultura e a pecuária de escala; aparece a produção cultural e folclórica, pela vida das artes, resultado da confecção de instrumentos musicais, o que gerou em massa uma cultura de diversão e de entretenimento hedônico; bem como, na mesma época, foram desenvolvidos os primeiros aparatos de guerra em escala coletiva.
Aparentemente, no entanto, isto não era o bastante para o Diabo...
Demoraria muito deixar que os homens se desenvolvessem por si mesmos em sua maldade...
Assim surge e se expressa uma das mais fortes obsessões do Diabo:entrar no homem de modo a que não se possa diferenciar o humano do diabólico; e mais: alterar a própria natureza constitutiva dos humanos, e, portanto, natural da condição humana; ou seja: o Diabo quer ser o produtor do Super-Homemsim, do homem-anjo, do homem-além-do-homem; dos “gigantes”; dos poderosos da Terra; uma geração de líderes semideuses; verdadeiros Titãs.
Desse modo dos “filhos de Deus” [terminologia que no V.T. somente aparece relacionada aos anjos, conforme se vê no texto hebraico de Jó] possuem as filhas dos humanos, e com elas alteram a natureza do homem, fazendo surgir híbridos humano-demoníacos.
Era o joio sendo plantado literalmente na semente [sêmen] dos humanos no campo do mundo...
Desse modo o caminho humano se descaracterizou de tal modo que Deus já não via homens na maioria dos humanos...
Vem o dilúvio; sim, em razão de que os humanos haviam sido hibridizados pela natureza do Diabo!...
Depois do dilúvio estranhamente ainda se vê os “gigantes”, os filhos dos Benai Elohim [“os filhos de Deus”] com as “filhas dos homens”; prova que o dilúvio pode ter sido Universal, mas sua destruição não foi total; houve sobreviventes do mundo antigo que passaram de algum modo pelas “grandes águas”.
Somente quando os homens de Davi matam os últimos gigantes descendentes dos “experimentos genéticos” feitos antes do dilúvio, é que outra vez o Diabo aparece na Bíblia; sim, desde as sutis indicações das intenções dele no livro de Genesis ele aparece outra vez; e com muita raiva de Israel.
Então se levantou Satanás contra Israel” — é o que a Bíblia diz quando os homens de Davi mataram os últimos gigantes.
Há outras afirmações acerca do Diabo no V.T. No entanto, é somente no tempo do Cativeiro em Babilônia, tempo no qual Ezequiel viu as “Rodas”, os “Girantes”; e tempo também no qual os anjos introduzem na narrativa bíblica [em Daniel] o conceito de “Principados e Potestades das Nações”.
No Livro de Zacarias o Diabo é o acusador dos crentes; mas não se diz muito mais acerca dele. Já é nas páginas dos evangelhos que se vêem excessivas manifestações demoníacas; especialmente aquelas de natureza obsessiva mais básica.
Jesus, no entanto, nunca ensinou que aqueles demoniozinhos de meia tigela que atacavam os humanos nos evangelhos fossem os verdadeiros diabos do Mundo.
Não! Para Jesus havia instancias muito superiores implicadas em tudo; e mais: para Ele o Diabo não era uma energia obcecada, mas sim uma mente fria e perversa; com a constante intenção de matar, roubar e destruir a humanidade, o planeta, a vida.
É no contexto do N.T. que o Diabo é desmascarado em suas intenções globais.
Ora, o que se vê apesar de se ficar sabendo que o poder de Satanás é extremamente mais sofisticado do que aquilo que os humanos chamem avanço..., que, por tal razão, Paulo nos diz que o Diabo é o espírito que agora atua em tudo nos filhos da desobediência ao fluxo da vida.
E mais: Paulo diz que uma das fixações do Diabo é se tornar um Super-Homem; o anticristo.
No Apocalipse esse poder revelado no Genesis já nos é apresentado sem sutilezas, exceto as simbólicas.
O que se vê, portanto, é um Diabo que se imiscuiu em tudo...; sim, do processo mental dos humanos à sua produção cultural...; das emulações psicológicas e existenciais aos mais deliberados desejos de genocídio ideológico...; do desejo de alterar sementes vegetais à obsessão pela alteração do código genético dos humanos...; sim, das guerras pessoais aos conflitos globais à destruição prazerosa de uma familiazinha...; e assim vai...
Jesus disse que como foi nos dias de Noé assim será nos dias da Vinda do Filho do Homem!
Ora, entre nós as mesmas coisas estão presentes...
É o mesmo desejo de vencer a morte pela curiosidade do saber e do conhecimento; é o mesmo desejo de desenvolver culturas de poder e de supremacia; é a mesma inteligência para apenas criar diferenciações econômicas acentuadas entre os humanos; e pior: é a mesma obsessão satânica de alterar a constituição dos humanos...
Na antiguidade tais coisas tiveram a cara que na Antiguidade era aceitável. Hoje os mesmos seres e fenômenos estão entre nós; porém, com as caras que a nossa “ficção cientifica” criou para este tempo no qual alteração genética não precisa de cópula sexual, mas apenas de alterações no código genético.
Está tudo aqui...
Sim! A Terra voltou ao principio; o Genesis e o Apocalipse estão se encontrando milênios depois; e mais: é tudo igual; mudaram apenas as roupagens...
Por isto, digo: o Dilúvio está às portas!
Leia Lucas 16 e você me entenderá!...

Nele, que nos mandou andar de olhos bem abertos,

Caio

domingo, 30 de março de 2014

Como Nos Dias de Noé Nefilins UFOs

Parábola usada para aterrorizar os crentes


Por Hermes C. Fernandes


Uma das passagens mais usadas para aterrorizar os crentes é a parábola das Dez Virgens. De acordo com a interpretação de alguns pregadores, a parábola indica que apenas uma porcentagem dos crentes em Jesus participariam do Arrebatamento, e os demais seriam deixados para trás. Se formos um pouco mais literais, somente 50% dos crentes serão realmente salvos. Os demais estão entre os imprudentes, que serão pegos de surpresa, despreparados, e por isso, inaptos para subir com Cristo.

Será que tal interpretação faz jus àquilo que Jesus intentava dizer aos Seus discípulos?

Nessa parábola, Jesus está falando da chegada do reino, e não de Sua segunda Vinda. E o Seu reino foi inaugurado ainda em Seu primeiro advento. O texto diz que “o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo” (Mt.25:1).

Sôa até estranho, se não atentarmos para o contexto cultural da época. Estaria Jesus defendendo algum tipo de poligamia? Por que “dez virgens”, em vez de apenas uma? Teria Jesus mais de uma noiva?

As virgens da parábola não seriam desposadas pelo noivo. Elas eram como “madrinhas” da noiva. Fazia parte do ritual de bodas judaicas, o encontro das “madrinhas” virgens com o noivo para acompanhá-lo até a noiva.

Ora, o noivo da parábola representa o próprio Cristo. E a noiva, embora não figure na parábola, é a Igreja. Quem seriam, então, as virgens? Elas representam o povo judeu.

É interessante que em outra passagem, João Batista se apresenta como “o amigo do Noivo”. Além das virgens madrinhas, o noivo também era assistido por um amigo, geralmente, aquele que fosse considerado o melhor amigo. Assim como não podemos confundir o noivo com o amigo do noivo, também não podemos confundir a noiva com as dez virgens.

Ao ser confundido com o Cristo, João respondeu: “Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo. O amigo do noivo, que lhe assiste, espera e ouve, e alegra-se muito com a voz do noivo. Essa alegria é minha, e agora está completa” (Jo.3:28b-29).

De acordo com o protocolo, as virgens madrinhas deveriam sair ao encontro do noivo, portando lâmpadas devidamente acesas.

Segundo a parábola, dentre as dez virgens, cinco eram prudentes, e cinco eram insensatas.


“As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com suas lâmpadas. Demorando o noivo, todas elas acabaram cochilando e dormindo” (Mt.25:3-5).


Repare no detalhe: todas elas acabaram dormindo. Ficaram desatentas, e cochilaram. A diferença entre elas era o suplemento extra de azeite que cinco delas haviam trago. Portanto, a questão não era apenas de vigilância, como bradam os pregadores, mas de prevenção e prudência. Ser prudente aqui, é ser precavido.

Por isso, não parece razoável usar esse texto para amendrontar os crentes, fazendo-os duvidar de sua salvação, temendo que o Senhor lhes flagre “dormindo”. Paulo escreve acerca disso em sua primeira epístola endereçada à igreja em Tessalônica:

“Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas, não necessitais de que se vos escreva, pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite (sem aviso prévio) (...) Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz, e filhos do dia. Nós não somos da noite, nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios. Pois os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite. Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios (...) Pois Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nís, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele” (5:1-2,4-8a, 9-10).
É claro que devemos “vigiar”, isto é, estar atentos, para que não sejamos surpreendidos. Entretanto, quer vigiemos ou durmamos, nosso encontro com o Senhor é garantido. O risco é o de sermos pegos de surpresa, e não o de sermos condenados. Voltando à parábola:
“Mas, à meia-noite ouviu-se um grito: Aí vem o noivo, saí ao seu encontro” (Mt.25:6).

Esse “grito-convocação” foi o grito dos profetas, dos quais, João foi o último expoente. Apenas parte do povo judeu deu ouvidos ao alarde profético. A outra parte se manteve surda e insensível ao apelo de Deus. Faltava-lhes o azeite, a luz, a revelação. Seu coração foi endurecido. Paulo compreendia bem tal situação, pois a havia testemunhado. Em sua última investida evangelística direcionada aos judeus, o apóstolo dos gentios se viu profundamente decepcionado com seus patrícios.

Segundo o relato de Atos, dentre os judeus que vieram ao seu encontro em Roma,“alguns foram persuadidos pelo que ele dizia, mas outros não creram” (28:24). Os que criam eram as virgens prudentes, e os que desdenhavam eram as virgens insensatas. Suas lâmpadas estavam apagadas. Lucas diz que eles “discordaram entre si, e começaram a sair, havendo Paulo dito esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías: Vai a este povo, e dize: Ouvindo, ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; vendo, vereis, e de maneira nenhuma percebereis. Pois o coração deste povo está endurecido; com os ouvidos ouviram pesadamente, e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, e se convertam e eu os cure” (Atos 28:25-27).

Dentre os filhos de Israel, somente o remanescente pôde entrar no Reino de Deus. Quem são os remanescentes? Os que deram ouvidos ao grito profético, e foram ao encontro do Noivo. Isso é confirmado por outras passagens, como aquela que Paulo menciona aos Romanos: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo”( Rm.9:27).

Somente os que atentarem para as profecias, e se derem conta de que elas falam de Jesus de Nazaré, e confiarem em Sua provisão para a salvação, serão, de fato, salvos.

Ninguém será salvo por pertencer a uma etnia, ou por ter o sangue de Abraão correndo em suas veias.

É Paulo quem declara: “Tenho declarado tanto aos judeus como aos gregos que devem se converter a Deus, arrepender-se e ter fé em nosso Senhor Jesus Cristo”(At.20:21).

Por todo o livro de Atos encontramos o cumprimento da parábola das virgens. Em Antioquia, por exemplo, “muitos dos judeus e dos prosélitos devotos seguiram a Paulo e Barnabé, os quais, falando-lhes, exortavam-nos a que permanecessem na graça de Deus”(At.13:43). Esses equivalem às “virgens prudentes”. Mas logo abaixo no texto, lemos que “os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja, e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava” (v.45). Esses equivalem às “virgens insensatas”.

A parábola prossegue:

“Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas. E as insensatas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite; as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam: Não seja o caso que nos falte a nós e a vós. Ide antes aos que o vendem, e comprai-o” (Mt.25:7-9).
De quem elas deveriam comprar o azeite? Onde encontrariam a luz de que suas lâmpadas necessitavam? Com a palavra, Simão Pedro, o apóstolo da circuncisão:
“E temos ainda mais firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que ilumina em lugar escuro, até que o dia clareie, e a estrela da manhã surja em vossos corações” (2 Pe.1:19).

Revelação não é algo que se possa receber de terceiros. Não há como terceirizá-la. Tem-se que buscar na fonte. Podemos adquirir informação através de outros, mas só adquiriremos “azeite” para nossas lâmpadas, se buscarmos diretamente na fonte. Por isso Jesus insistia: “Examinai as Escrituras...”

Por muitos séculos, os judeus negligenciaram a Palavra. Por isso, foram incapazes de reconhecer o Messias, quando Ele apareceu nas ruas da Galiléia.

Quando procuraram por Paulo em Roma, queriam um pouco de azeite para suas lâmpadas, mas a porta já se havia fechado. Como disse Jesus, o Reino lhes fora tirado, e entregue a um outro povo, a igreja. Somente os remanescentes “entraram com ele para as bodas”. Para esse “remanescente”, a porta sempre estará aberta. Como bem afirmou o apóstolo: “Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça” (Rm.11:5).

Como vimos, a parábola das virgens jamais teve a intenção de causar pânico aos seguidores de Cristo. Não estamos nem entre as cinco prudentes, nem entre as cinco insensatas. Somos a única noiva do Cordeiro, aquela que está sendo preparada para ser apresentada “como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co.11:2).

Christus Victor!