quarta-feira, 23 de abril de 2014

REVOLTANTE! A VERDADE QUE NÍNGUEM MOSTRA SOBRE A COPA 2014 NO BRASIL -- ...

Foi o túmulo que ficou vazio, não a cruz!



Por Hermes C. Fernandes

Se o túmulo de Cristo ficou vazio, então, Deus aceitou Sua oferta pelo pecado, e estamos livres. Mas se a Cruz estiver vazia, nosso velho homem escapou ileso, e portanto, ainda vivemos sob a égide do pecado.

A Cruz é eterna! E a prova disso é que as Escrituras nos informam que o Cordeiro foi morto desde antes da fundação do mundo.

Há uma cruz histórica ocorrida na plenitude dos tempos, e que nada mais é do que a manifestação de uma cruz meta-histórica, ocorrida fora do tempo e do espaço.

O que acontece na eternidade não tem começo nem fim. Nesse sentido, a cruz é coexistente com Deus. Desde que há Deus, também há Cruz. Por isso, quando o céu se descortina diante dos olhos de João, o trono que se vê é ocupado por um cordeiro"como que houvesse sido morto".

Ele ressuscitou! Porém, Seu sacrifício não durou apenas seis horas. As mãos que criaram o Universo foram mãos crucificadas. Aos olhos de Deus, tanto o trono, quanto a Cruz, estarão sempre ocupados por Jesus.

Enquanto esteve na cruz histórica, o trono não ficou vago. E enquanto ocupa Seu trono de glória, a Cruz não está vazia. Nisso reside nossa salvação. Se Jesus houvesse descido dessa Cruz meta-histórica, não haveria razão para que Paulo declarasse: "Estou crucificado com Cristo". Ele não disse que havia sido crucificado, no passado. Ele disse que estava, naquele momento, crucificado com Cristo. Portanto, Cristo continuava na Cruz, e Paulo com Ele. Se Ele desce da Cruz, nosso velho homem escapa.

O sepulcro, porém, está vazio. O sepultamento de Jesus é um fato histórico, porém, não meta-histórico. Sua ressurreição também é histórica. Mas Sua Cruz vem antes de todos os antes, e será sempre viva depois de todos os depois. Por isso, no dizer de Paulo, o Cristo que pregamos é o CRUCIFICADO. Engana-se quem imagina que a Cruz foi a vergonha que só foi sublimada pela glória da Ressurreição. Não! Jamais houve manifestação maior da glória de Deus do que a revelada no Gólgota. Foi aquela glória que Ele desejou, ao pedir que o Pai lhe restituísse a glória que recebera antes que houvesse mundo.

As mãos que mantém as órbitas planetárias ainda exibem as cicatrizes. Sob a coroa de glória que há em sua cabeça ainda se vê as marcas deixadas pelos espinhos. O resplendor dos Seus pés é incapaz de disfarçar as feridas feitas pelos cravos. Embora tenham sido feitas num determinado tempo, tais feridas adentraram a eternidade e por isso, tornaram-se co-eternas em Deus. Se fôssemos capazes de retroceder no tempo, e reencontrássemos o Criador caminhando com Adão pelo Jardim, certamente veríamos as marcas. Ele as exibe como troféus, prova do Seu grande e incompreendido amor por Sua criação.

terça-feira, 22 de abril de 2014

O melhor dança de Robot do mundo (imperdível)

ESTA É A MINHA IGREJA. VOCÊ QUER SER PARTE DELA?


Quando Jesus disse que o “reino de Deus” ou o “reino dos céus” seria semelhante a [...] uma semente pequena que cresceria; ou como um fermento imperceptivelmente penetrante; ou como um tesouro escondido no campo; ou como uma pérola de grande valor, porém não disponível aos sentidos de todos; ou como uma candeia que iluminaria a todos os que estivessem na casa; ou ainda como o sal da terra — Ele apresentava, também, ao assim dizer, o paradigma do que a Igreja [a Dele] deveria ser como expressão visível do reino de Deus na comunidade humana.
Desse modo, as ênfases de Jesus são aquelas ligadas ao pequeno que cresce naturalmente a fim de acolher... [semente/árvore]; ao que tem como poder a pervasividade discreta [fermento]; a um valor indizível e que é conhecido apenas por quem o venha a conhecer em seu real significado [a pérola]; a uma riqueza escondida dos olhos de todos, e que não é objeto de propaganda [o tesouro oculto]; a uma luz para os da casa [a candeia; que ilumina a muitos se aumentarem as casas com sua luz no interior]; e à qualidade de gosto da presença dos discípulos, com poder de dar gosto divino onde estejam [o sal da terra].
Ora, em nenhuma dessas coisas a ênfase está na grandeza, na publicidade, na promoção ou na propaganda!
Ao contrário, a ênfase está na naturalidade do crescer, na pervasividade e na penetração decorrente de ser, no significado intrínseco da coisa em si, na sobriedade oculta de tal poder, que fascina por não ser massificado; na iluminação de grupos pequenos, como numa casa, e que altera primeiro os de dentro, e, aumentando o número de casas/povo iluminados, se faz visível ao mundo; e, sobretudo, a ênfase recai na qualidade essencial da natureza existencial dos discípulos, os quais, à semelhança do sal, podem dar sabor à vida dos que os cerquem, pelo fato de que eles têm tal gosto/sabor/qualidade em si mesmos.
Agora, compare isto com os modelos de “igreja”. Sim; com a ênfase na propaganda, no mercado, nos nichos, na promoção, no show da fé, na massificação sem rosto, no crescimento quantitativo, na artificialidade dos modelos de crescimento piramidal; ou ainda: compare com a venda do “Evangelho” como produto de salvação; sempre para fora; sempre para o mercado; sempre segundo a Coca-Cola, ou a Pepsi, e nunca segundo Jesus; o Qual, entre nós, fazia tudo com discrição, sem o afã das promoções; e que mais que frequentemente, pedia que Dele não se fizesse propaganda, ou que se O expusesse à publicidade; posto que Seu modus operandi cumprisse a profecia que dizia: “Nas praças [Ele] não fará ouvir a Sua voz!”
O que isto significa? Que não se pode fazer propaganda de Jesus?
Sim; significa isto mesmo!
O Jesus propaganda é o Jesus do Mercado; é o Jesus do Bazar; é o Jesus da Venda; é o Jesus do Mundo!
Na realidade se diz que “a fama de Jesus corria por toda parte” e que “as multidões vinham ouvi-Lo de todos os lugares”.
Todavia, isso acontecia porque acontecia; porque era verdade; porque não se consegue esconder a luz; porque se o sal for jogado na terra nota-se a diferença pelo sabor; porque se a semente virar árvore as aves dos céus a encontram com naturalidade; porque o achar da “pérola de grande valor” faz aquele que a acha sair alegre com tal descoberta; porque o “tesouro escondido no campo”, uma vez que nele se tropece, faz o achador vender tudo e comprar o campo, a qualquer custo ou preço, tornando qualquer esforço apenas um ganho, uma alegria!...
Assim deveria crescer o “reino de Deus” entre os homens; e assim deveria ser com a Igreja dos discípulos de Jesus como expressão do “reino de Deus” na História.
Ora, isto faz sentido com a lógica de Jesus em tudo; embora difira radicalmente das lógicas humanas!
Sim; pois foi Jesus Quem disse que o grão de trigo tem que morrer a fim de dar muito fruto; que aquele que busca se salvar, perde-se; que aquele que morre, vive; que aquele que se humilha, será exaltado; e que é o pequeno que se faz grande!
O problema é que desde os apóstolos [...] pensar diferente sempre foi uma tentação. Tiago mesmo se vangloriava de ter “milhares e milhares com ele em Jerusalém”, e também que um grande número de sacerdotes do judaísmo [...] eram cristãos “zelosos da Lei de Moisés”.
Paulo parece ser o exemplo a ser seguido entre os apóstolos como aquele que não desistiu jamais do paradigma de Jesus; sem surtos de tomadas de cidades; sem querer erguer nada no Areópago; sem pretender nada além de ir plantado sementes de igreja nas casas; sem buscar conluio com autoridades das sinagogas; sem falsas expectativas —; enquanto, assim procedendo, em nenhum outro tempo apostólico [...] as coisas geravam mais bulício, produziam mais impacto nas cidades, alvoroçavam mais o mundo!
A Igreja que revolucionou o 1º e o 2º Séculos foi a de Paulo, não a de Tiago, a qual tinha Jerusalém como modelo!
Do 4º Século em diante, todavia, houve uma fusão do modelo de Jerusalém [o de Tiago] com o paganismo cristianizado, miscigenado, sincretizado, politizado e cooptado pelo Imperador Constantino.
Sim; esse é o modelo que vige até aos nossos dias!
Até mesmo o Protestantismo das raízes mais bem intencionadas se serviu dos aparatos que o Catolicismo havia produzido; como, por exemplo, os grandes prédios de culto ao estilo romano; os modelos oficiais de sacerdócio; as hierarquias de autoridade; a oficialidade dos sacramentos; a liturgia do culto; o oráculo procedente de oficiais; os vínculos com as realezas; o conluio com os principados políticos; e, consequentemente, com a propaganda e o mercado.
Assim, a Igreja casa [grão de mostarda] deu lugar à “igreja” Catedral; a Igreja fermento deu lugar à “igreja” da influencia; a Igreja do valor intrínseco deu lugar à “igreja” do intrínseco valor da propaganda; a Igreja do tesouro oculto deu lugar à “igreja” das promoções de poder.
Ora, é por isto que nos últimos 1700 anos a “igreja” teve todos os poderes do mundo na mão, mas o mundo apenas piorou! — sem falar que a Igreja de Deus teve que se ocultar ainda mais nas sombras da “Igreja dos Homens” ou até fora dela!
Desse modo, afirmo que faz milênios que o mundo não assiste ao que possa ser a verdadeira revolução da Igreja; sim, desde os dias em que gente como Paulo praticava a grandeza do pequeno; seguia a fermentalidade subversiva do oculto; celebrava com bravura feliz o achado de grande valor para o coração; e a criação de uma rede de amantes de Deus guiados pela leveza da Palavra apenas — em casas, em bosques, em pequenos grupos, em porões, em jardins particulares, em lugares públicos abandonados, etc... — sim; desde aquele tempo o mundo não viu mais o poder subversivo e sem dono humano da Igreja de Deus!
A revolução da Igreja no mundo decorre de sua disposição de ser não-proprietária; de ser hebreia na leveza peregrinante dos seus movimentos; de ser discreta e prática nas suas obras de amor; de ser o mais livre possível dos poderes constituídos deste mundo; de ser uma comunidade de amor, que se reúne para compartilhar a Palavra, orar, adorar e ajudar-se mutuamente; enquanto vive o testemunho do Evangelho em serviço de amor no mundo.
Se um dia essa Igreja reaparecer em grande escala de multiplicidade não adensada; se ela ressurgir na subversão de ser sem a propaganda de aparecer em outdoors; se ela ressurgir como agente ocultamente visível apenas por suas obras de generosidade e graça; se ela emergir como sombra simples que decorre da sua própria natureza; e se seu gosto for renovado pela qualidade existencial dos seus agentes — então, outra vez, sem que isto decorra de um plano ou de uma estratégia, mas da mera expressão da própria natureza de ser desse ente santo, o mundo tremerá sem saber nem de onde vem o abalo.
Nós, todavia, fomos ensinados pelo diabo que isto é morte, é fraqueza, é moleza, é perda de poder, é desistência de status, é suicídio, é entrega do que se conquistou ao mundo; é coisa de maluco; sim; de gente que perdeu a visão, perdeu a ambição, perdeu o espírito profético.
Sim; diante disso o diabo diz à “igreja”: “Jamais! Isto de modo nenhum te acontecerá, Senhora!”
Ao que Jesus continua a responder: “Arreda de mim, Satanás; pois para mim tu és pedra de tropeço!”
Eu, porém, sei que grito no deserto; sei que sou lido como louco; sei que tais palavras são consideradas insanidades; sei que não serei ouvido; embora, em meu coração, saiba também que aqui e ali uns poucos me entendam; e, assim, eu julgue que pela conversão de alguns [...] o que hoje seja horrível, possa ser de um modo ou de outro melhorado; ou, pelo menos, possa, em acontecendo em que escala possa acontecer [...], suscitar, emular ciúmes na “Israel/Igreja/Pedrada” — usando os pensamentos de Paulo em Romanos 9,10 e 11.
Nele, em Quem tenho a consciência tranquila quanto a nunca ter deixado de dizer o que Igreja é para Jesus,
Caio

A Historia de Adolf Hitler - Dublado

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O que Jesus teria ido fazer no inferno?


Por Hermes C. Fernandes

Há uma corrente que defende que Cristo teria descido ao inferno para ser torturado por Satanás, e, assim, pagar por completo o preço de nossa redenção. Se isso fosse verdade, Ele não teria dito antes de Seu último suspiro: “Está consumado” (Jo.19:30). A obra da redenção foi finalizada na cruz. Ainda que tenha descido ao inferno, não foi para completar nada, mas tão somente para anunciar o que já havia feito (1 Pe.3:18-19).


Outra lenda que se tem disseminado entre muitas igrejas é a de que o Diabo promovia um verdadeiro carnaval no inferno enquanto Jesus era crucificado. Mas para sua surpresa, Jesus interrompe a celebração e toma das mãos do Diabo as chaves do inferno. Nada mais distante da verdade que isso. Jamais foi intenção do Diabo que Jesus morresse na cruz. Pelo contrário. Ele fez de tudo para impedir que isso acontecesse, pois sabia que através de Sua morte, seu império seria desbaratado. Por isso, foi capaz de usar até os lábios de Pedro para tentar dissuadir Jesus (Mt.16:22-23). 

Já no início do ministério de Jesus, o Diabo lhe ofereceu um atalho para reaver os reinos deste mundo, e assim, não precisasse passar pela cruz (Mt. 4:8-9). Mesmo durante Seu suplício no calvário, o Diabo insistia em que Ele descesse da cruz, valendo-se dos lábios de várias pessoas, incluindo um dos ladrões que morriam ao Seu lado (Lc.23:39; Mc.15:30). A cruz sempre foi o centro do plano divino para a redenção de toda a criação (At.2:23). Ela foi a porta pela qual Jesus passou para adentrar o território da morte e libertar os que ali estavam cativos. 

Jesus é Senhor de todos os céus, de todos os mundos e de todos os infernos. Ele recebeu as chaves das mãos do próprio Pai, além de um nome que é sobre todos os nomes, agora e por todas as eras. 

Somos a geração que celebra sua própria ignorância


Por Hermes C. Fernandes


Sob Josias, Judá experimentou um genuíno reavivamento espiritual, sem precedentes na história de Israel.

Com a morte de seu pai Amom, Josias assumiu precocemente o trono de Jerusalém aos oito anos. Provavelmente tenha sido uma espécie de marionete durante seus primeiros anos de reinado. Mas aos dezesseis, algo inusitado aconteceu. O texto bíblico se limita a dizer que Josias “começou a buscar o Deus de Davi” (2 Cr.34:3). Não sabemos ao certo o que o levou a isso. Talvez, de tanto ouvir histórias sobre as proezas de Davi, Josias tenha se despertado a buscar o Deus a que ele servia. Mas o inesperado despertamento deflagrou uma série de eventos que provocaria uma profunda reforma espiritual em todo o Israel.

Sempre que alguém começa a buscar a Deus, coisas começam a acontecer. Seu súbito fervor espiritual fez com que Josias percebesse que algo estava errado na religiosidade popular de sua época. Judá e todo o Israel haviam se corrompido de tal maneira, que abandonaram o Deus de seus pais, para adorar os ídolos das nações. Esta corrupção começou ainda com Salomão, que permitira o culto aos deuses das mulheres que desposara de outros povos. Toda a sabedoria daquele rei não o impediu de tamanha tolice. Sorrateiramente, o culto aos ídolos se instalou em Israel, substituindo a adoração ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

À medida que Josias buscava a Deus, se enojava de tudo aquilo. Se Israel quisesse voltar aos tempos áureos, teria que abandonar a idolatria, e buscar a Deus. Por isso, Josias empreendeu uma purificação nos territórios de Judá. “Sob sua direção foram derrubados os altares dos baalins; fez em pedaços os altares do incenso, que estavam acima deles, quebrou e reduziu a pó os postes-ídolos, as imagens de escultura e de fundição...” (v.4).

Toda busca autêntica de Deus deve promover purificação em nossas vidas. Ídolos precisam ser derribados. E não me refiro às imagens de esculturas, pois as mesmas são apenas sombra dos verdadeiros ídolos que se instalam no coração humano.

A pós-modernidade tem seus próprios altares. E não se pode conciliar o buscar a Deus com idolatria de qualquer espécie. Seja sob o manto do consumismo, do narcisismo, do egoísmo, ou qualquer outro “ismo” que ocupe o lugar devido unicamente a Deus.

Depois que o terreno estava limpo, era hora de ocupá-lo com a verdadeira adoração. E não foi fácil promover aquela limpeza. Foram necessários dez anos, pois a idolatria já havia se enraizado na alma daquele povo.

“No décimo oitavo ano do seu reinado, havendo purificado a terra e a casa”, Josias enviou homens para restaurarem o templo do Senhor seu Deus (v.8).

Toda purificação deve ser seguida de ocupação. Pensamentos lascivos devem ser substituídos por pensamentos puros. Hábitos perniciosos devem ceder lugar a hábitos saudáveis. Limpar o terreno sem ocupá-lo é deixá-lo a mercê de seus antigos ocupantes. Eles certamente voltarão, como advertiu Jesus.

O culto a Deus, já há muito abandonado, deveria ser restaurado. E o primeiro passo seria reparar o templo construído por Salomão. Restaurar o templo significa reestruturar nossa espiritualidade.

Josias recrutou pessoas devidamente capacitadas para o empreendimento. Administradores, superintendentes, carpinteiros, pedreiros, engenheiros, e até músicos, se engajaram na obra.

Três etapas já haviam sido vencidas: a busca, a purificação e a restauração da vida espiritual de Israel. Mas faltavam ainda algumas importantes etapas.

Num belo dia, Hilquias, o sacerdote, tirava as ofertas do gazofilácio do templo, quando, de repente, deparou-se com algo inesperado: um livro. Quem o havia colocado ali, ninguém sabe. Mesmo sendo sacerdote, Hilquias não estava familiarizado com aquele livro. Ao abrir o rolo, percebeu que se tratava de uma relíquia: a Lei do Senhor, os cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco, cuja autoria é creditada a Moisés.

Hilquias entregou o misterioso livro a Safã, que por sua vez levou-o ao rei, e leu-o perante ele.

“Ouvindo o rei as palavras da lei, rasgou as suas vestes. O rei deu estas ordens (...): Ide, consultai ao Senhor por mim e pelos que restam em Israel e em Judá, sobre as palavras deste livro que se achou. Grande é o furor do Senhor, que se derramou sobre nós, porque nossos pais não guardaram a palavra do Senhor, para fazerem conforme tudo o que está escrito neste livro” (vv.19,21).

Josias ficou notadamente consternado, pois sabia que todo o mal que acontecera ao seu povo ao longo de muitos anos, devia-se ao abandono dos princípios revelados naquele Livro. E agora, o que fazer? Consultem ao Senhor, ordenou Josias aos sacerdotes. E o que eles fizeram? Foram a uma profetiza conhecida em Jerusalém. Hulda era considerada uma espécie de porta-voz de Deus, um oráculo divino.

Mas se ela era tão íntima assim de Deus, por que não revelou a existência de tal livro? Por que manteve o povo na ignorância por tanto tempo? Por que não demonstrou qualquer incômodo com a superstição que imperava em seu povo? Tenho minhas dúvidas quanto à autenticidade de seu ministério profético.

Ao ser consultada pelos sacerdotes enviados pelo rei, Hulda profetizou:

“Assim diz o Senhor: Trarei mal sobre este lugar, e sobre os seus habitantes, a saber: Todas as maldições que estão escritas no livro que se leu perante o rei de Judá...” (v.24).

Que conveniente, não? Hulda se viu ameaçada pela redescoberta do livro. E sabe por quê? Porque construíra sua reputação em cima da ignorância das pessoas. Em vez de simplesmente opor-se ao livro, transformando-o em um rival, Hulda prefere usar outro artifício: fingir aliar-se a ele, e ao mesmo tempo, realçar algo nele que causasse terror e talvez desinteresse do seu conteúdo por parte do povo.

É claro que havia maldições proferidas nele. E quanto às bênçãos destinadas àqueles que se submetessem à sua autoridade? E quanto às promessas de Deus feitas a Abraão e à sua descendência?

Hulda profetiza o óbvio. Ela prevê o que já estava acontecendo. Ela denuncia uma idolatria que já havia sido banida. Portanto, sua profecia estava fora do prazo de validade. Para completar, Hulda aproveita para fazer uma média com o rei. Quem sabe fosse eleita o oráculo oficial do reino?

“Ao rei de Judá, que vos enviou a consultar ao Senhor, assim direis: Assim diz o Senhor, Deus de Israel, quanto às palavras que ouviste: Como o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante Deus, ouvindo as suas palavras contra este lugar e contra os seus habitantes, e te humilhaste perante mim, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor. Agora te ajuntarei a teus pais, e tu serás recolhido ao teu sepulcro em paz, e os teus olhos não verão o mal que hei de trazer sobre este lugar e sobre os seus habitantes...” (vv.27-28).

Uau! Que profecia era essa? Hulda poderia escrever um livro com o título “Como transformar uma má notícia numa notícia boa?” Ela “puxa o saco” do rei, e ao mesmo tempo anuncia a sua morte. E o faz como se estivesse dando a melhor notícia de todos os tempos. Mas a reforma começada por Josias ainda estava na metade. Se ele desse crédito àquela profecia de araque, suas reformas seriam interrompidas. A quem interessaria isso?

Josias nem sequer se deu o trabalho de comentar as profecias atrapalhadas de Hulda. Chegara a hora da quinta etapa:

“Então o rei mandou reunir todos os anciãos de Judá e Jerusalém. Subiu o rei à casa do Senhor com os homens de Judá, os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, os levitas e todo o povo, desde o maior até o menor. Leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro da aliança, que se tinha achado na casa do Senhor” (v. 30).

Será que Hulda assistiu de camarote? Acho que não. Quando a verdade é descoberta, ela tem que se compartilhada. E esta é a quinta etapa da reforma promovida por Josias. Não se pode ocultar a verdade por muito tempo. Não existem verdades inconvenientes.

Quem a encontrou tem o dever de compartilhá-la. Não agir assim equivale a ser infiel.

Em sua despedida dos efésios, Paulo declarou: “Portanto, hoje vos declaro que estou inocente do sangue de todos. Pois nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus” (At.20:26-27).
Ai de quem detém a verdade pela injustiça (Rm.1:18)! Ai dos que só anunciam a parte da verdade que lhes é conveniente, mantendo assim as pessoas na ignorância.

Após a leitura das Escrituras, Josias deu o sexto passo:

“O rei pôs-se em pé em seu lugar, e fez uma aliança perante o Senhor, para andar após o Senhor, e para guardar os seus mandamentos, e os seus testemunhos, e os seus estatutos, de todo o seu coração, e de toda a sua alma, cumprindo as palavras da aliança, que estavam escritas naquele livro” (v.31).

Não basta conhecer a verdade e compartilhá-la com os outros. É necessário comprometer-se com a verdade. Josias, diante de todo o seu povo, renovou sua aliança com o Deus da Palavra.

A verdade não nos é revelada para matar a curiosidade. Ela exige que nos comprometamos com ela nos termos da aliança proposta por Deus. Não podemos escolher apenas aquilo que nos agrada, e sim, nos submeter a toda a vontade de Deus revelada em Sua Palavra (à luz da compreensão da Nova Aliança).

Agora sim, o povo de Judá estava pronto para a sétima etapa da reforma espiritual iniciada por Josias.

Recapitulando:

1 – Busca 
2 – Purificação 
3 – Restauração da espiritualidade
4 – Redescoberta da verdade das Escrituras
5 – Compartilhamento da verdade
6 – Comprometimento com a verdade
7 - E finalmente, a celebração da verdade.

Redescobrindo as Escrituras, Josias e seu povo redescobriram o prazer de celebrar.

O relato bíblico diz que “Josias celebrou a páscoa ao Senhor em Jerusalém, e mataram o cordeiro da páscoa no décimo quarto dia do primeiro mês (conforme prescrevia a Lei) (...) Nunca se celebrara em Israel uma páscoa como essa, desde os dias do profeta Samuel: e nenhum dos reis de Israel celebrou tal páscoa como a que celebrou Josias com os sacerdotes e levitas, e todo o Judá e Israel que ali se acharam, e os habitantes de Jerusalém” (Cap.35, vv.1 e 18).

A Páscoa foi a primeira festa instituída por Deus em Israel. À medida que a Palavra foi negligenciada, a Páscoa e as demais festas perderam o significado original. Celebrava-se mecanicamente, só para cumprir um ritual religioso. Porém, não havia vida, fervor, alegria. Era uma celebração oca.

A verdadeira celebração emerge de consciências gratas e comprometidas com a verdade de Deus.

Vivemos dias semelhantes àqueles. As pessoas celebram o que não conhecem. Buscam experiências sensoriais extravagantes, como arrepios, histeria, etc. Porém, as pessoas não sabem o que estão celebrando.

Festas cristãs como o Natal e a Páscoa, se descaracterizam completamente. O Cordeiro Pascoal deu lugar ao coelho. As ervas amargas foram substituídas por ovos de chocolate. Jesus foi ofuscado por Papai Noel. Nossos cultos se tornaram em celebrações desprovidas de sentido. As pessoas pulam, gritam, dançam, e saem comentando: Que cultaço! Mas não se falou da cruz, do reino, da graça. Então, o que está sendo celebrado?

Estamos invertendo a ordem das coisas. Queremos começar pela celebração, quando esta nada mais é do que a coroação da busca, que teve que passar por outras etapas, como a purificação, a restauração da espiritualidade, a descoberta e o comprometimento com a Palavra, etc.

Fizemos da celebração um fim em si mesmo. Confundimos show, espetáculo, com celebração. Urge retomarmos o caminho de volta, buscando ao Senhor e restaurando nosso relacionamento com Ele. Aí sim, teremos razão de sobre para celebrar.