quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

NÃO CONSIGO VER JESUS COMO DEUS, MAS SEI QUE ELE FOI FUNDAMENTAL... Posso me ver como cristão?



Agorinha mesmo um moço bonito me escreveu:
Mano, você é o Raul Seixas dos cristãos...gosto muito de você, mas não consigo ver Jesus Cristo como o próprio Deus...mas sei que ele foi muito fundamental e foi o mensageiro enviado de Deus como outros que tiveram em cada pedaço do mundo...porem ele foi o melhor e sempre será. Posso me considerar um cristão? por crer em deus?

Eu respondi:
Filho querido, não é culpa sua não conseguir ver Jesus como Deus.
De fato é impossível.
Afinal, só Deus revela Deus.
Ele é infinito.
Como você o entenderia?
É claro que não!
Mas Ele se revela à gente.
Fale com Ele.
Ele é vivo.
Ele É Deus.
Portanto, fale com Ele.
Ele dá o jeito Dele de se revelar a você.
Se fosse diferente... Tipo: você O compreendendo... etc!... Então, saiba: teria sido apenas mais um deus de invenções humanas, mais um ídolo, mais um outro deus...
Você crê que se há um Deus e se Jesus é Deus... Ele pode falar com você e se revelar em fé no seu coração?
Eu creio por você!
Invoque-o e Ele se revelará a você.
É simples e terrível assim...
Sim, todos os que se sentem sinceramente de Jesus são de Jesus!
Quem quer que sinceramente ame ao próximo e as criaturas ... esse é um ser filho do amor de Deus; pois, "quem ama conhece a Deus e nasceu de Deus, pois Deus é amor".
Lembre: Ele é o Deus humilde e manso. Ele não fica zangado porque você ainda não discerniu pela revelação que Ele mesmo traz Quem Ele é.
Seja sincero. Ele é o único sincero. Por isso, Ele ama a sinceridade.
Cristão?
Você ama?
Quem ama ao próximo é cristão.
Cristão é quem anda no espírito do Evangelho, que é amor.

Beijos!
Nele, que É,

Caio

Jesus, o Deus surpreendente - [Ed René Kivitz]

Ed René Kivitz - Consumado 2

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mentirosos


Muitas vezes o caminho de um pregador é esse... 
Na realidade pode ser o caminho de todos os que vivem da fala ou da comunicação mentirosos...
O cara acha que pela via da Mentira ou língua criativa ...ele pode subir aonde desejar... 
"Afinal, olhe os politicos" -- é o que naturalmente se pensa.
Hoje quando se trata da habilidade com a "língua criativa"... nenhum grupo sabe melhor levar o povão na "ponta do nariz de Gepêto" do que a classe dos Camelôs Religiosos.
Mas como é apenas falastrice de língua criativa e inventiva..., um dia o bicho vê a língua brochar no abismo!

Ed René Kivitz - Gólgota

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O sucesso é fruto do fracasso


Numa sociedade em que o sucesso é almejado e festejado acima de tudo, onde estrelas, milionários e campeões são os ídolos de todos, o fracasso é visto como algo embaraçoso e constrangedor, que a gente evita a todo custo e, quando não tem jeito, esconde dos outros. Talvez não devesse ser assim.

Semana passada, li um ensaio sobre o fracasso no "New York Times" de autoria de Costica Bradatan, que ensina religião comparada em uma universidade nos EUA. Inspirado por Bradatan, resolvi apresentar minha própria homenagem ao fracasso.
Fracassamos quando tentamos fazer algo. Só isso já mostra o valor do fracasso, representando nosso esforço. Não fracassar é bem pior, pois representa a inércia ou, pior, o medo de tentar. Na ciência ou nas artes, não fracassar significa não criar. Todo poeta, todo pintor, todo cientista coleciona um número bem maior de fracassos do que de sucessos. São frases que não funcionam, traços que não convencem, hipóteses que falham. O físico Richard Feynman famosamente disse que cientistas passam a maior parte de seu tempo enchendo a lata de lixo com ideias erradas. Pois é. Mas sem os erros não vamos em frente. O sucesso é filho do fracasso.

Tem gente que acha que gênio é aquele cara que nunca fracassa, para quem tudo dá certo, meio que magicamente. Nada disso. Todo gênio passa pelas dores do processo criativo, pelos inevitáveis fracassos e becos sem saída, até chegar a uma solução que funcione. Talvez seja por isso que o autor Irving Stone tenha chamado seu romance sobre a vida de Michelangelo de "A Agonia e o Êxtase". Ambos são partes do processo criativo, a agonia vinda do fracasso, o êxtase do senso de alcançar um objetivo, de ter criado algo que ninguém criou, algo de novo.

O fracasso garante nossa humildade ao confrontarmos os desafios da vida. Se tivéssemos sempre sucesso, como entender os que fracassam? Nisso, o fracasso é essencial para a empatia, tão importante na convivência social.

Gosto sempre de dizer que os melhores professores são os que tiveram que trabalhar mais quando alunos. Esse esforço extra dimensiona a dificuldade que as pessoas podem ter quando tentam aprender algo de novo, fazendo do professor uma pessoa mais empática e, assim, mais eficiente. Sem o fracasso, teríamos apenas os vencedores, impacientes em ensinar os menos habilidosos o que para eles foi tão fácil de entender ou atingir.

Claro, sendo os humanos do jeito que são, a vaidade pessoal muitas vezes obscurece a memória dos fracassos passados; isso é típico daqueles mais arrogantes, que escondem seus fracassos e dificuldades por trás de uma máscara de sucesso. Se o fracasso fosse mais aceito socialmente, existiriam menos pessoas arrogantes no mundo.

Não poderia terminar sem mencionar o fracasso final a que todos nos submetemos, a falha do nosso corpo ao encontrarmos a morte.

Desse fracasso ninguém escapa, mesmo que existam muitos que acreditem numa espécie de permanência incorpórea após a morte. De minha parte, sabendo desse fracasso inevitável, me apego ao seu irmão mais palatável, o que vem das várias tentativas de viver a vida o mais intensamente possível. O fracasso tem gosto de vida.