terça-feira, 3 de dezembro de 2013

LIVRES PARA A LIBERDADE


Para os cristãos, na maioria das vezes, moralidade é aquilo que praticamos a fim de, de fato, nos “conformarmos com Cristo na sua morte”. 

Assim fazendo, desenvolvemos um modo externo de autojustificação pela via do comportamento de acordo com a Lei.

Toda forma de moralismo —cristão ou não— trabalha contra a apropriação da verdadeira liberdade!

O problema é que a afirmação de Paulo de que todas as coisas são lícitas é, em geral, vista como um estimulo à libertinagem e à total irresponsabilidade. Quem crê assim pensa que “estando em Cristo”, nossa singularidade irrepartível e nosso senso de individualidade, deveria implicar que somos agora livres para fazermos o que desejarmos. Afinal, pensam, estamos livres da Lei e da Moral!

Mas que engano!

Estamos sim, livres da Lei e de todos os seus subprodutos. Todavia, isso não nos põe no caminho da libertinagem, mas no tipo de liberdade que Deus chama como tal. 

A liberdade do homem tem na liberdade de Deus sua referência.

Deus é livre para ser continuamente bom, fiel, misericordioso e justo; e, sobretudo, um Deus de graça para outros! Deus não precisa tratar-se a si mesmo com Graça. Ele merece! Eu é que preciso de Graça. Eu não mereço! Daí Graça ser favor imerecido

O mais interessante de tudo é que no Novo Testamento se afirma nossa total libertação da Lei e da Moral, mas não “para dar ocasião à carne”. Ora, o conceito de "carne" é o que se torna importante para nossa percepção neste momento. Do contrário, não entendendo nossa liberdade em Cristo —que se deriva de estarmos “mortos em Cristo”—, caímos no caminho da carne, que, para os autores do Novo Testamento significava a mesma coisa que para nós deveriam significar hoje! 

Mas esse é um outro assunto!


Caio

Ed René Kivitz - Frutificar

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Velozes, furiosos e sem limites: a lição deixada pela morte do ator Paul Walker


Por Hermes C. Fernandes

Cinéfilos como eu estão chocados com a notícia da morte repentina de Paul Walker, 40 anos, astro da franquia "Velozes e Furiosos". Apesar de não ser tão fã deste estilo de filme, confesso que o último me surpreendeu, com um enredo que cativou minha atenção desde o início, e cenas que fizeram o coração disparar. Todavia, como pai de dois filhos adolescentes, ansiosos por aprender a dirigir, fiquei um tanto quanto preocupado com o tipo de sensação que o filme pudesse despertar no público mais jovem. 

Engana-se quem pensa que Paul Walker tenha sido a primeira vítima desse estilo frenético de encarar os desafios do trânsito. Jovens de todo o mundo deixaram-se contagiar pelo mesmo espírito aventureiro proposto pelo filme e acabaram vítimas dele, tendo suas vidas ceifadas precipitadamente, tal qual ocorreu ao astro. 

Nos Estados Unidos, onde morei por alguns anos, pude constatar a veracidade das estatísticas que dizem que a principal causa de morte de adolescentes naquele país são os acidentes de trânsito. Em alguns estados americanos, uma criança de apenas treze anos pode dirigir desde que acompanhado de um responsável. Aos dezesseis já tem direito a tirar sua própria habilitação. Pois justamente deste público que vinham a maior parte dos fãs de "Velozes e Furiosos".

Através de rachas e pegas, jovens disputam entre si quem é o mais apto e corajoso. Sem contar a mistura fatal entre volante e bebida. Não é à toa que lá, na terra do Tio Sam, a violência no trânsito já matou 980 mil pessoas nos últimos 31 anos. São cerca de 90 mortes por dia, 32 mil por ano. E o índice cresce à galopadas. E isso, considerando que lá a segurança dos carros e das estradas é muito superior à daqui.

O Brasil não fica muito atrás. Lojas de conveniência dos postos de gasolina vendem bebida para jovens e adolescentes enquanto seus carros são abastecidos. Canso de vê-los com garrafas de vodca ou cerveja saindo do posto onde geralmente abasteço aos sábados e domingos à noite. 

Aprendemos em Psicologia que é típico da adolescência o mito da invulnerabilidade. Eles acham que nunca vão morrer, não importa a que perigo se exponham.

Espero, sinceramente, que este lamentável episódio sirva para abrir os olhos de muitos. Ninguém está imune. Por mais habilidoso que seja o motorista, ou por mais seguro e potente que seja o automóvel, não vale a pena arriscar. Se morrer, vai causar o sofrimento de quem o amava. Se sobreviver, poderá carregar consigo as sequelas do acidente para sempre. Sem contar que sua imprudência poderá fazer vítimas inocentes. 

Vejam em que estado ficou o carro do ator. É isso que nos espera em qualquer curva se não formos prudentes. E para os apressadinhos e estressados, lembrem-se: É melhor chegar atrasado em um compromisso neste mundo, do que chegar adiantado no outro mundo. Deus não tem a menor pressa em nos receber lá. 

Viva e deixe viver. Ou como dizia meu velho pai: Não corra, não mate, não morra. 

OS NEPHILIM ESTÃO FAZENDO OS SEUS EXPERIMENTOS!



O livro de Gênesis nos diz no capitulo quatro que o Dilúvio foi causado por umainterferência alienígena na natureza do homem e das criaturas, as quais corromperam o seu caminho natural.
Os Benai Elohim [os filhos de Deus], termos somente usado no VT para designar anjos [como é também o caso no Livro de Jó], tomaram mulheres dos melhores genes e da mais elevada estética feminina, e as usaram para procriação, gerando os Nephilim [que significaos que caíram]; os quais se tornaram os Gigantes da Antiguidade, conforme registro não apenas bíblico, mas também presente nos mitos de quase todos os povos antigos, dos Nazca aos Gregos e Chineses.
Aquele mundo foi afogado em razão disso, segundo a Bíblia.
Entretanto, mais adiante, vê-se na narrativa bíblica que tais filhos dos gigantes continuaram vivos na Terra, conforme se vê em Números, Juizes, Deuteronômio, Josué, nos livros de Samuel e nos escritos chamados Reis.
Quando se diz que os homens de Davi mataram os últimos que havia na terra de Israel, logo se diz: “Então Satanás atacou Israel!...”.
Quando escrevi o meu livro Nephilim, embora fazendo uma ficção, também queria alertar para o fato que os Nephilim estão vivos hoje; e mais: buscando o que sempre buscaram: alterar o homem na Terra.
Hoje, entre tantos outros meios que não apenas a “abdução”, eles usarão cada vez a ciência genética e as tecnologias de nano implante e outros derivados, a fim de, em não muito tempo, terem fabricado o Novo Homem: com o cérebro controlado, com os genes programados, e com os poderes mentais alimentados por chips de memória.
Chegará a hora em que um homem sem alterações nephilimico genéticas e bio-cibernéticas não terá espaço, trabalho ou respeito.
O Novo Homem será filho da tecnologia dos Nephilim e dos maiores avanços da ciência humana, que, de totalmente humana, tem pouca coisa; posto que se fundamente na intenção de controle e manipulação da natureza essencial do homem e da criação, buscando eliminar todas as lindas imperfeições que nela existam.
Ora, creio que o Cordeiro de Deus foi imolado antes de haver criação como a conhecemos, pois, o caminho da vida não é o da perfeição, mas o caminho lindo das imperfeições que já nascem redimidas e que se transformam em bens de Deus para a vida.
Assim, o Cordeiro Imolado antes de tudo, é também a garantia do perdão a todas as imperfeições da existência, das genéticas e biológicas às imperfeições do caminho humano.
Olho à minha volta e vejo a crescente obsessão humana em controle e cura pela ciência dos implantes e de aumento do poder do homem, tanto na mente como nas funções orgânicas, as quais serão alteradas em nome da “perfeição”.
Logo se verá o tamanho da armadilha...
Entretanto, haverá o tempo quando um humano in natura será uma aberração.
Afinal, o que nos aguarda é um mundo no qual as estatuas falarão.
Pense nisso!

Caio

Ed René Kivitz - Obedecer

domingo, 1 de dezembro de 2013

A Black Fraude da religião!


Por Hermes C. Fernandes

Jamais poderia supor que o Brasil aderiria à onda do Black Friday. Participei algumas vezes durante o período em que morei nos EUA com minha família e achei que seria ótimo se tivéssemos algo parecido em nosso país. Sempre na sexta-feira após o Dia de Ação de Graças, as pessoas madrugam nas filas intermináveis das lojas, num frio que costuma estar abaixo de zero. Apesar disso, todo esforço é recompensado. Os preços realmente despencam.

Aderimos ao Black Friday, mas não aderimos ao Dia de Ação de Graças. Pode até parecer que isso não tenha nada a ver, mas tem. Sem a ética preconizada pela gratidão, a Black Friday pode vir a ser uma Black Fraude, como estamos vendo no Brasil.

Dias antes, o comércio aumenta sensivelmente os preços dos seus produtos, para depois anunciar descontos de até 70%. O problema é que o aumento dado antes costuma ser superior ou pelo menos igual ao desconto anunciado. Isso é fraude!

Falta-nos a ética da gratidão, e os escrúpulos que esta ética produz em nosso caráter.

Isso nos remete à parábola contada por Jesus em que certo rei convocou seus servos para um acerto de contas. Um deles lhe devia dez mil talentos, porém, não tinha como pagar. O rei, então, requereu como pagamento de sua dívida, sua mulher e filhos. Desesperado, o homem prostrou-se e rogou que o rei fosse generoso para com ele e lhe desse mais prazo para quitar sua dívida. Movido de compaixão, o rei mandou soltar-lhe, perdoando totalmente sua dívida. Ao sair dali aliviado, aquele homem deparou-se com um colega que lhe devia quantia bem inferior à dívida que acabara de ser-lhe perdoada. Partindo pra cima dele, como quem quisesse sufocá-lo, bradava com as mãos em seu pescoço: Paga-me o que me deves! Seu colega implorou-lhe que o perdoasse, exatamente como ele havia feito com o rei minutos antes. Mas ele foi irredutível. Mandou-o pra cadeia até que pagasse a dívida. Quando o rei soube do ocorrido, ficou tão decepcionado que mandou chamá-lo de volta e cancelou o perdão que lhe concedera (Mt.18:23-34), enviando-o igualmente para a prisão até que saldasse a dívida.

A ética da gratidão deveria nos tornar menos gananciosos. O Black Friday americano só é possível porque é antecedido pelo Dia de Ação de Graças. Somente consciências constrangidas pela gratidão é capaz de abrir mão de parte de seus lucros. Já que a vida tem sido tão generosa conosco, por que não compartilhar parte desta generosidade com os demais?

Semelhante ao que tem sido vergonhosamente praticado aqui, os fariseus contemporâneos de Jesus também cometiam fraude em nome de sua religiosidade.
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.” Mateus 23:15
Era o mesmo espírito das propagandas falsas que enchem os encartes de nossos jornais no dia de hoje. Se fossem anúncios sinceros, diriam: Tudo pela metade do dobro!

Para fazer um novo convertido (prosélito), o fariseu era capaz de qualquer sacrifício. Percorriam qualquer distância, ainda que sob o sol escaldante de 40º. Isso constrangia a pessoa de tal maneira que, em resposta, acabava aceitando sua proposta religiosa. Todavia, uma vez convertido, o jugo que se colocava sobre seus ombros era duas vezes mais pesado do que o que lhe fora removido. Pois é justamente isso que ocorre em nossos dias. Igrejas investem massivamente em propaganda, fazem promessas irrecusáveis, mas depois que a pessoa cede ao seu apelo, coloca-se sobre ela um peso muito maior do que aquele que ela carregava antes. Trata-se, portanto, de uma Black Fraude!

Uma vez enredada, dificilmente a pessoa consegue se livrar. As ameaças são constantes. Inferno, maldições, legiões de demônios, são apenas alguns itens daquilo que poderá sobrevir na vida de quem resolve desertar dessas igrejas farisaicas.

Só há uma maneira de se corrigir isso. Qualquer proposta de espiritualidade que não seja precedida pela oferta da graça deve ser imediatamente recusada. Para ser Black Friday legítima tem que ser antecedida pelo Dia de Ação de Graças!

Consciências perdoadas devem dispor-se a perdoar. Quem se beneficiou da generosidade deste Deus deve igualmente ser generoso com os demais.

Chega de Black Fraude! Chega de religiosidade exploradora. Recuse-se  a ser duas vezes mais filho do inferno. Em vez disso, seja um instrumento da graça e do amor perdoador do nosso Deus.



Quem preferir cair no conto do vigário, só lamento.

Ed René Kivitz - Fins