domingo, 25 de janeiro de 2015

Experiência da Fenda Dupla

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

DEIXA QUE EU CHUTO A TERRA!


Quem me tem lido ultimamente, já pôde perceber quão aflita anda minha alma pelo futuro da Terra e dos humanos.


Mas por quê?

Você não crê em “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça”? — você indaga. Meu entendimento do Evangelho afirma o fato de que o Senhor quer nos ver lutando contra toda tragédia, a fim de que nos diga: “Bem-vindo! Quando te encontrei estavas lutando o bom combate!” “Bem-aventurado aquele servo a quem o seu Senhor, quando voltar, o encontrar fazendo assim!” — disse Jesus.

Os “crentes”, porém, pensam que quanto pior, melhor; sem lembrarem que o Filho do Homem voltará e condenará os que se esconderam de seu semelhante, conforme Mateus 25.

Quem quer que seja discípulo de Jesus, além de viver o bem do Evangelho em si mesmo, também deve pregar com palavras, atitudes, sentimentos, ações, gestos, pequenos e grandes movimentos; e, sobretudo, com sua majestosa ‘mera existência’.

Ora, se é assim; e se o sal tem que de dissolver na terra, e o fermento tem de levadar as medidas de farinha; e se também importa que seja pregado “este Evangelho do reino” antes que venha o fim; então, todo aquele que crê, precisa pensar, sobretudo, acerca de que aptidões Deus lhe deu; e, dedicar-se buscando excelência no que faz; seja em que área for; porém, muito especialmente, naquelas que ensejarem ações de transformação de algumas coisas essenciais ao planeta. E tudo isto como culto a Deus na vida. Além de uma profunda consciência do espírito do Evangelho, conforme a Graça.

Será maravilhoso se aparecerem milhares de ambientalistas e engenheiros de meio ambiente que sejam discípulos do Evangelho. Será lindo se muitos e muitos discípulos dedicarem suas existências ao desenvolvimento de formas de energias não poluentes. Será de “dar muitas graças a Deus” se muitos se dispuserem a lutar juntos com “o anjo que tem um Evangelho eterno para pregar”, o qual, voando pelo meio do céu, diz: “Temei a Deus, e dai-lhe glória; a ele que fez o céu, a terra, o mar, e as fontes das águas” — pois água será um dos maiores problemas dos próximos anos.

A entrada de raios de intensidade bem maior, em razão da desproteção crescente causado pelo enfraquecimento de nossa atmosfera, em razão do perfuramento da Camada de Ozônio, fará com que haja grandes surtos de câncer de pele; “ulceras malignas”, na linguagem apocalíptica.

Ora, há muito mais do que tudo isto acontecendo — que de tão obvio já nem necessita mais ser enumerado... e precisa ser parado logo, antes que seja irreversível...—, porém, tem-se ainda que lembrar pelo menos do Grande Sistema de Controle que já está montado na terra.

Bill Gates já até comprou uma pancada de satélites Russos, antigos ou com pouco uso, a fim de entrar na guerra pela mais fascinante brincadeira da Internet, que é o Google Earth, por cujo meio, ainda não em ‘tempo-real’, porém com atualizações freqüentes, você, de sua casa, de seu computador, pode viajar pelo mundo inteiro, via satélite, localizando o que você desejar localizar, qualquer prédio, endereço, beco, esquina, etc...

Lindo e agradável. Porém, como todas as invenções geradas pelo saber da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, esta também já vem carregada de bem-mal. Assim, por tal meio, a liberdade se vai..., pois, qualquer um, poderá, em tempo real, espionar sua existência, enquanto, por exemplo, fala com você ao celular.

Então você diz: “Quem não deve, não teme!”

Seu tolo! Não estamos falando de ser apanhado em lugar ‘errado’ pela esposa ou o marido, mas sim de não se poder mais andar sem que olhos humanos saibam de seus passos, sem sua permissão. É um direito inalienável dos homens não terem que se esconder em cavernas a fim de poderem ter alguma privacidade. É também nosso direito podermos andar ao ar livre sem que olhos humanos nos espreitem dos céus. É um direito do homem que haja lugares ao ‘ar livre’ onde somente ele e Deus estejam se vendo! Ora, e ainda estamos falando de brinquedos...

Basta imaginar que isto já existe hoje, razão pela qual é inexplicável a não prisão de Bin Laden, mas que estará em todas as mãos, via Internet, em tempo real. Controle é tara dos humanos, porém, se mostrará como sendo a mais compulsiva de todas as taras; posto que esse Big Brother Real está a dois anos ou três... no máximo, de ser uma realidade acessível a todos.Ontem eu vi um cientista do comportamento apresentar a mais recente invenção de detecção de mentira. É uma espécie de leitura das informações verdadeiras estocadas no cérebro. Sim, porque até o mentiroso tem um cérebro mecanicamente verdadeiro com a realidade; ou seja: se aconteceu e a pessoa participou ou soube; ficou registrado no cérebro; e, portanto, por meio de eletrodos supersensíveis, e mediante a sugestão de acontecimentos reais ante os quais o “questionado” é posto, um computador lê e diz se aquela informação existe no cérebro daquele sujeito. Ao final o documentário concluiu: “Agora já não se dependerá de confiança, mas sim do que diz a tecnologia”. Todas as liberdades serão invadidas.

Todos estaremos sob vigilância. E isto enquanto a Terra geme e cambaleia, já mais pra “bola” que se chuta (está agora mais redonda) do que para “laranja” que se chupa (conforme era antes). E a moçada diz: "Deixa que eu chuto a redonda!" Nossa contagem regressiva é tão clara que até mesmo o tempo foi alterado, e, assim, temos um segundo a menos em nossas vidas, objetivamente; e isto em razão do terremoto que gerou o Tsunami.

Assim, esses não são dias de férias para quem não ficou cínico; e também para quem não se entregou às causas idiotas que são discutidas enquanto o mundo acaba. Quando vejo as preocupações dos políticos e suas promessas, por vezes, tenho vontade de espancá-los, de tão burros e idiotas que são; presos sempre ao seu mundo-imediato, incapazes de olhar para nada que não seja a barganha perversa do agora.

De fato, todos os recursos da Terra deveriam ser re-locados e dedicados apenas à saúde; à melhoria da qualidade de vida e de saúde pública; ao ensino, sobretudo, de uma nova consciência de auto-preservação ambiental; à produção de formas de energia não poluentes; e à preservação de todas as formas de vida na Terra.

Mas... e os palestinos querem saber disso? E os israelenses? E os iraquianos? E os americanos? Sim, quem? O Brasil, então, meu Deus!

É como um sapo discutindo a qualidade da lama enquanto o mundo pega fogo!

Outro dia re-vi o Titanic. E dessa vez o que mais me impressionou foi o fato de que havia gente matando, brigando por mulher, escondendo tesouros, abandonado filhos, trancando grades, despachando barcos de elite apenas para a elite..., enquanto o monstro do navio afundava inapelavelmente.

Ao ver o filme, vi a todos nós. Sim, nos vi como espécie e como cidadãos da Terra hoje! O navio está mais que afundando, as águas já invadiram os porões, ele já inclinou, range, geme, se contorce, se inclina, incendeia, quebra ao meio...—porém, há ainda tempo para nos dedicarmos ao que é apenas “luxo da morte”: essas nossas causas pequenas e de minhoca, as quais ocupam nossos dias, nos fazem matar, nos tornam os seres mais irracionais em relação ao sentido da vida que já existiram na Terra.

Nunca pensei que aos cinqüenta anos estaria aqui escrevendo estas palavras!Sinceramente, não mais do que há uns oito anos, eu cria que a Terra ainda se agüentaria mais tempo; e, também, cria que uma nova consciência poderia aos poucos emergir desse caldo de insanidade. Hoje, entretanto, não me é mais honestamente possível ver assim. É por esta razão que escrevo o que escrevo. Não sou nada e nem ninguém, mas a verdade É.

Assim, ouso bradar como ousam os pequenos que não temem; como os que não foram ouvidos no que sabiam; como os que vêem em angustia o mal que se avizinhava sem serem cridos; e, sobretudo, ouso como alguém que crê que o vento sopra onde quer, e que palavras como esta podem chegar a corações que eu nem mesmo sonho que podem dar a elas ouvidos.

Todavia, minha esperança está no fato de que é vontade de Deus que lutemos contra isto tudo, apesar de crermos no novo céu e na nova terra. Andar com Deus é sempre caminhar existencialmente no Paradoxo!

Assim, a tragédia é tragédia; e, como discípulos de Jesus, temos que ser daqueles que choram com dor verdadeira a putrefação da Terra e dos homens, assim como Ele chorou ante a tumba de Lázaro, mesmo que fosse haver Ressurreição depois de tudo. Santo Paradoxo!

Portanto: “Os dias são maus”; porém, me alegro e digo: “Maranata! Vem Jesus!”

Nele, que voltará conforme prometeu,


Caio

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

PENA DE MORTE: Como me posiciono apesar do que a Bíblia diz


Por Hermes C. Fernandes


Sempre que ocorre um crime hediondo com requintes de crueldade, ouve-se vozes em defesa da aplicação da pena capital. Eu mesmo, ao assistir à reportagem sobre o assassinato a sangue frio de uma criança de apenas cinco anos que suplicava pela vida mãe, deixei escapar dos lábios: Este bandido não merece viver.
Todavia, não é sensato posicionar-se sobre um tema tão complexo na hora da emoção. Como cristãos, devemos buscar abalizar nossas opiniões no espírito do Evangelho.
Engana-se quem pensa que não há pena de morte no Brasil. Ela é prevista exclusivamente para crimes militares cometidos em tempo de guerra. O Brasil é o único país de língua portuguesa que prevê a pena capital em sua constituição. O código pena militar trata dos crimes que são puníveis com a morte (ao todo são 36 crimes), e determina que seja executada por fuzilamento, havendo a possibilidade de que o presidente da República conceda graça ou comute a pena por outra. Somente a partir da constituição de 1988, a pena de morte foi totalmente abolida para todos os crimes não-militares.
Portugal foi praticamente o primeiro país do mundo a abolir a pena de morte. E hoje, a maioria dos países civilizados já a aboliu.
Nos Estados Unidos, onde os estados possuem certa autonomia em sua legislação, alguns ainda mantêm a pena, mesmo depois de terem sido comprovadas falhas no sistema de justiça que levaram à execução pessoas inocentes.
Há vários métodos usados em sua aplicação ao longo da história, alguns dos quais são vigentes até hoje.
 Injeção Letal - Aplica-se por via intravenosa, e de forma contínua, barbitúricos de ação rápida em quantidade letal, combinados com produtos químicos paralisante-musculares. 
• Fuzilamento - São disparados vários tiros simultaneamente sobre indivíduos condenados à morte. 
• Enforcamento – Pressiona-se com uma corda o pescoço, interrompendo o fluxo de oxigênio para o cérebro.  
• Câmara de Gás - Método muito usado pelo regime nazista. 
• Eletrocussão – Prende-se o indivíduo a uma cadeira onde recebe uma forte descarga elétrica. 
• Crucificação – Método predileto dos romanos. Era uma espécie de ritual em que, primeiro o individuo era flagelado, e depois crucificado. 
• Fogueira – Muito usado durante o período da Santa Inquisição. 
• Decapitação  – Por espada ou guilhotina 
• Envenenamento – O indivíduo é obrigado a ingerir poção venenosa 
• Lançando às feras – Muitos cristãos foram vítimas deste método cruel no Império Romano.
O que todos estes métodos têm em comum além de provocar a morte? São irreversíveis. Se for comprovada a inocência de um preso, basta soltá-lo. Mas este houver sido executado, não haverá como corrigir a injustiça. Talvez esta seja a argumentação mais razoável sustentada por quem é contra a aplicação da pena de morte.
O que dizem as Escrituras sobre o tema? Há amparo bíblico para a aplicação desta pena? Uma leitura honesta nos levará a algumas conclusões que para alguns podem parecer desconcertantes.
A primeira delas é que foi o próprio Deus quem a instituiu. Confira:
“E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gênesis 2:16-17
A partir da desobediência do primeiro casal, todos já nascemos espiritualmente mortos e destinados a experimentar igualmente a morte física. Portanto, a pena do pecado (a  morte) se aplica à toda humanidade.
A segunda constatação é que a Lei dada por Deus a Moisés no monte Sinai sanciona a pena de morte, que deveria ser aplicada em casos de assassinato premeditado (Êx 21:12-14); sequestro (Êx 21:16; Dt 24:7); adultério (Lv 20:10-21; Dt 22:22); incesto (Lv 20:11-12, 14); bestialidade (Êx 22:19; Lv 20:15-16); desobediência aos pais (Dt 17:12; 21:18-21); ferir ou amaldiçoar os pais (Êx 21:15; Lv 20:9; Pv 20:20; Mt 15:4; Mc 7:10); falsas profecias (Dt 13:1-10); blasfêmia (Lv 24:11-14; 16:23); profanação do sábado (Êx 35:2; Nm 15:32-36); e sacrifícios aos falsos deuses (Êx 22:20).
Os profetas não a invalidaram. Veja, por exemplo, o que diz o Senhor pelos lábios de Ezequiel:
“Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.” Ezequiel 18:4
Alguém poderia argumentar que todas estas passagens se encontram no Antigo Testamento, mas que agora, sob a égide da Nova Aliança, a pena de morte perdeu a sua legitimidade. Porém, não é isso que constatamos ao ler os evangelhos e as epístolas. Repare, por exemplo, no que diz Paulo, apóstolo da graça:
“Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal.”Romanos 13:3-4
Paulo reconhece que Deus outorgou ao Estado o dever de aplicar duras penas para coibir o avanço do crime e da injustiça. Toda autoridade é ministro de Deus, trazendo consigo a espada para punir os malfeitores. Em momento algum Paulo questiona o direito que Deus confere às autoridades na aplicação da pena capital. Num episódio narrado em Atos, vendo-se sob o risco de ser condenado a tal pena, o apóstolo diz:
“Se, pois, sou malfeitor e tenho cometido alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas se nada há daquilo de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César.” Atos 25:11
Diante do que expus a cima, não vejo alternativa senão admitir que a pena de morte seja bíblica, autorizada por Deus tendo como objetivo a manutenção da ordem social. Todavia, recuso-me a posicionar-me favorável a ela. Será que posicionando-me assim, eu estaria me opondo aos princípios da Palavra de Deus? Permita-me explicar minhas razões, antes de condenar-me à fogueira destinada aos hereges.

Assim como Deus autoriza o estado a usar a espada, Cristo ordenou que Seus discípulos o acompanhassem na reta final de Sua jornada na terra munidos de espadas. Porém, quando um deles, afoito, desembainhou sua espada para tentar defender seu mestre daqueles que pretendiam leva-lo preso, Jesus o repreendeu e disse: “Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão” (Mt.26:52). Talvez Pedro tenha ficado confuso, pensando: - Como assim? Ele mesmo nos manda trazer espadas e agora me censura por usá-la para defendê-lo?

Ora, violência gera violência. A melhor maneira de se combater o crime, a desordem, a injustiça e suas mazelas não é com o uso da força. Não estou, com isso, dizendo que o estado não tenha tal prerrogativa. Todavia, a igreja deve oferecer uma alternativa ao uso ostensivo da violência. E isso, a meu ver, inclui a aplicação da pena capital. 

Outro caso que nos ajudará a tomar posição acerca do assunto é o da mulher pega em flagrante adultério e prestes a ser sumariamente executada. Aqueles homens munidos de pedras não estavam agindo arbitrariamente. Pelo contrário, estavam devidamente amparados pela Lei. Aquilo era o certo a fazer. O pecado tinha que ser punido publicamente para que outros, ao assistirem àquele espetáculo de horror, pensassem duas vezes antes de incorrerem no mesmo erro.

Jesus Se vê numa saia justa. A quem, afinal, ele deveria defender, a vítima ou seus algozes? Jesus não poderia desautorizá-los, questionando e relativizando a ele. Mas também não poderia assistir àquela execução passivamente. Em vez de posicionar-se contra ou a favor da pena capital, Ele lança um desafio: “Aquele que não tem pecado, atire a primeira pedra” (João 8:7). Todos foram saindo à francesa. Pelo jeito, ela não era a única digna de morte ali.

A pena capital está fundamentada no Princípio da Proporcionalidade. Moisés declarou que “quem ferir o outro, de modo que este morra, também será morto (...) Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé” (Êx 21:12, 24). Trata-se da lei de talião, que visava impedir abusos por parte de requeresse justiça. Quem perdesse um olho, não poderia cobrar dois de quem o furou. Sem dúvida, qualquer jurista vai dizer que esta lei foi um avanço na compreensão que a sociedade alcançou acerca do direito. Todavia, Jesus veio nos mostrar um caminho mais excelente. Leia atentamente o que Ele diz:
“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.” Mateus 5:38-39
Jesus, portanto, lança um novo fundamento sobre o qual deveríamos construir a civilização do reino:  o perdão. Ele reconhece o direito que a sociedade tem de requerer a morte de quem praticou um crime hediondo, porém, nos desafia a ir além do exercício deste direito, perdoando e rompendo assim com o ciclo da violência. Por incrível que pareça, Gandhi, um hindu, percebeu isso melhor do que muitos cristãos. Pregador da não-violência, ele acreditava que se levássemos a lei do “olho por olho” ao pé da letra, todos acabaríamos cegos.

A prova de que a justiça humana falha está no fato de Jesus ter sido condenado à morte inocentemente. O mesmo não aconteceu com os outros dois crucificados ao Seu lado. Um deles reconheceu a inocência de Jesus e a sua própria culpa. Se aquele ladrão que se converteu na cruz tivesse a chance de ter sua pena revogada, ele teria se tornado numa bênção para toda a sociedade. Acho que ele teria sido mais útil no mundo do que no paraíso. Eu só poderia ser a favor da pena de morte se não acreditasse no poder que o evangelho tem de transformar monstros em homens de bem.

Literatura Fundamental 34 - O coração das trevas - Marcos César Soares