segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Questões sinceras sobre Deus (Afinal, perguntar não é pecado...)


Por Hermes C. Fernandes


Recebi um e-mail recentemente com perguntas sinceras acerca de Deus. Embora tenha me pedido para respondê-lo por e-mail, resolvi publicar suas questões por acreditar que sejam as mesmas que estejam incomodando a muitos outros.

O que estiver em itálico, são as questões. Abaixo de cada uma delas, minha tentativa em respondê-las.

Vamos a elas:

Questão: Não entendo o por que de Deus ter feito a criação, especialmente o homem. Já ouvi muitas vezes gente falando que foi porque Ele queria que experimentássemos a vida, que era pra louvarmos a Ele e etc. Agora vem o problema: Todas essas explicações me parecem muito egoístas. Sendo Deus o todo poderoso e auto-suficiente, Ele não se sentiria sozinho na eternidade, Ele não precisava de nós. Ai Ele resolve criar bilhões de pessoa pra louvá-Lo, pra experimentar a vida e tal. Mas esquecemos que dessas bilhões, digamos que (chutando baixo) 30% delas não aceitaram a Jesus e morreram. Assim elas passarão a eternidade em sofrimento. Já que Deus é onisciente, Ele sabia que isso aconteceria. Eu, no lugar dEle, desistiria de criar a humanidade. Grande parte dela vai se perder, isso é muito sofrimento. Não me entra na cabeça isso.

Resposta: Egoísta, Deus? Por quê? Por querer compartilhar a vida com outros seres além d'Ele mesmo? Isso é egoísmo? Ele não nos criou por precisar de nós. Como você mesmo disse, Ele é auto-suficiente. Pai, Filho e Espírito Santo jamais poderiam sentir-Se sozinhos num relacionamento eterno de amor. Nem tampouco nos criou para testar Sua criatividade, para auto-afirmar-Se, ou coisa parecida. Ele nos criou porque Ele é amor. E o amor O faz desejar compartilhar com outros que existam fora do círculo trinitário.

Você diz que no lugar de Deus, desistiria de criar a humanidade, já que uma boa porcentagem dela se perderá. Trazendo esta questão para o cotidiano: você desistiria de comer porque parte do que você come é eliminado pelo sistema excretor? Eu sei que minha analogia não é perfeita, e chega a ser grotesca, porque comemos por necessidade, enquanto Deus não tem a necessidade de criar. Porém, o amor é uma força propulsora muito maior que a fome. É o amor que O impele a criar, apesar de todos os riscos. Cada um de nós é um sobrevivente entre bilhões de espermatozóides que disputaram um único óvulo. Você deixaria de desejar ter um filho por causa disto? Que bom que você não é Deus, hein? Se fosse, não estaríamos aqui trocando idéias.

Questão: Já que Deus é criador de tudo, ele criou o inferno e todas as "regras" que dizem que se não O seguirmos e não o aceitarmos vamos sofrer eternamente. As vezes isso me dá a impressão de um Deus ditador e repressivo. Tipo "se não fizeram o que mando vão sofrer". É outra coisa que não me encaixa na minha cabeça.

Resposta: Observe uma noite estrelada. Milhares de estrelas podem ser vistas à olho nu, tendo como pano de fundo um enorme espaço vazio, que se nos apresenta como um breu. Sem este contraste, jamais distinguiríamos a luz das estrelas. O equilíbrio do universo repousa sobre os contrastes. O que contrastaria com um prazeroso paraíso, senão um inferno de tormentos? Sem a existência do inferno, o Universo inteiro seria um enorme inferno, uma terra sem lei. A própria existência seria uma impossibilidade se não houvesse regras. Seres morais necessitam de parâmetros, de um sistema que incentive o bem, enquanto iniba o mal. Deus não criou o mal. Deus criou o bem. O mal nada mais é do que a ausência do bem. Deus não criou as trevas, mas a luz. As trevas são a ausência da luz. Da mesma maneira, o inferno é a alienação da fonte primeva da vida. Por isso, está destinado àqueles que decidiram viver para si mesmos, em vez de viver para o próximo, e sobretudo, para Deus. Aliás, o que você acharia se seus filhos o classificassem como "um ditador repressivo", simplesmente por não deixá-los fazer o que lhes dá na gana? Quem ama, impõe limites, visando o bem da pessoa amada. Quem ama, castiga, porque se importa.

Questão: O chamado Eu Sou e que a Bíblia diz que não muda nunca me parece dois deuses totalmente diferente no novo e no velho testamento. O velho, ele chega a ser cruel matando muitos povos que nem o conheciam. Já no novo, Ele é todo um paizão. Eu sei aquele negocio de pactos diferentes com a humanidade antes de depois de Jesus, mas isso não me é justificativa suficiente. Já que Deus é onipotente, ele poderia ter lidado com as coisas diferente na época do Velho Testamento.

Resposta: Como nos relacionamos com nossos pais? Quando crianças, eles nos castigavam, nos obrigavam a comer o que não queríamos, nos faziam ir pra cama mais cedo, etc. Depois que crescemos, embora não tenham deixado de ser nossos pais, passamos a nos relacionar com eles de maneira diferente. Lembro da primeira vez em que meu pai me chamou pra conversar. Enquanto dirigia, ele se desabafou comigo. Nunca havia conhecido aquele lado mais humano de meu pai. Fiquei surpreso quando me disse: Filho, preciso de alguém com quem conversar...e você agora é um homem e pode me compreender. Percebe a diferença?

No Antigo Testamento, Deus estava lidando com uma humanidade mergulhada num narcisismo infantil. Por isso, tinha que usar de rédeas curtas, severidade exacerbada, dureza. Mas depois de nos haver enviado o Espírito de Seu Filho, tornamo-nos espiritualmente maduros. Sobre isso, aconselho que leia as seguintes passagens: Gálatas 4:1-7; Colossenses 1:12; Efésios 4:14.

Espero ter-lhe ajudado, meu irmão. Se precisar, estamos aqui à sua disposição.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A INTERNET COMO CONFESSIONÁRIO ATÉ NA MENTIRA…



A Internet, apesar de todas as mentiras, perfis falsos, conversa fiada, fantasia, engano, auto-engano, fabulas, invenções, etc... — é também um lugar de muita verdade...

Sim, verdade até nas mentiras...
Posto que até quando se mente na Internet..., o conteúdo da mentira revela sempre o conteúdo do coração do mentiroso; assim como o “perfil falso” conta a história secreta da fantasia do “perfilado”...; assim como também o “juízo precipitado” narra a fantasia do perplexo que se admira que aquilo ainda não tenha acontecido a ele... Ou, então, a Internet expressa as duvidas dos duvidosos sobre si mesmos, e não sobre os outros...
O que as pessoas precisam saber é que um instrumento de mídia como a Internet é, sobretudo, no caso de conteúdos, um confessionário universal, pois, quando se fala a verdade é bom; e quando se mente, ainda assim a pessoa se revela para quem entende, posto que em toda mentira haja a confissão da verdade como negação ou ocultamento...
Assim, todo mentiroso Internetiano está sempre se confessando, pelo menos para mim, em tudo aquilo que afirma como mentira...
Ou seja: a mentira dele é a verdade...
Nesse caso, basta não prestar atenção na mentira, mas nas construções do mentiroso...
Portanto, no meu caso, que vivo lendo cartas de pessoas ou ouvindo-as..., sempre que detecto a mentira, vejo também a verdade; pois, para cada mentira contada existe um interesse que fala qual seja a vontade do mentiroso...
Assim, quando me falam a verdade na Internet, louvo a verdade; e quando me mentem, louvo a Deus pelo discernimento tanto da mentira quanto da verdade ocultada pela bandeira da mentira...
O fato é que a cada dia tudo mais se arreganha na Internet; isto para quem aprende a ler as linhas...
Pense... Pense em você... Pense no que você pensa... Pense no que você diz... Releia o que você escreve, decreta e declara na Internet...
Leia a si mesmo e você se entenderá bastante...
Sim, desde que o faça na verdade...
Mas quem gosta e quer a verdade?...

Nele, neste tempo de Internet,


Caio

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Os animais são dotados de consciência?


Por Hermes C. Fernandes


Cada questão respondida nos conduz a uma nova questão. Ora, se os animais são dotados de alma/espírito como defendemos no último post, seriam eles igualmente dotados de consciência? Se a resposta for sim, teremos que repensar muita coisa do ponto de vista ético, principalmente no que diz respeito ao trato dispensado a eles, no uso deles como cobaias, no comércio de pele, na maneira como são mortos nos abatedouros, etc.
De acordo com o grupo Stop Animal Tests (Parem os testes em animais), 115 milhões de cobaias são mortas a cada ano só nos Estados Unidos. Cerca de 80% são ratos e coelhos. Na União Européia foram 12 milhões de animais mortos em laboratório em 2005. Segundo a PETA (People for Ethical Treatment of Animals - Pessoas pela Ética no Tratamento aos Animais), já houve casos de testes de drogas em ratos e chimpanzés que deram errado em pessoas. Foi o caso da talidomida, medicamento para enjoo na gravidez que resultou em 10 mil bebês com defeitos congênitos no mundo inteiro. Ora, se nem sempre funciona, por que insistem? Há alternativas? Sim. Em muitos casos, cobaias poderiam ser trocados por tecidos de animais já mortos e microorganismos. Simulações de computador e estudos com cultura de células seriam mais precisos, baratos e humanitários. Pode-se reduzir o número de animais usados - por exemplo, evitando duplicar os testes e usando apenas as espécies mais adequadas.

Se perguntarmos a um cientista que tortura animais porque ele faz isso, ele prontamente responderá: "por que os animais são como nós". Eles respondem aos mesmos estímulos. Seu organismo tem a mesma reação que o nosso. Pergunte ao mesmo cientista porque é moralmente aceitável fazer isso com um animal e não com um humano e a resposta será: "porque eles são diferentes de nós." Não haveria aqui uma contradição? Afinal, eles são iguais ou diferentes de nós? Obviamente que tais questões só são relevantes se comprovarmos que os animais possuem alguma consciência.

O que é consciência, afinal? A consciência é, entre outras definições, a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente. O que a Bíblia nos diz acerca disso? Teriam eles alguma consciência? Ou seriam movidos unicamente por instinto?

Deus dá testemunho de que o animal é um ser consciente:

“O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.” Isaías 1:3

Para que o boi reconheça seu dono, ele deve ter algum tipo de consciência. O mesmo se dá com qualquer animal de estimação. Alguns, como por exemplo, os cães, além de consciência, parecem dotados de um sexto sentido, capaz de prever a chegada do seu dono muito antes de atravessar a porta de casa.

Talvez seja por ter a capacidade de reconhecer seu dono que o boi deve ser responsabilizado caso venha tirar a vida de alguém.

“Se um boi ferir um homem ou mulher e lhe causar a morte, o boi será apedrejado, e ninguém comerá da sua carne; o dono do boi será absolvido.” Êxodo 21:28

Vale lembrar que isso fora dito durante a regência da Antiga Aliança. A mesma Lei ordenava o apedrejamento de alguém flagrado em adultério. Não seria razoável executar um animal que não tivesse qualquer noção do que havia feito. Punição requer reconhecimento do erro. Concluímos, então, que este animal é dotado de alguma consciência. Ora, se a Lei era aplicada a um animal considerado de estimação (os bois eram considerados assim), por que a graça não seria igualmente aplicada? Ou será apenas o homem alvo da graça divina?

Os animais sentem dor, como nós. Ficam tristes, alegres, perdem o apetite, se apaixonam, se solidarizam, se apegam ao dono, e alguns até morrem deprimidos quando perdem a parceira. Que mais seria necessário a fim de comprovar serem dotados de consciência? Será necessário que falem? Pois a Bíblia narra um episódio em que Deus permitiu a uma jumenta que falasse e argumentasse com um profeta rebelde que a espancava sem razão.  Confira:

“Então o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes? E Balaão disse à jumenta: Por que zombaste de mim; quem dera tivesse eu uma espada na mão, porque agora te mataria. E a jumenta disse a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo em que me tornei tua até hoje? Acaso tem sido o meu costume fazer assim contigo? E ele respondeu: Não.” 
Números 22:28-30

Imagine se Deus permitisse a todos os animais maltratados pelo homem o mesmo dom? Tal permissão foi dada àquele animal de carga para que se defendesse. Alguém ainda ousa dizer que eles não têm consciência? Ainda que não falem a nossa língua, eles têm sua maneira de se comunicar, tanto com os de sua própria espécie, quanto conosco. Cientistas tentam decifrar a linguagem altamente sofisticada usada pelos golfinhos. Até abelhas e formigas comunicam intensamente entre si. Graças à esta capacidade, colmeias e formigueiros formam duas das sociedades mais complexas encontradas na natureza. 

Surge, então, uma nova questão: Se tais seres têm alma e consciência, seriam eles alvo da graça divina para a salvação?  O conceito de salvação é muito amplo, e abrange, entre outras coisas, a preservação. Assim como no episódio do dilúvio, Deus preservou as espécies, cremos que Ele as preservará na nova terra.

E qual seria o escopo desta preservação? No caso dos humanos, Deus salva a indivíduos. E no caso dos animais, Ele preservaria indivíduos ou espécies? A resposta a esta pergunta fica no campo da especulação. Não há base bíblica para que afirmemos categoricamente, tampouco que neguemos tal possibilidade. Por isso, não ouso dogmatizar. 

Nosso planeta já passou por várias extinções em massa, algumas de proporções devastadoras, levando ao desaparecimento completo de inúmeras espécies. Tais extinções serviu a um propósito divino, pois eliminou o antigo grupo dominante, abrindo espaço para o surgimento e hegemonia de um novo grupo. Se os dinossauros não houvessem sido extintos, os mamíferos (dentre os quais somos incluídos) não se tornariam dominantes na Terra.

Sinceramente, não creio que a raça humana tenha convivido com eles, e nem que teremos que conviver com os dinossauros na eternidade. Se Deus salvasse a todas as espécies que já passaram pela Terra, precisaríamos de um espaço muito maior que possibilitasse o convívio entre elas. Quem sabe Ele esteja preparando algum lugar neste vasto Universo para elas? Em se tratando do Criador, não há o que duvidar. Poder não lhe falta.

Porém, creio que haja certo número de espécies destinadas a compartilhar do mesmo espaço que o ser humano. São nossas companheiras de jornada. Estas serão preservadas e desfrutarão da nova terra em nossa companhia.

Haveria, ainda, salvação individual para os animais?

Ainda no campo da especulação, tenho a impressão que sim, que haverá salvação para aqueles que tiveram um laço profundo com seres humanos. Talvez Elias, o profeta, reveja os corvos usados por Deus para alimentá-lo durante a seca em Israel. Talvez Jesus reveja o jumento sobre o qual montou em Sua entrada triunfal em Jerusalém. 

Na parábola contada por Natã a Davi, um homem criou uma cordeira como se fosse sua filha. Ele a criou, e ela cresceu com ele e com seus filhos. Ela comia junto dele, bebia do seu copo e até dormia em seus braços. Era como uma filha para ele” (2 Sm.12:3).

Parece-me justo que um animal criado com tanto amor, seja restituído àquela família na restauração de todas as coisas. Penso que isso oferece um enorme consolo, principalmente às crianças, quando perdem um animalzinho de estimação.  E não encontro razão bíblica para que isso não aconteça. 

Se o Senhor os ama a ponto de dar-lhes o sustento, por que não os traria de volta para a alegria daqueles que igualmente os amava?

Não se trata de "salvação" no mesmo sentido aplicado aos homens, pois estes pecaram e foram destituídos da glória de Deus. Trata-se, porém, de restauração à sua condição original. 

Embora não ouse dogmatizar, celebro com alegria e esperança esta possibilidade.

domingo, 2 de novembro de 2014

O MEDO DE MORRER ENTREGA TUDO..., ATÉ A ALMA!


TODAS as coisas com o tempo se destroem ou se corrompem, conforme nos garante Paulo.

Sim! Tudo se destrói, tudo passa, tudo acaba.
Somente o amor permanece.
ENTRETANTO, fora o amor, tudo desvanece.
ORA, como não se quer amor, mas apenas durabilidade, e como se deseja imortalidade, e não vida eterna — então, cria-se cada vez mais o cenário da luta do homem contra a morte e contra a impermanência que o apavora...
ASSIM, surgem de modo cientifico e não mais mágico, as concretizações dos devaneios de imortalidade e deificação do homem, conforme tem sido o nosso surto desde o Éden.
ORA, uma das grandes angustias dos humanos, tomados que são pela fobia da morte, sempre foi encontrar uma formula para a longevidade ou, de preferência, para a imortalidade.
AGORA, com os avanços científicos prometidos e já testados em laboratório, se começa a divisar a possibilidade da concretização de tal longevidade.
RATOS já estão vivendo o dobro...
E MAIS: já se tem ratos cujos rabos estão se regenerando uma vez decepados; ou seja: crescendo outra vez — coisa que acontece com algumas espécies, especialmente os répteis, mas não com criaturas mamíferas, como é o caso tanto dos ratos quanto dos humanos.
O PROBLEMA ao se expor a tais possibilidades, além de todos os efeitos colaterais no ser intimo do homem, será a criação de gente longevamente doente de alma, pois, a alma, com o tempo se vicia e se corrompe também.
A SOLUÇÃO seria [e será quando acontecer em larga escala] alterar o cérebro do homem, mudando-lhe as reações, criando-se uma nova geração de humanos: pacíficos, super-inteligentes, semi-digitais nos aparatos e acessórios que lhe estejam disponíveis como tecnologia orgânica; e mais: sendo capaz de existir sob um Controle Maior e de modo submisso. Mas sem alma...
ORA, tudo isto já não é ficção. Somente os ignorantes supõem que aqui vaticino algo. Não! Apenas acompanho os avanços que estão acontecendo nos laboratórios de todo o mundo.
NÃO SEI quanto tempo teremos até a volta do Senhor. Mas, até lá, logo, logo, o que teremos entre nós já não será totalmente humano, mas sim humano-orgânico-técnico-cibernético.
PORTANTO, se não for apenas humano, ainda que desesperadamente humano, humano não seráE se humano já não for, o que quer que venha a ser, perseguirá o humano como o humano é ou tenha antes sido.
ORA, essa tal eugenia que se avizinha de nós tornará todos os humanos que não se entregarem a tais avanços e controles, gente que não fará mais nada na Terra.
NÃO ESQUEÇAMOS: 666 é o numero do super-homem, da Besta.
NÃO IMPORTA quem ou o que seja a Besta, o que importa é que ela-ele-coisa-sistema-what-ever — será apenas a condensação de tudo aquilo a que a humanidade saúda como Super e Supremo como feito da Ciência ou dos deuses do Futuro.
HOJE, mais do que por qualquer razão, sobretudo pelo que se avizinha dos humanos como promessa de desgraça, tenho pedido ao Senhor que me permita ter mais um pouco de tempo na Terra, mais alguns anos, tantos quantos pela natureza das coisas Ele deseje me dar.
QUERO estar mais tempo por crer que se Deus me tem dado ver tais coisas desde há tanto tempo atrás, conforme meus textos e falas nas Universidades afirmavam há três décadas e meia — creio que deveria ser para que no DIA MAL que se avizinha de todos nós, eu pudesse ficar e tentar resistir com aqueles que entenderem que o grande inimigo do homem será sempre o SUPER-HOMEM!
COMO DEUS SEREIS...” foi, é e sempre será a maior sedução de Satanás aos humanos.
AGORA, pois, já não haverá limites para tudo quanto intentam fazer — disse o Senhor ao Senhor, quando da Torre de Babel.
MAS foi Daniel quem disse que nos últimos dias haveria uma proliferação dos saberes de modo assustador.
O APOCALIPSE diz que o sistema da Besta controlaria até mesmo as almas humanas, significando com isto que tal potestade de controle humano entraria na cabeça das pessoas.
JESUS disse:
ACAUTELAI-VOS! Pois esse dia há de vir sobre todos os habitantes do mundo!
No inicio tudo será VANTAGEM E GANHO!
SEREMOS como deuses!
DEPOIS, no entanto, ninguém mais pensará sem ser ouvido, a menos que se torne um ser PRIMITIVO, desconectado de tudo.

Pense nisto!

Caio

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PASMEM! Halloween tem origem cristã


Tornou-se rotina em outubro para algumas escolas cristãs e igrejas, enviar cartas de advertência aos pais sobre os males do Halloween. "Halloween" é simplesmente uma contração de All Hallows 'Eve (Véspera de Todos os Santos). A palavra "Hallow" significa "santo", ("Hallowed Be Thy Name" = "Santificado seja o Teu Nome"). O Dia de Todos os Santos é comemorado em primeiro de novembro. É a celebração da vitória dos santos em união com Cristo. A observância de várias celebrações de Todos os Santos surgiu no ano 300, e estes foram unidos e fixados em primeiro de novembro 700 anos depois. A origem do Dia de Todos os Santos e de Véspera de Todos os Santos (Halloween) no Mediterrâneo não tem nada a ver com o druidismo celta ou com a luta da Igreja contra o druidismo (assumindo que não houve sequer qualquer coisa como druidismo, que na verdade é um mito inventado no século 19 por neo-pagãos.). 


Na Primeira Aliança, a guerra entre o povo de Deus e os inimigos de Deus foi travada no plano humano contra os egípcios, assírios, etc. Com o advento da Nova Aliança, no entanto, dizem-nos que a nossa batalha principal é contra os principados e potestades, contra anjos caídos que cativam os corações e as mentes dos homens na ignorância e e no medo. Estamos certos de que através da oração, fé, e obediência, os santos serão vitoriosos em nossa luta contra essas forças demoníacas. O Espírito nos assegura: "O Deus de paz esmagará Satanás debaixo dos vossos pés em breve" (Romanos 16:20). 

Não estou aqui defendendo a celebração de tal festa, mas apenas oferecendo uma versão diferente daquela que geralmente tem sido ensinado em nossas igrejas. Conhecer nunca é demais. 

Nos Estados Unidos, maior nação protestante do mundo, muitos cristãos celebram sem qualquer culpa. As próprias igrejas usam seus estacionamentos para venderem abóboras que são usadas durante a celebração. No primeiro ano nosso lá, tivemos muito receio de abrir as portas para as crianças que batiam pedindo doces. Mas depois, verificamos que tudo não passa de uma brincadeira ingênua, e passamos distribuir doces e balas para as crianças que lá chegavam dizendo "doce ou travessura". 

Quanto à celebração desta festa em solo brasileiro, não vejo com maus olhos, mas também não acho que seja necessário importar mais uma festa estrangeira, tendo em vista nossa riqueza cultural. Sem contar que para nós, protestantes, há uma celebração muito mais importante que não pode ser ofuscada por qualquer festa popular. 

A propósito, Feliz Dia da Reforma para todos! A Reforma Protestante foi a vitória de todos os santos, de todas as eras.

Fonte: Blog de Hermes C. Fernandes

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Amor sem proselitismo e outras intenções


Por Hermes C. Fernandes


Deus não nos enviou ao mundo para convertê-lo, mas para amá-lo. Conversão são outros quinhentos  e não cabe a nenhum de nós. Achar-se capaz de converter o mundo beira à presunção.

O amor deve ser totalmente despretensioso, entregando-se voluntariamente sem esperar resultado algum. De modo que, se não formos correspondidos, isso não nos afetará. Nem mesmo a ingratidão nos fará desistir de amar. O alvo supremo do amor sempre é o bem de quem se ama.  

Qualquer coisa que se faz na expectativa de algum retorno não é amor, mas barganha, e, portanto, contrário ao espírito do evangelho.

Muitas igrejas têm promovido trabalhos sociais dignos de louvor. Todavia, o índice de frustração é muito grande, pois os mesmos não vêm acompanhados de resultados considerados satisfatórios.

A meu ver, precisamos rever nossos paradigmas.

Aproveitar a dor alheia para empurrar nossa visão religiosa não é evangelismo, mas proselitismo, do tipo adotado pelos fariseus; em vez de alívio, agrava o sofrimento, tornando-o insuportável. Jesus os advertiu, dizendo: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt. 23:15).

Nosso modelo de evangelização ainda está atrelado à visão colonialista europeia. Nossa abordagem está contaminada pela presunção de que temos algo que os outros não têm. Somos os civilizados, e eles, os selvagens. Somos os cristãos, e eles, os pagãos. Temos Cristo, eles não.

Oferecemos ajuda humanitária como uma moeda de troca, exatamente como os espanhóis e portugueses faziam com os índios ao oferecer-lhes bugigangas tais como espelhos e pentes.

É claro que almejamos compartilhar Cristo ao maior número possível de pessoas. Todavia, antes disso, devemos compartilhar nossa própria alma de maneira despretensiosa (1 Ts.2:8).  

Por conta do forte proselitismo de algumas igrejas e instituições cristãs, as pessoas já estão escaldadas. Qualquer aproximação é vista com suspeita. Nossas obras sociais e humanitárias se tornaram a isca que camufla o anzol.

Jesus disse que faria de Pedro e André pescadores de homens. Todavia, o tipo de pesca que eles faziam era com rede e não com vara. Portanto, dispensava o uso de iscas.

Será que a intenção de Jesus ao multiplicar aqueles pães e peixes era meramente proselitista? Então, por que não houve um “apelo evangelístico” após alimentar a multidão?

E quando a igreja em Jerusalém resolveu assumir os cuidados das viúvas da comunidade, elegendo diáconos para dedicar-se a esse “importante negócio”, havia alguma intenção “evangelística”? Ou teriam sido movidos exclusivamente por amor?

Alguns poderão contestar dizendo: Se amamos as pessoas, queremos vê-las salvas. Concordo! Mas não me parece ético se aproveitar de uma necessidade material ou emocional para apresentar o evangelho. Seria mais ou menos como um político cheio de boas intenções oferecendo dentaduras e botijões de gás para quem lhe der o voto.

Repito: precisamos rever nossos paradigmas.

Quero propor aqui uma abordagem diferente.  Em vez de presumir que levaremos Deus a eles, nossa visão será a de buscar Deus neles.

Haveria algum embasamento bíblico para isso?

Jesus disse que no último dia seríamos julgados pelo bem que houvéssemos feito a Ele próprio, isto é, pela comida com que O alimentamos, a roupa com que cobrimos Sua nudez, a visita que Lhe fizemos na cadeia, etc. E quando perguntássemos quando tais coisas teriam ocorrido, Ele responderia: Quando fizeram a um dos meus pequeninos.

Engana-se quem pensa encontrar Cristo na suntuosidade das catedrais. Ele está à nossa espera sob as marquises e pontes dos grandes centros urbanos, nas cadeias superlotadas, nos lixões e bolsões de miséria. 
Em outras palavras, aquele gente sofrida tem muito mais a nos oferecer do que nós a ela. Seu sorriso é o sorriso de Cristo. Abraçá-la é sentir o calor dos braços d’Aquele a quem servimos.

Antes de querer convertê-los a Cristo, devemos descer de nosso pedestal religioso e converter-nos a eles. E quando, finalmente, buscarmos Deus neles, eles O encontrarão em nós. 
O tipo de amor que devemos dispensar-lhes é aquele esboçado por Paulo ao declarar: “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2 Coríntios 12:15).

Não espere resultados! Apenas, ame. Gaste-se. Doe-se. Entregue-se por inteiro. E tudo isso só será possível onde houver a morte do nosso eu com todas as suas pretensões e presunções. Somente aí o fruto virá. Jesus diz que “se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (João 12:24). Talvez esta seja a razão pela qual os frutos têm sido escassos. O grão tem caído na terra, mas não tem morrido. Temos amado, mas quando não somos devidamente correspondidos, sentimo-nos frustrados e desistimos de amar.

Para reverter isso, a única saída é a cruz. Nosso “eu” não merece outro tratamento senão a morte. Então, o fruto virá em abundância. Colheitas ocorrerão naturalmente, sem que tenhamos que recorrer a expedientes mirabolantes. Deixemos nossas estratégias marqueteiras. Façamos com a mão direita sem que a esquerda tome conhecimento. Sejamos movidos exclusivamente por amor e não por interesses, ainda que os mais nobres.  O máximo que conseguiremos através de nossas estratégias serão adesões. Entretanto, os frutos não permanecerão. Deixemos por conta d’Ele aquilo que só Ele é capaz de produzir: verdadeiras conversões. Quanto a nós, amemos... não só com palavras, mas de fato. 

Em vez de evangelização ostensiva, proponho que promovamos uma amorização despretensiosa, cheia de compaixão e carinho, sem qualquer outra intenção que não seja o bem daqueles a quem devotamos nosso amor.