quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

As 100 maiores descobertas da história - Genética

Aula de Química- As 100 Maiores Descobertas da Química Dublado-Documentá...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

CARNAVAL: O que merece aplausos e vaias


Por Hermes C. Fernandes


"Examinai tudo. Retende o bem." 1 Tessalonicenses 5:21

O que significa "examinar"? De acordo com o dicionário, examinar é ponderar, observar, analisar atentamente, minuciosamente. Considerando a sugestão de Paulo, que tal se examinássemos o Carnaval? Em vez de simplesmente bater o martelo e condenar a maior festa popular do mundo, prefiro desembrulhar o pacote e averiguar item por item. 

Como sou do Rio de Janeiro, apresentarei abaixo as razões que me levariam a aplaudir e a vaiar o carnaval carioca:

Primeiro, o que eu aplaudiria sem o menor constrangimento:

• A criatividade dos carnavalescos e compositores expressada  nas fantasias, no show de cores, nos carros alegóricos, e, principalmente, no samba-enredo, muitos dos quais retratam a história, o folclore e a cultura do povo brasileiro, enquanto outros denunciam o descalabro do preconceito, da devastação ambiental e outras mazelas que assolam a sociedade. Também é de se admirar a homenagem feita a alguns ícones populares.

• O empenho e a empolgação contagiosa do povo brasileiro, cantando, dançando e desfilando pela avenida, sempre com um sorriso nos lábios, mesmo com os pés sangrando de tanto sambar.

• A união de pessoas de camadas sociais diferentes. Morro e asfalto se unem em defesa do estandarte da escola de samba.

• O encontro de gerações. É bonito de se ver a honra dada à chamada velha guarda, bem como a integração e participação das crianças. 


O que deveria nos envergonhar, e que, portanto, merece minhas vaias:

• A política de pão e circo descaradamente usada e abusada pela classe política para distrair o foco da população dos assuntos importantes. Enquanto o povo festeja, a roubalheira prossegue. Não foi à toa que os mensaleiros foram absolvidos da acusação de formação de quadrilha na semana do Carnaval. Se fosse em outra época do ano, talvez o mesmo povo teria saído às ruas para protestar.

• A promiscuidade do poder público. Dos 51 vereadores do RJ, somente 5 se recusaram a usufruir de ingressos para o camarote patrocinado pelos contraventores do jogo de bicho, como pode ser constatado aqui.

• A lavagem de dinheiro do crime organizado e da contravenção com a anuência do poder público.

• A imagem da cidade associada ao turismo sexual e explorada à exaustão pelo mundo afora. O principal cartão postal que atrai turistas ao Rio de Janeiro não é o Corcovado, nem o Pão de Açúcar, mas os glúteos de nossas mulatas.

• A atmosfera de permissividade e licenciosidade, responsável pela gravidez precoce de muitas adolescentes, e pela destruição de muitas famílias através do sexo casual irresponsável e pelo uso de álcool e entorpecentes.

• O aumento drástico de acidentes nas estradas e da violência urbana que ceifam a vida de milhares de pessoas.

Cuidemos para não jogar fora a criança juntamente com a água do banho. O que for bom e belo deve ter seu sabor realçado pelo sal, mas o que for reprovável deve ser manifesto pela luz. Devemos, portanto, evitar dois extremos: o legalismo que a tudo condena sem se dar o trabalho de examinar e a licenciosidade que nos faz aceitar tudo, tornando-nos "cúmplices das obras infrutuosas das trevas" (Ef.5:11).

* Em tempo, muito merecida a homenagem que a Imperatriz fez para o galinho de Quintino. Zico foi um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Sinto por quem não teve o privilégio de vê-lo jogar. 

Fonte: Blog de Hermes C. Fernandes

Literatura Fundamental 15 - Trilogia Os caminhos da liberdade - Franklin...

Literatura Fundamental 16 - Ficções - Ana Cecília Arias Olmos

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Método Científico: Em Defesa da Integridade da Física


Crédito da Imagem: Vasava.
Durante este ano, debates entre físicos tiveram uma preocupante reviravolta. Diante de dificuldades para aplicar teorias fundamentais ao universo observado, alguns pesquisadores pediram por uma mudança na maneira como a física teórica seja desenvolvida. Eles começaram a argumentar — explicitamente — que se uma teoria é suficientemente elegante e explanatória, ela não precisa ser testada experimentalmente, algo que rompe com séculos de tradição filosófica no tratamento de conhecimento científico como empírico. Nós discordamos disso. Como argumentou o filósofo da ciência Karl Popper, uma teoria precisa ser falseável para ser científica.
Entre os líderes que advogam a tese de que elegância basta, estão alguns pesquisadores de teoria das cordas. Como teoria das cordas é supostamente o "único jogo na cidade" capaz de unificar as quatro forças fundamentais, eles acreditam que ela deve conter um grão de verdade, apesar de se sustentar em dimensões espaciais extras que jamais podemos observar. Alguns cosmólogos também estão procurando abandonar a verificação experimental de grandes hipóteses que invocam domínios imperceptíveis, como aqueles que ocorrem no caleidoscópico multiverso (compreendendo uma miríade de universos), a interpretação dos muitos mundos para a realidade quântica (na qual atos de observação são associados a ramos paralelos da realidade) e conceitos pré-Big Bang.
Essas hipóteses não verificáveis são muito diferentes daquelas que se relacionam diretamente com o mundo real e que são testáveis através de observações — como as do modelo padrão em física de partículas e a existência de matéria escura e energia escura. Da maneira como estamos percebendo a situação, a física teórica corre o risco de se tornar uma "terra de ninguém", que perambula entre matemática, física e filosofia, mas que não atende aos critérios de nenhum desses ramos do conhecimento.
A questão da testabilidade tem assombrado a física por uma década. A teoria das cordas e a teoria do multiverso têm sido criticadas em livros e artigos de divulgação científica, incluindo alguns escritos por um de nós (G.E.). Em março, Paul Steinhardt publicou neste periódico que a teoria do universo inflacionário não é mais científica, uma vez que se tornou tão flexível a ponto de acomodar qualquer resultado observável. O físico teórico e filósofo Richard Dawid e o cosmólogo Sean Carroll têm combatido essas críticas com uma defesa filosófica para enfraquecer a exigência de testabilidade em fundamentos da física.
Congratulamos Dawid, Carroll e outros físicos por terem trazido este problema à tona. Mas o passo drástico que eles propõem exige um debate cuidadoso. Essa batalha pelo coração e pela alma da física está ocorrendo em uma época na qual resultados científicos — em tópicos que variam de mudanças climáticas à teoria da evolução — estão sendo questionados por alguns políticos e fundamentalistas religiosos. O potencial dano na confiança pública em ciência e na natureza dos fundamentos da física precisa ser contido a partir de um diálogo mais profundo entre cientistas e filósofos.
Teoria das Cordas
Teoria da cordas é uma elaborada proposta para explicar como minúsculas cordas (objetos unidimensionais) e membranas (extensões de cordas para várias dimensões) existentes em espaços multi-dimensionais sustentam toda a física. Essas dimensões extras são entrelaçadas de maneira tão intensa que são pequenas demais para serem observadas a níveis de energia acessíveis por meio de colisões em qualquer acelerador de partículas concebível no futuro.
Alguns aspectos da teoria das cordas podem ser testados experimentalmente, em princípio. Por exemplo, um princípio de simetria entre férmions e bósons, central nesta teoria — supersimetria — prevê que cada tipo de partícula admite uma parceira ainda não observada. Tais parceiras não foram detectadas ainda pelo Large Hadron Collider, no CERN, o laboratório europeu de física de partículas localizado próximo de Genebra, Suíça, o que limita o espectro de energias no qual a supersimetria possa existir. Se essas parceiras das partículas já conhecidas continuarem imperceptíveis, então poderemos jamais saber se existem ou não. Os defensores da teoria das cordas poderão sempre afirmar que as massas dessas partículas são maiores do que os níveis de energia sondados.
Dawid argumenta que a veracidade da teoria das cordas pode ser estabelecida através de argumentos filosóficos e probabilísticos sobre o processo de pesquisa. Citando análise Bayesiana, um método estatístico para inferir a probabilidade de que uma explicação seja adequada para um conjunto de fatos, Dawid afirma que confirmação é equivalente ao aumento de probabilidade de que uma teoria seja verdadeira ou viável. No entanto, este aumento de probabilidade pode ser puramente teórico. Como "ninguém propôs uma boa alternativa" e "teorias sem alternativas tinham a tendência de ser viáveis no passado", ele argumenta que a teoria das cordas deveria ser assumida como válida.
Na nossa opinião isso é como mover as traves do gol. No lugar de aumentar a crença em uma teoria com base em evidências observacionais, ele sugere que descobertas teóricas é que devem reforçar a crença. Mas conclusões oriundas da matemática não precisam se aplicar ao mundo real. Experimentos já demonstraram que muitas teorias belas e simples estavam erradas, desde a teoria do estado estacionário em cosmologia até a Grande Teoria Unificada SU(5) de física de partículas, que buscavam unificar as forças nucleares eletrofraca e forte. A ideia de que verdades preconcebidas sobre o universo podem ser inferidas além de fatos estabelecidos (indutivismo) foi descartada por Popper e outros filósofos do século XX.
Não podemos assumir a inexistência de teorias alternativas. Pode ser que não as tenhamos encontrado ainda. Pode não haver a necessidade de uma teoria geral de quatro forças fundamentais se a gravidade, um efeito da curvatura do espaço-tempo, difere das forças forte, fraca e eletromagnética que governam partículas. Em suas muitas variantes, a teoria das cordas não é sequer bem definida. Na nossa opinião, a possibilidade de uma teoria unificada é uma nota promissória.
Muitos Multiversos
A hipótese do multiverso é motivada por um enigma: por que as constantes da natureza, como a constante de estrutura fina (que caracteriza a intensidade de interações eletromagnéticas entre partículas) e a constante cosmológica (associada com a aceleração da expansão do universo) têm valores que se encontram no pequeno intervalo que permite a existência de vida? A teoria do multiverso estabelece que existem bilhões de universos paralelos não observáveis lá fora, nos quais todos os possíveis valores para essas constantes podem ocorrer. Portanto, em algum lugar existe um universo condizente com vida, como o nosso, apesar disso ser altamente improvável.
Alguns físicos consideram que a teoria do multiverso não encontra qualquer ideia alternativa para explicar muitas outras coincidências bizarras. O baixo valor da constante cosmológica — conhecido como 10 elevado a 120 vezes menor do que o valor previsto pela teoria quântica de campos — é difícil de explicar, por exemplo.
Este ano, defendendo as hipóteses do multiverso e da interpretação de muitos mundos, Carroll dispensou o critério de falseabilidade de Popper, alegando que se trata de um "instrumento contundente" (veja aqui). Ele apresentou duas outras exigências: uma teoria científica deveria ser "definitiva" e "empírica". Por definitiva, Carroll entende que a teoria diz "algo claro e sem ambiguidade sobre como a realidade funciona". Por empírica ele compreende algo que está de acordo com a definição usual de que uma teoria deve ser julgada como bem sucedida ou fracassada a partir de sua habilidade para explicar dados.
Ele argumenta que domínios inacessíveis podem ter um "efeito dramático" em nosso quintal cósmico, explicando por que a constante cosmológica é tão pequena na parte que observamos. Mas na teoria do multiverso, essa explicação poderia ser dada independentemente do que astrônomos observam. Todas as possíveis combinações de parâmetros cosmológicos existiriam em algum lugar, e a teoria tem muitas variáveis que podem ser alteradas. Outras teorias, como a gravidade unimodular, uma versão modificada da teoria da relatividade geral de Einstein, também podem explicar por que a constante cosmológica não é enorme.
Algumas pessoas desenvolveram variantes da teoria do multiverso que são suscetíveis a testes. A versão do físico Leonard Susskind pode ser falseada se algum dia for descoberta uma curvatura espacial negativa no universo. Mas tal descoberta não provaria coisa alguma a respeito das outras versões. Fundamentalmente, a hipótese do multiverso se sustenta na teoria das cordas, que ainda não é verificada, e nos mecanismos especulativos para compreender diferentes físicas em universos paralelos. Isso, em nossa opinião, não é robusto e, muito menos, testável.
A interpretação dos muitos mundos para a realidade quântica, proposta pelo físico Hugh Everett, é o multiverso quântico final, onde probabilidades quânticas afetam a realidade macroscópica. De acordo com Everett, cada um dos famosos gatos de Schrödinger, o vivo e o morto, envenenado ou não em sua caixa fechada por ação de decaimentos radioativos aleatórios, é real em seu próprio universo. Cada vez que você faz uma escolha, mesmo que seja tão mundana quanto seguir para a direita ou para a esquerda, um universo alternativo pipoca a partir do vácuo quântico para acomodar a outra ação.
Bilhões de universos — e de galáxias e de cópias de cada um de nós — se acumulam sem a possibilidade de comunicação entre eles ou de teste sobre suas existências. Mas se uma duplicata de alguém existe em cada multiverso e se há infinitos universos, qual é o verdadeiro "eu" que experimento neste momento? Alguma versão deste "eu" é preferida sobre alguma outra? Como "eu" poderia saber qual é a "verdadeira" natureza da realidade se um "eu" favorece o multiverso e o outro não?
Em nosso ponto de vista, cosmólogos deveriam acatar a advertência do matemático David Hilbert: apesar de infinidades serem necessárias para completar a matemática, elas não ocorrem em lugar algum do universo físico.
Fonte - Universo Racionalista

domingo, 15 de fevereiro de 2015

NEOPAGANISMO EVANGÉLICO


Teologia pentecostal se afasta da tradição judaico-cristã ao atribuir
ao mal uma potência independente de Deus e dos homens

JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI

Colunista da Folha

Estava passeando pela TV quando dei com um culto da Igreja Mundial do
Poder de Deus. Teria rapidamente mudado de canal se não tivesse
acabado de ler o interessante livro de Ronaldo de Almeida, "A Igreja
Universal e seus Demônios – Um Estudo Etnográfico" [ed. Terceiro Nome,
152 págs., R$ 28], que me abriu os olhos para o lado especificamente
religioso dos movimentos pentecostais. Até então, via neles sobretudo
superstição, ignorando o sentido transcendente dessas práticas
religiosas.

No culto da TV, o pastor simplesmente anunciou que, dado o aumento das
despesas da igreja, no próximo mês, o dízimo subia de 10% para 20%. Em
seguida, começou a interpelar os crentes para ver quem iria doar R$
1.000, R$ 500 e assim foi descendo até chegar a R$ 1.

Notável é que o dízimo não era pensado como doação, mas simplesmente
como devolução: já que Deus neste mês dera-lhe tanto, cabia ao fiel
devolver uma parte para que a igreja continuasse no seu trabalho
mediador. Em suma, doar era uma questão de justiça entre o fiel e
Deus.

Em vez de o salário ser considerado como retribuição ao trabalho, o é
tão só como dádiva divina, troca fora do mercado, como se operasse
numa sociedade sem classes. Isso marca uma diferença com os antigos
movimentos protestantes, em particular o calvinismo, para os quais o
trabalho é dever e a riqueza, manifestação benfazeja do bom
cumprimento da norma moral.

Se o salário é dádiva, precisa ser recompensado. Não segundo a máxima
franciscana "é dando que se recebe", pois não se processa como ato de
amor pelo outro. No fundo vale o princípio: "Recebes porque doastes".
E como esse investimento nem sempre dá bons resultados, parece-me
natural que o crente mude de igreja, como nós procuramos um banco mais
rentável para nossos investimentos.

O crente doa apostando na fidelidade de Deus. Os dísticos gravados nos
carros, "Deus é fiel", não o confirmam? Mas Dele espera-se
reciprocidade, graças à mediação da igreja, cada vez mais eficaz
conforme se torna mais rica. Deus é pensado à imagem e semelhança da
igreja, cujo capital lança uma ponte entre Ele e o fiador.

ANTICALVINISMO
Além de negar a tradicional concepção calvinista e protestante do
trabalho, esse novo crente não mantém com a igreja e seus pares uma
relação amorosa, não faz do amor o peso de sua existência.

Sua adesão não implica conversão, total transformação do sentido de
seu ser; apenas assina um contrato integral que lhe traz paz de
espírito e confiança no futuro. Em vez da conversão, mera negociação.
Essa religião não parece se coadunar, então, com as necessidades de
uma massa trabalhadora, cujos empregos são aleatórios e precários?

Outro momento importante do livro é a crítica da Igreja Universal ao
candomblé, tomado como fonte do mal. Essa crítica não possui apenas
dimensões política e econômica, assume função religiosa, pois dá
sentido ao pecado praticado pelo crente. O pecado nasce porque o fiel
se afasta de Deus e, aproximando-se de uma divindade afro-brasileira,
foge do circuito da dádiva. Configura fraqueza pessoal, infidelidade a
Deus e à igreja.

Nada mais tem a ver com a ideia judaico-cristã do pecado original. Não
se resolve naquela mácula, naquela ofensa, que somente poderia ser
lavada pela graça de Deus e pela morte de Jesus, mas sempre requerendo
a anuência do pecador.

Se resulta de uma fraqueza, desaparece quando o crente se fortalece,
graças ao trabalho de purificação exercido pelo sacerdote. O fiel
fraquejou na sua fidelidade, cedeu ao Diabo cheio de artimanhas e
precisa de um mediador que, em nome de Deus, combata o Demônio. O
exorcismo é descarrego, batalha entre duas potências que termina com a
vitória do bem e a purificação do fiel.

PAGANISMO
Compreende-se, então, a função social do combate ao candomblé: traduz
um antigo ritual cristão numa linguagem pagã. Os pastores dão pouca
importância ao conhecimento das Escrituras, servem-se delas como
relicário de exemplos. Importa-lhes mostrar que o Diabo, embora tenha
sido criado por Deus, depois de sua queda se levanta como potência
contra Deus e, para cumprir essa missão, trata de fazer o mal aos
seres humanos.

O mal nasce do mal, ao contrário do ensinamento judeu-cristão que o
localiza nas fissuras do livre-arbítrio. Adão e Eva são expulsos do
Paraíso porque comeram o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do
Mal e assim se tornam pecadores, porque agora são capazes de
discriminar os termos dessa bipolaridade moral.

Essa teologia pentecostal se aproxima, então, do maniqueísmo. Como
sabemos, o sacerdote persa Mani (também conhecido por Maniqueu), ativo
no século 3º, pregava a existência de duas divindades igualmente
poderosas, a benigna e a maligna. Isso porque o mal somente poderia
ter origem no mal. A nova teologia pentecostal empresta o mesmo valor
aos dois princípios e, assim, ressuscita a heresia maniqueísta,
misturando o cristianismo com a teologia pagã.

________________________________

JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI é professor emérito da USP e pesquisador do
Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. Escreve na seção
"Autores", do Mais!.
FOLHA DE SÃO PAULO

Domingo, 02/08/2009

Fonte: Site de Caio Fábio