domingo, 2 de novembro de 2014

O MEDO DE MORRER ENTREGA TUDO..., ATÉ A ALMA!


TODAS as coisas com o tempo se destroem ou se corrompem, conforme nos garante Paulo.

Sim! Tudo se destrói, tudo passa, tudo acaba.
Somente o amor permanece.
ENTRETANTO, fora o amor, tudo desvanece.
ORA, como não se quer amor, mas apenas durabilidade, e como se deseja imortalidade, e não vida eterna — então, cria-se cada vez mais o cenário da luta do homem contra a morte e contra a impermanência que o apavora...
ASSIM, surgem de modo cientifico e não mais mágico, as concretizações dos devaneios de imortalidade e deificação do homem, conforme tem sido o nosso surto desde o Éden.
ORA, uma das grandes angustias dos humanos, tomados que são pela fobia da morte, sempre foi encontrar uma formula para a longevidade ou, de preferência, para a imortalidade.
AGORA, com os avanços científicos prometidos e já testados em laboratório, se começa a divisar a possibilidade da concretização de tal longevidade.
RATOS já estão vivendo o dobro...
E MAIS: já se tem ratos cujos rabos estão se regenerando uma vez decepados; ou seja: crescendo outra vez — coisa que acontece com algumas espécies, especialmente os répteis, mas não com criaturas mamíferas, como é o caso tanto dos ratos quanto dos humanos.
O PROBLEMA ao se expor a tais possibilidades, além de todos os efeitos colaterais no ser intimo do homem, será a criação de gente longevamente doente de alma, pois, a alma, com o tempo se vicia e se corrompe também.
A SOLUÇÃO seria [e será quando acontecer em larga escala] alterar o cérebro do homem, mudando-lhe as reações, criando-se uma nova geração de humanos: pacíficos, super-inteligentes, semi-digitais nos aparatos e acessórios que lhe estejam disponíveis como tecnologia orgânica; e mais: sendo capaz de existir sob um Controle Maior e de modo submisso. Mas sem alma...
ORA, tudo isto já não é ficção. Somente os ignorantes supõem que aqui vaticino algo. Não! Apenas acompanho os avanços que estão acontecendo nos laboratórios de todo o mundo.
NÃO SEI quanto tempo teremos até a volta do Senhor. Mas, até lá, logo, logo, o que teremos entre nós já não será totalmente humano, mas sim humano-orgânico-técnico-cibernético.
PORTANTO, se não for apenas humano, ainda que desesperadamente humano, humano não seráE se humano já não for, o que quer que venha a ser, perseguirá o humano como o humano é ou tenha antes sido.
ORA, essa tal eugenia que se avizinha de nós tornará todos os humanos que não se entregarem a tais avanços e controles, gente que não fará mais nada na Terra.
NÃO ESQUEÇAMOS: 666 é o numero do super-homem, da Besta.
NÃO IMPORTA quem ou o que seja a Besta, o que importa é que ela-ele-coisa-sistema-what-ever — será apenas a condensação de tudo aquilo a que a humanidade saúda como Super e Supremo como feito da Ciência ou dos deuses do Futuro.
HOJE, mais do que por qualquer razão, sobretudo pelo que se avizinha dos humanos como promessa de desgraça, tenho pedido ao Senhor que me permita ter mais um pouco de tempo na Terra, mais alguns anos, tantos quantos pela natureza das coisas Ele deseje me dar.
QUERO estar mais tempo por crer que se Deus me tem dado ver tais coisas desde há tanto tempo atrás, conforme meus textos e falas nas Universidades afirmavam há três décadas e meia — creio que deveria ser para que no DIA MAL que se avizinha de todos nós, eu pudesse ficar e tentar resistir com aqueles que entenderem que o grande inimigo do homem será sempre o SUPER-HOMEM!
COMO DEUS SEREIS...” foi, é e sempre será a maior sedução de Satanás aos humanos.
AGORA, pois, já não haverá limites para tudo quanto intentam fazer — disse o Senhor ao Senhor, quando da Torre de Babel.
MAS foi Daniel quem disse que nos últimos dias haveria uma proliferação dos saberes de modo assustador.
O APOCALIPSE diz que o sistema da Besta controlaria até mesmo as almas humanas, significando com isto que tal potestade de controle humano entraria na cabeça das pessoas.
JESUS disse:
ACAUTELAI-VOS! Pois esse dia há de vir sobre todos os habitantes do mundo!
No inicio tudo será VANTAGEM E GANHO!
SEREMOS como deuses!
DEPOIS, no entanto, ninguém mais pensará sem ser ouvido, a menos que se torne um ser PRIMITIVO, desconectado de tudo.

Pense nisto!

Caio

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PASMEM! Halloween tem origem cristã


Tornou-se rotina em outubro para algumas escolas cristãs e igrejas, enviar cartas de advertência aos pais sobre os males do Halloween. "Halloween" é simplesmente uma contração de All Hallows 'Eve (Véspera de Todos os Santos). A palavra "Hallow" significa "santo", ("Hallowed Be Thy Name" = "Santificado seja o Teu Nome"). O Dia de Todos os Santos é comemorado em primeiro de novembro. É a celebração da vitória dos santos em união com Cristo. A observância de várias celebrações de Todos os Santos surgiu no ano 300, e estes foram unidos e fixados em primeiro de novembro 700 anos depois. A origem do Dia de Todos os Santos e de Véspera de Todos os Santos (Halloween) no Mediterrâneo não tem nada a ver com o druidismo celta ou com a luta da Igreja contra o druidismo (assumindo que não houve sequer qualquer coisa como druidismo, que na verdade é um mito inventado no século 19 por neo-pagãos.). 


Na Primeira Aliança, a guerra entre o povo de Deus e os inimigos de Deus foi travada no plano humano contra os egípcios, assírios, etc. Com o advento da Nova Aliança, no entanto, dizem-nos que a nossa batalha principal é contra os principados e potestades, contra anjos caídos que cativam os corações e as mentes dos homens na ignorância e e no medo. Estamos certos de que através da oração, fé, e obediência, os santos serão vitoriosos em nossa luta contra essas forças demoníacas. O Espírito nos assegura: "O Deus de paz esmagará Satanás debaixo dos vossos pés em breve" (Romanos 16:20). 

Não estou aqui defendendo a celebração de tal festa, mas apenas oferecendo uma versão diferente daquela que geralmente tem sido ensinado em nossas igrejas. Conhecer nunca é demais. 

Nos Estados Unidos, maior nação protestante do mundo, muitos cristãos celebram sem qualquer culpa. As próprias igrejas usam seus estacionamentos para venderem abóboras que são usadas durante a celebração. No primeiro ano nosso lá, tivemos muito receio de abrir as portas para as crianças que batiam pedindo doces. Mas depois, verificamos que tudo não passa de uma brincadeira ingênua, e passamos distribuir doces e balas para as crianças que lá chegavam dizendo "doce ou travessura". 

Quanto à celebração desta festa em solo brasileiro, não vejo com maus olhos, mas também não acho que seja necessário importar mais uma festa estrangeira, tendo em vista nossa riqueza cultural. Sem contar que para nós, protestantes, há uma celebração muito mais importante que não pode ser ofuscada por qualquer festa popular. 

A propósito, Feliz Dia da Reforma para todos! A Reforma Protestante foi a vitória de todos os santos, de todas as eras.

Fonte: Blog de Hermes C. Fernandes

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Amor sem proselitismo e outras intenções


Por Hermes C. Fernandes


Deus não nos enviou ao mundo para convertê-lo, mas para amá-lo. Conversão são outros quinhentos  e não cabe a nenhum de nós. Achar-se capaz de converter o mundo beira à presunção.

O amor deve ser totalmente despretensioso, entregando-se voluntariamente sem esperar resultado algum. De modo que, se não formos correspondidos, isso não nos afetará. Nem mesmo a ingratidão nos fará desistir de amar. O alvo supremo do amor sempre é o bem de quem se ama.  

Qualquer coisa que se faz na expectativa de algum retorno não é amor, mas barganha, e, portanto, contrário ao espírito do evangelho.

Muitas igrejas têm promovido trabalhos sociais dignos de louvor. Todavia, o índice de frustração é muito grande, pois os mesmos não vêm acompanhados de resultados considerados satisfatórios.

A meu ver, precisamos rever nossos paradigmas.

Aproveitar a dor alheia para empurrar nossa visão religiosa não é evangelismo, mas proselitismo, do tipo adotado pelos fariseus; em vez de alívio, agrava o sofrimento, tornando-o insuportável. Jesus os advertiu, dizendo: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt. 23:15).

Nosso modelo de evangelização ainda está atrelado à visão colonialista europeia. Nossa abordagem está contaminada pela presunção de que temos algo que os outros não têm. Somos os civilizados, e eles, os selvagens. Somos os cristãos, e eles, os pagãos. Temos Cristo, eles não.

Oferecemos ajuda humanitária como uma moeda de troca, exatamente como os espanhóis e portugueses faziam com os índios ao oferecer-lhes bugigangas tais como espelhos e pentes.

É claro que almejamos compartilhar Cristo ao maior número possível de pessoas. Todavia, antes disso, devemos compartilhar nossa própria alma de maneira despretensiosa (1 Ts.2:8).  

Por conta do forte proselitismo de algumas igrejas e instituições cristãs, as pessoas já estão escaldadas. Qualquer aproximação é vista com suspeita. Nossas obras sociais e humanitárias se tornaram a isca que camufla o anzol.

Jesus disse que faria de Pedro e André pescadores de homens. Todavia, o tipo de pesca que eles faziam era com rede e não com vara. Portanto, dispensava o uso de iscas.

Será que a intenção de Jesus ao multiplicar aqueles pães e peixes era meramente proselitista? Então, por que não houve um “apelo evangelístico” após alimentar a multidão?

E quando a igreja em Jerusalém resolveu assumir os cuidados das viúvas da comunidade, elegendo diáconos para dedicar-se a esse “importante negócio”, havia alguma intenção “evangelística”? Ou teriam sido movidos exclusivamente por amor?

Alguns poderão contestar dizendo: Se amamos as pessoas, queremos vê-las salvas. Concordo! Mas não me parece ético se aproveitar de uma necessidade material ou emocional para apresentar o evangelho. Seria mais ou menos como um político cheio de boas intenções oferecendo dentaduras e botijões de gás para quem lhe der o voto.

Repito: precisamos rever nossos paradigmas.

Quero propor aqui uma abordagem diferente.  Em vez de presumir que levaremos Deus a eles, nossa visão será a de buscar Deus neles.

Haveria algum embasamento bíblico para isso?

Jesus disse que no último dia seríamos julgados pelo bem que houvéssemos feito a Ele próprio, isto é, pela comida com que O alimentamos, a roupa com que cobrimos Sua nudez, a visita que Lhe fizemos na cadeia, etc. E quando perguntássemos quando tais coisas teriam ocorrido, Ele responderia: Quando fizeram a um dos meus pequeninos.

Engana-se quem pensa encontrar Cristo na suntuosidade das catedrais. Ele está à nossa espera sob as marquises e pontes dos grandes centros urbanos, nas cadeias superlotadas, nos lixões e bolsões de miséria. 
Em outras palavras, aquele gente sofrida tem muito mais a nos oferecer do que nós a ela. Seu sorriso é o sorriso de Cristo. Abraçá-la é sentir o calor dos braços d’Aquele a quem servimos.

Antes de querer convertê-los a Cristo, devemos descer de nosso pedestal religioso e converter-nos a eles. E quando, finalmente, buscarmos Deus neles, eles O encontrarão em nós. 
O tipo de amor que devemos dispensar-lhes é aquele esboçado por Paulo ao declarar: “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2 Coríntios 12:15).

Não espere resultados! Apenas, ame. Gaste-se. Doe-se. Entregue-se por inteiro. E tudo isso só será possível onde houver a morte do nosso eu com todas as suas pretensões e presunções. Somente aí o fruto virá. Jesus diz que “se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (João 12:24). Talvez esta seja a razão pela qual os frutos têm sido escassos. O grão tem caído na terra, mas não tem morrido. Temos amado, mas quando não somos devidamente correspondidos, sentimo-nos frustrados e desistimos de amar.

Para reverter isso, a única saída é a cruz. Nosso “eu” não merece outro tratamento senão a morte. Então, o fruto virá em abundância. Colheitas ocorrerão naturalmente, sem que tenhamos que recorrer a expedientes mirabolantes. Deixemos nossas estratégias marqueteiras. Façamos com a mão direita sem que a esquerda tome conhecimento. Sejamos movidos exclusivamente por amor e não por interesses, ainda que os mais nobres.  O máximo que conseguiremos através de nossas estratégias serão adesões. Entretanto, os frutos não permanecerão. Deixemos por conta d’Ele aquilo que só Ele é capaz de produzir: verdadeiras conversões. Quanto a nós, amemos... não só com palavras, mas de fato. 

Em vez de evangelização ostensiva, proponho que promovamos uma amorização despretensiosa, cheia de compaixão e carinho, sem qualquer outra intenção que não seja o bem daqueles a quem devotamos nosso amor.