quarta-feira, 2 de abril de 2014

O escândalo de uma graça radical


Por Hermes C. Fernandes


A graça é um insulto ao nosso senso de justiça própria. Ela subverte completamente nossa lógica fundamentada na performance e no mérito. Como entender que o Deus santo e justo poderia se relacionar com gente de nossa laia sem impor qualquer condição? E como admitir Sua disposição em aceitar em Sua companhia gente que consideramos ainda pior do que nós?

Ultrajados em nossa presunção religiosa, estabelecemos condições sine qua non que devem ser preenchidas para que pecadores iguais ou piores do que nós sejam aceitos por Deus. Em nossa mentalidade medíocre Deus faria certa concessão aos pecadores "desde que..."

Ora, se houver qualquer condição preliminar, logo, a graça é invalidada. Todas as razões para que Deus nos acolha devem estar exclusivamente n'Ele, não em nós. Portanto, o conceito de graça e o conceito de condições preliminares são mutuamente excludentes.

A lógica paulina é implacável:

"Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra." Romanos 11:6 

O problema é que quando pensamos em obras, somos remetidos às exigências da Lei. Porém, o conceito encerrado no termo "obras" é muito mais abrangente.

Sutilmente, afirmamos a graça ao mesmo tempo em que dizemos que Deus salva o pecador desde que este creia, se arrependa e obedeça aos mandamentos. Tudo isso soa tão piedoso que não percebemos sua contradição lógica.

O que é o arrependimento, senão uma obra? O mesmo pode-se dizer tanto do crer, quanto do obedecer. Se estas são condições que devem ser cumpridas para que sejamos salvos, logo, a graça se torna inútil e teremos do que nos gloriar diante de Deus. Ao chegarmos à glória derradeira poderemos dizer: "Aqui cheguei graças a algo que fiz. Fui salvo porque cri, me arrependi e obedeci."

Então, tais coisas não são importantes? Sim, são importantes, porém, não são condições preliminares para que se alcance a salvação.

Paulo põe uma pá de cau sobre qualquer pretensão humana de fazer da salvação uma conquista meritória:

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas." Efésios 2:8-10
 Alguns dirão que a graça é parte que compete a Deus, porém, a fé é a parte que nos cabe. Porém, Paulo afirma que mesmo a fé mediante a qual temos acesso à graça nada mais é do que manifestação desta própria graça. "Isto não vem de vós", brada o apóstolo. É um dom que recebemos ao ouvirmos a Palavra. Em Filipenses 129-30, o mesmo apóstolo diz que o crer em Cristo é uma concessão celestial.
"Pois vos foi concedido, por amor de Cristo, não somente o crer nele, mas também o padecer por ele." 

Repare nisso: até mesmo o padecer por amor a Ele não nos serve como razão para nos gloriarmos, pois também é uma concessão da graça. Portanto, deveríamos crer piamente em nossa incapacidade de crer sem uma intervenção da graça.

 Então, não é necessário que nos arrependamos ou que renunciemos às paixões pecaminosas?

Sim. Mas não são condições, e sim, consequências da ação da graça em nós. Lembre-se que, apesar de não sermos salvos pelas obras, somos salvos para as boas obras, "as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas". 

Não se tratam de exigências para que sejamos salvos. Quem pensa assim não leva em conta o estado espiritual lastimável no qual nos encontrávamos. Paulo diz que estávamos mortos em nossos delitos e pecados.

"Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo {pela graça sois salvos}." Efésios 2:4-5

Como exigir que um morto creia, se arrependa, renuncie a si mesmo e obedeça? Quando Cristo faz tais exigências, estava revelando a inabilidade humana em cumpri-las à parte da graça. Ele exige de nós o que não podemos pagar para depois revelar Sua misericórdia ao quitar nossa dívida. Isso fica claro na parábola do credor incompassivo.

Precisamos nos arrepender de atribuir ao nosso arrependimento um poder salvífico que ele não tem. É a graça divina que nos conduz ao arrependimento:

"Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te conduz ao arrependimento?" Romanos 2:4 
Devemos renunciar nossa pretensão em achar que somos salvos pelas renúncias que fizermos. Qualquer renúncia verdadeira é patrocinada pela graça:
"Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente." Tito 2:11-12

À luz disso tudo, podemos afirmar sem medo de errar que o "negar a si mesmo" exigido por Jesus a Seus discípulos nada mais é do que admitir nossa incompetência em atender quaisquer condições. Só nos resta apelar à graça, e aceitar que esta é a única maneira para que a glória se mantenha intacta e seja inteiramente atribuída a Deus. Simplesmente, não há no que nos gloriar diante de Deus.

Disputamos com Paulo o título de "Principal dos pecadores". Se a graça foi capaz de nos alcançar a despeito de nossa miserável condição, que outro pecador ela também não alcançaria?

Como sugerido pela parábola do credor incompassivo, uma vez perdoados, devemos estender este perdão aos demais sem impor-lhes qualquer condição.  Não imponhamos aos outros condições que não nos foram impostas. Creiamos que Aquele que em nós começou a boa obra, igualmente a começou nos demais, e a completará no prazo determinado pelo Pai (Fp.1:6).

VAMPIROS DE ALMAS COLETIVAS



Desistir do bem é algo muito fácil neste mundo. Os salmos 37 e 73 nos mostram o processo. Quando quem lidera ou tem poder faz o que é mal, os demais perdem o ânimo. Então, o justo, na modéstia de seus passos, vai perdendo o alento. E, aquele que caminha sem tanta convicção, passa a invejar aquele que faz, faz, faz e nunca é punido; antes, é honrado.

A leitura do livro do Eclesiastes é mais que útil em dias como estes! 

Quando o status do cinismo prevalece, as reações são muitas; e sutis. Desde o cinismo que se instala como câncer, à inveja que o ser bom passa a ter do mal-feitor — tudo corre como as torrentes de águas destruidoras. 

E o mal se torna tanto pior quanto mais se fale como cordeiro e se haja como o lobo. Daí a perversão do “ético” ser enormemente pior do que a do corrupto; pois destrói todas as referencias. No linguajar bíblico: “... remove os marcos”. 

Isto sem falar nas vozes que olham para os céus e pensam que Deus enlouqueceu com a loucura dos malfeitores; ou que Deus mesmo não se preocupa com tais coisas. 

“De que me serve Deus?” — pergunta a alma cansada. 

Frequentemente tem-se que escolher entre poderes. E, nesse caso, a eleição para tal escolha deve contemplar, sobretudo, o fortalecimento daquilo que não abisma a alma nacional em estado de cinismo crônico. 

E isto vai de atitudes pequenas, no âmbito de nossas vidas pessoais, passa pela “igreja” e vai até o Estado. 

De onde vem o ânimo para a honestidade quando os que nos lideram mentem e enganam? 

O argumento de que ‘rouba mais faz’, aplicado ao Maluf, agora é algo que se aplica em geral. Até em relação ao Lula e Bolsa-Família-no-Bolso. Pode? Até quando? 

Eleger um programa de governo para votar, é sábio. Mas não se pode fazer isto à custa da instalação do cinismo na alma nacional. Do contrário, os pobres comerão, mas será comida envenenada pelo sarcasmo. E o pão de hoje será o veneno de amanhã. 

Portanto, nem só de pão vive o homem, mas, sobretudo, de dignidade, confiança, respeito, e honestidade. 

Entretanto, quem divulga tais causas, não pode brincar de fazê-las menores; e nem tampouco pode fazer como o Conde fez nas disputas com o César Maia há uns quatro anos, quando disse: “Eu minto; mas o César mente mais que eu!”. 

Não se governa fazendo avaliação de menos roubo! 

O programa Bolsa Família não pode ser Família no Bolso! — o Lula repudiaria isto se o programa não fosse parte de sua estratégia política. E eu sei o que estou falando; e baseado em horas e horas de conversa com ele mesmo no passado. 

Sim! O Lula que eu conheci não votaria em si mesmo hoje! — é simples assim. 

Isto era contra tudo o que as mentes historicamente mais lúcidas lutavam — até virar populismo eleitoral em favor deles. 

Ah! Eu teria centenas de histórias e argumentos, mas, cansado de muitas “viagens”, apenas ouso dizer: “Que o Senhor nos salve de alimentarmos milhares de famílias, enquanto lhes roubamos as almas e a consciência!”. 

Assim como o pão e a Palavra alimentam o homem, do mesmo modo o pão e a dignidade também o fazem! 

Enquanto isto... Recolher-me-ei; e buscarei agir pelo não-agir. Quieto. Em oração. Afinal, eu creio que Deus é Deus; e que sobre tudo e todos reina; e que o que sinto é somente o que sinto; e nada, além disso. 

Todas as nossas causas e clamores estão diante do Trono da Graça! 

Cada um com sua própria consciência e discernimento. Mas Deus é um! 

O que não podemos é deixar de discernir o que para nós é vampiro de sangue coletivo. Pois, em trocando beijos com tais entes, nós mesmos passaremos a detestar o nascer do dia, do sol e da luz — visto que nosso ambiente será a penumbra da quase-luz e da quase-treva. 

Com todo carinho, reverência e oração por quem pensa e sente diferente, 



Caio

terça-feira, 1 de abril de 2014

Pela primeira vez na história, uma equipe de físicos demonstrou que o teletransporte é possível


Pela primeira vez na história, uma equipe de físicos canadenses demonstrou que o teletransporte quântico de três fótons é possível, constituindo assim um avanço fundamental para a ciência. O mesmo procedimento só tinha sido realizado com dois fótons até agora.
O experimento conduzido por especialistas da Universidade de Waterloo, em Ontário, no Canadá, demonstrou três fótons entrelaçados uns aos outros, localizados em locais diferentes, a várias centenas de metros de distância. Isso prova a não-localidade quântica para mais de dois fótons entrelaçados, possibilidade teórica até então.
A primeira hipótese sobre o entrelaçamento quântico é de 1927, resultado de uma disputa sobre a mecânica quântica entre Albert Einstein e Niels Bohr.
Ao separar duas partículas que compartilham o mesmo estado quântico no nascimento, independentemente da distância entre elas, os princípios da mecânica quântica indicam que a mudança na rotação de uma das partículas causaria uma mudança correspondente no estado quântico da outra.
O argumento pode parecer absurdo à primeira vista, uma vez que não há comunicação entre partículas. Os teóricos da vez  chamaram este fenômeno de Teletransporte Quântico.
Até hoje, todos os experimentos realizados para testar essa hipótese tinham se esgotado em demonstrações para dois fótons entrelaçados. O avanço introduzido pelos físicos canadenses prova que o teletransporte de três fótons também é absolutamente possível.

SINAIS DE FALÊNCIA ESPIRITUAL



Quando as pessoas começam a dar mais valor ao que chamam “igreja” como ajuntamento do que aos milagres existenciais que possam estar experimentando pelo Espírito e pela Palavra, então é porque estão cansadas da vivência do Evangelho —que é essencialmente existencial, começando no coração e se manifestando como fé em amor— e, por tal razão, desejam fazer uma maquiagem farisaica de modo exteriormente dissimulado. 



Dá trabalho viver o Evangelho, deixando que ele nos crive os sentimentos, motivações e impulsividades animais todos os dias.



Dá trabalho submeter a consciência e os dogmas dos hábitos ao escrutínio do espírito do Evangelho instante a instante. 



Dá trabalho viver segundo a verdade em um veículo que é carne e vaidade.



Dá trabalho amar a vida verdadeira quando se caminha turbinado pelas pulsões de um corpo de morte e com fobia de morrer. 



Dá trabalho escolher a via Estreita, esse caminho indesejável, por isso tão pouco percorrido. 



E o que é fácil?



Ora, fácil é desistir de tudo e virar um servo da religião que faz aferimento do Evangelho já não como benefício na própria vida, mas pelas performances de grupo ou pelas ocupações grupais que substituem a vida interior. 



Se o Evangelho não afetar o mundo por mim, simplesmente não há Evangelho em mim. 



O Evangelho em mim é primeiro para mim; depois é para crescer em mim, como fé e consciência em amor; depois é para afetar pela minha vida o meu mundo: os meus, os companheiros e colegas, e todo ser humano que cruze o meu andar.



No entanto, é muito mais fácil olhar para fora e buscar existir para tal ambiente de percepção, do que entregar-se à tarefa árdua de render o ser todos os dias ao entendimento conforme o Evangelho, vendo tais efeitos em nós mesmos, depois nos nossos, e, então, só depois, no mundo que seja o nosso neste planeta; e isso conforme o dom de Deus a cada um. 



Sim! E tudo isso sempre acontecendo a partir do coração e afetando o ambiente de nosso existir familiar, atingindo assim o ninho de nossa vida antes de alcançar qualquer outra realidade. Pois, se alguém não prova o Evangelho, como se incumbirá dele?



Pense em você e pergunte: “Em que fase do caminho eu estou?”





NEle, em Quem o templo cresce para dentro,





Caio

E quem merece ser estuprada?


Por Hermes C. Fernandes


Em pleno século XXI, uma pesquisa divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que a maioria da população brasileira atribui à maneira como as mulheres se vestem a culpa por serem estupradas.

Segundo dados colhidos na pesquisa, se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros. O instituto entrevistou 3.810 pessoas, sendo 66,5% mulheres. Portanto, não se trata de uma opinião predominantemente masculina. Cerca de 65% dos entrevistados concordaram com a afirmação que dizia que a mulher que usa roupa que mostra o corpo merece ser atacada.

A divulgação da pesquisa teve repercussão imediata, principalmente nas redes sociais. Páginas foram criadas convocando as mulheres para protestarem. Muitas posaram nuas, cobrindo os seios com placas que diziam "Eu não mereço ser estuprada". 

Apesar dos inúmeros protestos, o segmento evangélico se manteve indiferente ao clamor popular com raríssimas exceções. Seu silêncio parece indicar seu apoio à constatação da pesquisa. Alguns  chegam a declarar que se ao menos as mulheres se vestissem como as evangélicas, de maneira modesta e decente, o número de estupros seria drasticamente reduzido.

Foram declarações como estas foram o estopim de deflagrou a onda de protestos no Canadá  em 2011 que tornou-se conhecida como Marcha das Vadias e se espalhou pelo mundo afora.

Será que as Escrituras têm algo a dizer sobre isso? A culpa do estupro deve recair sobre a mulher?

Há uma passagem que relata o encontro de Deus com o Seu povo através de uma interessante alegoria. Confira:

"E, passando eu junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; e estendi sobre ti a aba do meu manto, e cobri a tua nudez; e dei-te juramento, e entrei em aliança contigo, diz o Senhor DEUS, e tu ficaste sendo minha. Então te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo. E te vesti com roupas bordadas, e te calcei com pele de texugo, e te cingi com linho fino, e te cobri de seda. E te enfeitei com adornos, e te pus braceletes nas mãos e um colar ao redor do teu pescoço. E te pus um pendente na testa, e brincos nas orelhas, e uma coroa de glória na cabeça. E assim foste ornada de ouro e prata, e o teu vestido foi de linho fino, e de seda e de bordados; nutriste-te de flor de farinha, e mel e azeite; e foste formosa em extremo, e foste próspera, até chegares a realeza." Ezequiel 16:8-13
O texto indica que além de estar completamente nua, ela parecia se insinuar, daí a expressão "tempo de gentleman que é, Ele se aproxima, estende sobre ela o seu manto, cobre sua nudez, e pede-a em casamento. Deus a trata como uma dama. Restitui sua dignidade. Cobre-a de presentes caros. Para só então, conhecê-la como sua mulher. 

Qualquer outro a encontrasse naquele estado se aproveitaria. E se ela demonstrasse estar a fim, não seria tecnicamente um estupro. Mas o que Deus faz? Como 

Creio ser este o padrão que deveria ser seguido pela sociedade em geral. A mulher deve ser valorizada. Tratada como alguém especial, e não como algo prestes a ser usado e depois descartado.

Não se pode exigir que as mulheres se vistam hoje como antigamente. Os tempos são outros. As mulheres conquistaram sua autonomia. Por isso, além de amadas, devem ser respeitadas. E o respeito que merecem nada tem a ver com o comprimento de suas saias, nem com a cavidade do decote, nem com a transparência de suas roupas, ou com a sua maquiagem.

Devemos ir além da literalidade do texto. "Cobrir a nudez" significa atribuir-lhe dignidade. A pior nudez não é a ausência de roupas ou mesmo o uso de roupas sumárias. A pior nudez é a privação da honra e o não reconhecimento de seu valor.

Portanto, quem deve ser culpado por um estupro, senão o próprio estuprador? Quando tomado por sua obsessão, o estuprador não respeita nem o hábito de uma freira. Aliás, quanto mais roupa cobrir o corpo da mulher, mais perversa será a imaginação do tarado.

Tratemos as mulheres como Cristo as trataria, independente da censura que sociedade lhes impõe. Mesmo beijado ostensivamente por uma mulher considera de vida fácil, Jesus não se aproveitou dela, antes, saiu em sua defesa, contrariando até alguns de seus discípulos.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Credo Católico que poderia ser o credo dos evangélicos



Creio em um só Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele falou pelos profetas.
Creio na Igreja, una, santa, católica e apóstolica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e vida do mundo que há de vir.
Amém.

O DIABO GENÉTICO, MILITAR, FOLOSÓFICO E SUPERHUMANO!


Me custa admitir que seja tão difícil para os cristãos o crerem que o Diabo não seja aquele tipo de demônio burro das sessões de histeria coletiva dos cultos nervosos; sim, nos quais os diabos que se manifestam na maioria das vezes são apenas o “psiquismo demoníaco” desenvolvido pela mente fraca do “buscador aflito”, e que se “identifica” com o estereótipo do Diabo segundo a concepção pueril que a Religião em geral faz do Demônio.
O Diabo da Bíblia, todavia, é tudo, menos esse “pobre diabo” das possessões dos cultos nervosos dos cristãos!
Nas Escrituras o Diabo começa como Serpente Sutil e Sedutora, com propostas ao homem de transcendência da condição humana; afirmando que o Mandamento de Deus para a Vida [“Do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal não comerás, pois, no dia em que dele comeres, morrendo, morrerás”] — era apenas o fruto do ciúme da divindade; sim, resultado da inveja de Deus em relação à Sua própria criatura...; ou ainda: uma espécie de competição de Deus com a criatura...; ou mais: um sentimento de superioridade divina [...], resultante da manipulação do conhecimento, como fazem os tiranos do mundo, que dominam melhor quando o povo sabe menos ou não sabe nada...
Nós cremos mais no Diabo do que no Mandamento do Amor de Deus, e, assim, “comemos o fruto” da nossa morte até ao dia de hoje!
Na seqüência das “emulações” do Diabo aos humanos vem o ciúme invejoso ou a inveja enciumada de Caim contra o seu irmão Abel; terminando tudo em homicídio e maldição.
Daí em diante lê-se nas Escrituras que o Diabo caiu em estado de silêncio explicito por um tempo... Bastava emular a natureza humana e tudo caminharia para a desgraça.
Assim, da descendência de Caim surgem os elementos constitutivos mais significativos do que os humanos chamam até hoje de fatores civilizatórios. Surge a agricultura e a pecuária de escala; aparece a produção cultural e folclórica, pela vida das artes, resultado da confecção de instrumentos musicais, o que gerou em massa uma cultura de diversão e de entretenimento hedônico; bem como, na mesma época, foram desenvolvidos os primeiros aparatos de guerra em escala coletiva.
Aparentemente, no entanto, isto não era o bastante para o Diabo...
Demoraria muito deixar que os homens se desenvolvessem por si mesmos em sua maldade...
Assim surge e se expressa uma das mais fortes obsessões do Diabo:entrar no homem de modo a que não se possa diferenciar o humano do diabólico; e mais: alterar a própria natureza constitutiva dos humanos, e, portanto, natural da condição humana; ou seja: o Diabo quer ser o produtor do Super-Homemsim, do homem-anjo, do homem-além-do-homem; dos “gigantes”; dos poderosos da Terra; uma geração de líderes semideuses; verdadeiros Titãs.
Desse modo dos “filhos de Deus” [terminologia que no V.T. somente aparece relacionada aos anjos, conforme se vê no texto hebraico de Jó] possuem as filhas dos humanos, e com elas alteram a natureza do homem, fazendo surgir híbridos humano-demoníacos.
Era o joio sendo plantado literalmente na semente [sêmen] dos humanos no campo do mundo...
Desse modo o caminho humano se descaracterizou de tal modo que Deus já não via homens na maioria dos humanos...
Vem o dilúvio; sim, em razão de que os humanos haviam sido hibridizados pela natureza do Diabo!...
Depois do dilúvio estranhamente ainda se vê os “gigantes”, os filhos dos Benai Elohim [“os filhos de Deus”] com as “filhas dos homens”; prova que o dilúvio pode ter sido Universal, mas sua destruição não foi total; houve sobreviventes do mundo antigo que passaram de algum modo pelas “grandes águas”.
Somente quando os homens de Davi matam os últimos gigantes descendentes dos “experimentos genéticos” feitos antes do dilúvio, é que outra vez o Diabo aparece na Bíblia; sim, desde as sutis indicações das intenções dele no livro de Genesis ele aparece outra vez; e com muita raiva de Israel.
Então se levantou Satanás contra Israel” — é o que a Bíblia diz quando os homens de Davi mataram os últimos gigantes.
Há outras afirmações acerca do Diabo no V.T. No entanto, é somente no tempo do Cativeiro em Babilônia, tempo no qual Ezequiel viu as “Rodas”, os “Girantes”; e tempo também no qual os anjos introduzem na narrativa bíblica [em Daniel] o conceito de “Principados e Potestades das Nações”.
No Livro de Zacarias o Diabo é o acusador dos crentes; mas não se diz muito mais acerca dele. Já é nas páginas dos evangelhos que se vêem excessivas manifestações demoníacas; especialmente aquelas de natureza obsessiva mais básica.
Jesus, no entanto, nunca ensinou que aqueles demoniozinhos de meia tigela que atacavam os humanos nos evangelhos fossem os verdadeiros diabos do Mundo.
Não! Para Jesus havia instancias muito superiores implicadas em tudo; e mais: para Ele o Diabo não era uma energia obcecada, mas sim uma mente fria e perversa; com a constante intenção de matar, roubar e destruir a humanidade, o planeta, a vida.
É no contexto do N.T. que o Diabo é desmascarado em suas intenções globais.
Ora, o que se vê apesar de se ficar sabendo que o poder de Satanás é extremamente mais sofisticado do que aquilo que os humanos chamem avanço..., que, por tal razão, Paulo nos diz que o Diabo é o espírito que agora atua em tudo nos filhos da desobediência ao fluxo da vida.
E mais: Paulo diz que uma das fixações do Diabo é se tornar um Super-Homem; o anticristo.
No Apocalipse esse poder revelado no Genesis já nos é apresentado sem sutilezas, exceto as simbólicas.
O que se vê, portanto, é um Diabo que se imiscuiu em tudo...; sim, do processo mental dos humanos à sua produção cultural...; das emulações psicológicas e existenciais aos mais deliberados desejos de genocídio ideológico...; do desejo de alterar sementes vegetais à obsessão pela alteração do código genético dos humanos...; sim, das guerras pessoais aos conflitos globais à destruição prazerosa de uma familiazinha...; e assim vai...
Jesus disse que como foi nos dias de Noé assim será nos dias da Vinda do Filho do Homem!
Ora, entre nós as mesmas coisas estão presentes...
É o mesmo desejo de vencer a morte pela curiosidade do saber e do conhecimento; é o mesmo desejo de desenvolver culturas de poder e de supremacia; é a mesma inteligência para apenas criar diferenciações econômicas acentuadas entre os humanos; e pior: é a mesma obsessão satânica de alterar a constituição dos humanos...
Na antiguidade tais coisas tiveram a cara que na Antiguidade era aceitável. Hoje os mesmos seres e fenômenos estão entre nós; porém, com as caras que a nossa “ficção cientifica” criou para este tempo no qual alteração genética não precisa de cópula sexual, mas apenas de alterações no código genético.
Está tudo aqui...
Sim! A Terra voltou ao principio; o Genesis e o Apocalipse estão se encontrando milênios depois; e mais: é tudo igual; mudaram apenas as roupagens...
Por isto, digo: o Dilúvio está às portas!
Leia Lucas 16 e você me entenderá!...

Nele, que nos mandou andar de olhos bem abertos,

Caio