sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Você pouparia este Jesus?


Por Hermes C. Fernandes


- Alguém aí me acusa de pecado?[1]

Esta pergunta fora feita por ninguém menos que o Filho de Deus.

Até onde sabemos, ninguém ousou se pronunciar. Mas pensando bem... alguns cristãos modernos talvez tivessem sérias acusações a fazer. 

Abaixo, segue uma lista de supostos pecados que Ele teria cometido:

Sentou-se e comeu com gente da pior espécie.[2]

Aceitou presentes de prostitutas.[3]

Foi conivente com o vício ao transformar água pura em bebida alcoólica de ótima qualidade.[4]

Foi flagrado conversando com uma mulher de moral duvidosa, e ainda por cima, samaritana.[5]

Impediu a execução justa de uma adúltera descarada, e ainda expôs seus delatores.[6]

Quebrou o santo mandamento do sábado várias vezes (pelo menos, segundo a interpretação dos sábios e piedosos judeus).[7]

Exaltou a figura de um pária em uma de suas parábolas, enquanto desmascarou a religiosidade apática de uma casta religiosa.[8]

Elogiou a fé de um oficial romano (provavelmente um idólatra) na frente de seus patrícios.[9]

Tocou e deixou-se tocar por leprosos, o que, pela Lei, tornava-o imundo.[10]

Não fez média com autoridades; pelo contrário, chamou Herodes de raposa.[11]

Xingou gente piedosa de ‘cobras e lagartos’, enquanto tratou com cavalheirismo quem não merecia nem atenção.[12]

Falou com gente morta (dois de uma vez!).[13]

Hospedou-se na casa de um corrupto.[14]

Traiu os anseios populares ao abonar o recolhimento de impostos por parte do império que ocupara suas terras.[15]

Contou historinhas com mensagens subliminares e teor subversivo.[16]

Pediu arrego no momento de maior pressão.[17] 

Questionou o abandono do Seu Deus na hora da morte.[18]

Garantiu o acesso ao paraíso a um meliante condenado à morte.[19]

Promoveu a desordem ao entrar em recinto sagrado munido de chicote. [20]

Sabotou o sistema financeiro ao expulsar cambistas e negociantes do pátio do templo. [21]

Celebrou reuniões secretas com seus seguidores pedindo sigilo absoluto. [22]

E para completar o vexame, foi exposto completamente nu, vestindo unicamente uma coroa de espinho e três cravos que penetraram sua carne.

Esse Jesus não soa ‘subversivo’ demais? Não teria sido melhor crucificá-lo mesmo? Será que os crentes de hoje o poupariam? 

Alguém com este currículo deve ser detido o quanto antes, para que sua doutrina não se espalhe pelo tecido social, resultando na subversão da ordem vigente.  



[1] João 8:46
[2] Marcos 2:16
[3] Lucas 7:37
[4] João 2:9
[5] João 4:27
[6] João 8:4
[7] João 5:16
[8] Lucas 10:33
[9] Mateus 8:10
[10] Marcos 1:41
[11] Lucas 13:32
[12] Marcos 8:38
[13] Mateus 17:3
[14] Lucas 19:5-7
[15] Mateus 22:21
[16] Mateus 13:34
[17] Mateus 26:39
[18] Mateus 27:46
[19] Lucas 23:43
[20] João 2:15
[21] Mateus 21:12
[22] Foram várias, antes e depois da ressurreição.

* Os fatos não estão em ordem cronológica.

Fonte: Blog de Hermes C. Fernandes 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Quando estou contigo - Braian Willian

terça-feira, 2 de setembro de 2014

EINSTEIN E A ÁRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL


“Toda essa nossa tecnologia e desenvolvimento são apenas como um machado nas mãos de um demente”. — Einstein

Esta foi a afirmação de Einstein quando viu a Alemanha fanatizada pela guerra no inicio do século XX [1ª Guerra].
E o que ele viu para falar tal coisa?
Viu não apenas a Alemanha tomada pelo espírito do fanatismo racial e imperial antes de haver a manifestação mais grotesca de tal realidade, a qual veio a ganhar contornos definitivos algumas poucas décadas depois, quando veio a 2ª Guerra.
Entretanto, o que chocava Einstein era o fato que não apenas o povo caíra no fanatismo, mas também seus próprios amigos/cientistas, especialmente seu melhor amigo, que mergulhara na mesma vala.
Foi quando Einstein viu que tudo quanto começava a explodir em termos de conhecimento técnico/cientifico ia sendo imediatamente transformado em arma química, em aparatos de destruição em massa, mesmo antes da Bomba Atômica.
Ora, o que se tinha naquele tempo era ainda brincadeira se comparado ao que se tem hoje.
Einstein, todavia, viu isso antes de acontecer, por isto, indagado acerca de como seria a 3ª Guerra Mundial, ele disse: “A Terceira não sei como será. Mas a 4ª será guerreada com pedras e pedaços de pau”.
Ele anteviu o fato de que aquele conhecimento desacompanhado de consciência promoveria a Tragédia Final da Humanidade como a conhecemos.
A mesma mente que na solidão de um escritório, sem nada além de papel e lápis, pôde ver os fenômenos mais intrincados do Cosmo, apenas mediante as lógicas dos números e da intuição como experiência cientifica a ser demonstrada — também via que aquele conhecimento não tinha no homem um fundamento de paz e vida.
Ou seja:
Einstein percebeu que aquele poder de criar era o mesmo poder que descriava em escala catastrófica.
Assim, com outras palavras, Einstein afirmava a terrível realidade da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
Isto, entretanto, parece estar fechado à percepção de muita gente; ou, se não está, o descaso, todavia, é total para com as implicações de que o mesmo poder que descobre coisas e fenômenos é também o poder que usa o que se descobre para oprimir e aniquilar.
É trágico, mas é fato:
Para cada saber humano revolucionário sempre nos aguardam aplicativos do mesmo fenômeno na direção do que seja mal.
Assim, não em razão do saber, mas em razão de quem fica sabendo [o homem], pode-se dizer que para cada maravilha haverá a sua tragédia aplicativa.
Desse modo se pode afirmar que nada é mais real acerca do homem do que sua ligação espiritual com a Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
Portanto, pergunto:
Alguém ainda duvida de que Adão comeu do fruto?
Ora, a conclusão não precisa ser baseada na Bíblia, basta que apenas se leia os sinais do homem no mundo.
Em tese este foi o fenômeno mais dramático que Einstein discerniu.
Caio
14 de março de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"Este é o meu candidato amado, em quem me comprazo!"


Hermes C. Fernandes


Que lástima! Às vésperas das eleições, a igreja brasileira se vê completamente dividida. Amizades antigas foram rompidas. Alianças vergonhosas foram engendradas. E quem quer que ainda tenha algum brio, sente-se profundamente frustrado com tudo isso.

Afinal, de quem Deus Se tornou “cabo eleitoral”? Será que Ele Se disporia a bradar do céu: "Este é meu candidato amado, em quem me comprazo... votem nele!"?

O fato é que há muita coisa em jogo! Poder, prestígio, promessas de concessão de rádio e TV, cargos, e… grana, muita grana.  Em nome disso tudo, pastores vendem a alma ao diabo. Vale tudo para angariar os votos dos fiéis. Até usar o santo nome do Senhor em vão.

É claro que como cidadão, tenho simpatia por algumas candidaturas. Mas reivindico o direito de ficar calado. Como líder de uma igreja, tenho a obrigação de manter-me discreto durante o processo eleitoral. Meu papel é estimular o povo à reflexão e ao voto consciente, mas sem jamais tentar manipulá-lo para que vote no que considero a melhor candidatura. Não adianta pressionar. Não manifestarei meu voto, senão, na urna. 

O fato de não apoiar uma candidatura não me dá o direito de sair por aí difamando-a, como tenho visto por parte de muitos líderes. Mentiras têm sido espalhadas a partir de púlpitos. Canonizaram Maquiavel! A liderança evangélica brasileira se promiscuiu.

Trocaram a bênção de Deus por um prato de lentilhas podres. Sinto náuseas só em pensar…

Lembro-me das eleições em que a Igreja Universal apoiou Fernando Collor de Mello em troca de concessões de TV. Os pastores levavam cartazes do Lula para seus púlpitos e pediam que o povo estendesse as mãos e orasse aos gritos de “queima, Jesus!” Nos programas de rádio, os pastores perguntavam se as pessoas criam que o bispo Macedo era dirigido pelo Espírito Santo. Quando respondiam que sim, eles retrucavam: Então, se ele diz que devemos votar no Collor, só pode ser por direção do Espírito Santo, certo? Você desobedeceria ao Espírito de Deus? Os anos se passaram, e o tal “espírito santo” parece ter mudado de ideia, e hoje, o que antes era considerado o “diabo barbudo”, tornou-se no melhor presidente que o Brasil já teve (pelo menos, segundo a avalição deles!). Dá pra entender uma coisa dessas?

Pra quê demonizar uma ou outra candidatura? Pra quê incutir na mente fraca de muitos crentes que votar em fulano ou sicrano é o mesmo que trair o Evangelho? Todos eles têm telhado de vidro. 

No fundo, no fundo, a questão do aborto e a do casamento homossexual são apenas bois de piranha, usadas para distrair a atenção das massas enquanto outras iniquidades passam despercebidamente. Não estou diminuindo o valor de tais pautas, mas apenas chamando a atenção dos eleitores para outras questões tão importantes quanto. Como diria Jesus, há coisas que devem ser observadas sem que se despreze tantas outras mais importantes. Ademais, tais pautas nada têm a ver com eleições municipais. 

Como pastor, quero que o rebanho que o Senhor me confiou sinta-se livre para votar em quem quiser.  Dia 5 de Outubro, enquanto milhões de cristãos irão às urnas para votar de acordo com o interesse de seus líderes, nossos irmãos exercerão sua cidadania sem interferência de ninguém. 

Vote em quem você quiser. Não deixe que pensem por você. Sua salvação não corre risco por causa disso. Nem há uma maldição destinada para quem votar neste ou naquele candidato. Enquanto caminha em direção à zona eleitoral para votar, louve a Deus pelo privilégio de viver num país livre e democrático.

Viva a Democracia!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O MEDO É CERTEZA DO MAL


O MEDO É CERTEZA DO MAL

O medo é o mal feito absoluto na alma.
O medo decorre do sentimento de fraqueza objetiva e subjetiva.
Nem sempre o medo é objetivo.
Na realidade, na maior parte das vezes, o que o medo imagina é quase sempre pior do que a coisa que se teme.
O medo é a certeza da desproteção!
Por isto aquele que teme não foi ainda aperfeiçoado no amor de Deus, posto que se alguém crê no amor absoluto e fiel de Deus, esse não tema mais nada; visto que mais absoluto do que o medo como certeza de desproteção precisa ser a certeza do cuidado do amor que cuida de medo absoluto.
Ora, o medo produz tomento...
Logo, todo aquele que vive tomado de medos, assim existe porque não se pôs em descanso na confiança absoluta no cuidado divino, ainda quando a mente queira entrar em pânico!

Caio