sexta-feira, 29 de maio de 2015

Brasília Terra de Todos Nós.mpg

O desaforo da graça radical


Por Hermes C. Fernandes


A gente costuma dizer que crê na graça, mas desde que seja uma graça moderada, que não cometa a indiscrição de insultar nosso senso de justiça própria. Porém, a graça oferecida em Cristo é desaforada e escandalosamente radical e subverte nossa lógica fundamentada na performance e no mérito. Como entender que o Deus santo e justo poderia se relacionar com gente de nossa laia sem impor qualquer condição? E como admitir Sua disposição em aceitar em Sua companhia gente ainda pior do que nós? Quanta petulância achar que a graça só pode alcançar pessoas do nosso nível para cima, como se representássemos uma espécie de padrão mínimo. Qualquer que consideremos abaixo desta linha é simplesmente inalcançável.

Ultrajados em nossa presunção religiosa, estabelecemos condições sine qua non que devem ser preenchidas para que pecadores iguais ou piores do que nós sejam aceitos por Deus. Em nossa mentalidade medíocre Deus faria certa concessão aos pecadores "desde que..."

Ora, se houver qualquer condição preliminar, logo, a graça é invalidada. Todas as razões para que Deus nos acolha devem estar exclusivamente n'Ele, não em nós. Portanto, o conceito de graça e o conceito de condições preliminares são mutuamente excludentes.

A lógica paulina é implacável:
"Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra." Romanos 11:6 
O problema é que quando pensamos em obras, somos remetidos às exigências da Lei. Porém, o conceito encerrado no termo "obras" é muito mais abrangente.

Sutilmente, afirmamos a graça ao mesmo tempo em que dizemos que Deus salva o pecador desde que este creia, se arrependa e obedeça aos mandamentos. Tudo isso soa tão piedoso que não percebemos sua contradição lógica.

O que é o arrependimento, senão uma obra? O mesmo pode-se dizer tanto do crer, quanto do obedecer. Se estas são condições que devem ser cumpridas para que sejamos salvos, logo, a graça se torna inútil e teremos do que nos gloriar diante de Deus. Ao chegarmos à glória derradeira poderemos bater no peito e dizer: "Aqui cheguei graças a algo que fiz. Fui salvo porque cri, me arrependi e obedeci."

Então, tais coisas não são importantes? Sim, são importantes, porém, não são condições preliminares para que se alcance a salvação.

Paulo põe uma pá de cau sobre qualquer pretensão humana de fazer da salvação uma conquista meritória:
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas." Efésios 2:8-10
Alguns dirão que a graça é a parte que compete a Deus, porém, a fé é a parte que nos cabe. Porém, Paulo afirma que mesmo a fé mediante a qual temos acesso à graça nada mais é do que manifestação desta própria graça. "Isto não vem de vós", brada o apóstolo. A fé nada mais é do que um dom que recebemos ao ouvirmos a Palavra. Em Filipenses 1:29-30, o mesmo apóstolo diz que o crer em Cristo é uma concessão celestial.
"Pois vos foi concedido, por amor de Cristo, não somente o crer nele, mas também o padecer por ele." 
Repare nisso: até mesmo o padecer por amor a Ele não nos serve como razão para nos gloriarmos, pois também é uma concessão da graça. Portanto, deveríamos crer piamente em nossa incapacidade de crer sem uma intervenção da graça.

 Então, não é necessário que nos arrependamos ou que renunciemos às paixões pecaminosas?

Sim. Mas não são condições, e sim, consequências da ação da graça em nós. Lembre-se que, apesar de não sermos salvos pelas obras, somos salvos para as boas obras, "as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas". 

Não se tratam de exigências para que sejamos salvos. Quem pensa assim não leva em conta o estado espiritual lastimável no qual nos encontrávamos. Paulo diz que estávamos mortos em nossos delitos e pecados.
"Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo {pela graça sois salvos}." Efésios 2:4-5
Como exigir que um morto creia, se arrependa, renuncie a si mesmo e obedeça? Quando Cristo faz tais exigências, estava revelando a inabilidade humana em cumpri-las à parte da graça. Ele exige de nós o que não podemos pagar para depois revelar Sua misericórdia ao quitar nossa dívida. Isso fica claro na parábola do credor incompassivo.

Precisamos nos arrepender de atribuir ao nosso arrependimento um poder salvífico que ele não tem. É a graça divina que nos conduz ao arrependimento, e não vice-versa:
"Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te conduz ao arrependimento?" Romanos 2:4 
Devemos renunciar nossa pretensão em achar que somos salvos pelas renúncias que fizermos. Qualquer renúncia verdadeira é patrocinada pela graça:
"Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente." Tito 2:11-12
À luz disso tudo, podemos afirmar sem medo de errar que o "negar a si mesmo" exigido por Jesus a Seus discípulos nada mais é do que admitir nossa incompetência em atender quaisquer condições. Só nos resta apelar à graça, e aceitar que esta é a única maneira para que a glória se mantenha intacta e seja inteiramente atribuída a Deus. Simplesmente, não há do que nos gloriar diante de Deus.

Disputamos com Paulo o título de "Principal dos pecadores". Se a graça foi capaz de nos alcançar a despeito de nossa miserável condição, que outro pecador ela também não alcançaria? Considerar-se o "principal" não é condição para sermos salvos, mas, definitivamente, é condição para que olhemos os demais com compaixão.

Como sugerido pela parábola do credor incompassivo, uma vez perdoados, devemos estender este perdão aos demais sem impor-lhes qualquer condição.  Não imponhamos aos outros condições que não nos foram impostas. Creiamos que Aquele que em nós começou a boa obra, igualmente a começou nos demais, e a completará no prazo determinado pelo Pai (Fp.1:6).

Não há verdade mais inconveniente do que a graça. Ainda que libertadora, ela dá uma rasteira em nossa presunção, emperra todo mecanismo de controle, faz secar as fontes que alimentam nossas neuroses, decreta a falência da indústria religiosa que se alimenta da culpa, e, por fim, constitui-nos seres subversivamente livres e perigosamente autênticos.

Antes de nos proporcionar qualquer segurança, a graça nos tira o chão, nos arrebata, nos gera um desconforto, uma vertigem e até uma certa desconfiança. "É muito bom pra ser verdade", ponderamos. Mas depois que a ficha cai, nunca mais aceitamos nada menos que aquela sensação incomparável de frescor e liberdade. Somente aí, genuinamente livres, poderemos ser canais do amor de Deus, sem exigir das pessoas absolutamente nada, posto que nada nos foi exigido.

Não custa relembrar: Precisamos nos arrepender de fazer do arrependimento a razão de nossa salvação. Renunciar nossa pretensão de fazer da renúncia o preço a ser pago para sermos salvos. E, finalmente, reconhecer que não há qualquer mérito em se reconhecer nossa total ausência de mérito. Somos salvos exclusivamente pela graça, sem tirar, nem por. E, uma vez salvos, nosso prazer será ir muito além de qualquer dever, motivados por amor e gratidão, e não mais pela culpa por não atingirmos um ideal de santidade.

Fonte: Blog de Hermes C. Fernandes

sexta-feira, 22 de maio de 2015

MARTA SERRAT E AS HISTORIAS DE CABO ANSELMO(primeira parte)

GRAÇA SEM TETO


Estou muito feliz com a resposta que meus últimos textos têm provocado em milhares de pessoas.


Todos eles são textos muito simples e tratam acerca da extensão da Graça em nós: para dentro e para fora do ser — no íntimo, como vida no “secreto”; e publicamente como expressão da existência em missão no mundo.

De fato não digo nada novo.

Todos os meus 120 livros anteriores tratam das mesmas coisas; sempre ampliando o conceito de Graça, conforme o exemplo do livro “Uma Graça Que Poucos Desejam” (sobre dinheiro e contribuição – 1986); ou ainda de acordo com a série “Divã de Deus”- I-II-III; ou conforme toda a série de livros extraídos das minhas palestras nos Congressos da Vinde, durante mais de 20 anos.

Entretanto, depois de toda a catástrofe acontecida entre os evangélicos nos últimos 12 anos, com a prevalência da Teologia da Prosperidade contra e sobre oEvangelho de Jesus, a simples idéia de Graça, de favor imerecido, foi banida pelo paganismo dos sacrifícios feitos à base de muita Barganha com Deus(conforme meu livro “Sem Barganha com Deus” denuncia).

Ora, tal realidade histórica gerou um espírito-comum-pervertido pelo anti-evangelho da Teologia da Prosperidade; o qual também corroeu toda noção de Graça, a qual foi exilada do entendimento da maioria.

Assim, ao re-começar toda a jornada, decidi começar do começo, como se eu mesmo estivesse pregando no tempo da Reforma Protestante.

Agora, todavia, com tantos já entendo e crendo, chegou a hora de avançar na Graça e no Conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, conforme nos convocou Pedro.

O que é fundamental é saber que a Graça é melhor que a vida exatamente porque ela é maior que a vida.

Ou seja: o que se tem na Graça de Deus é toda suficiência para todas as dimensões da existência.

A Graça começa como verdade de Deus para nós, mas seu caminho é levar-nos a tratar da verdade-nossa-em-Deus.

Assim, a verdade de Deus é a declaração de Seu amor para conosco em Cristo — está tudo feito e consumado. Entretanto, a nossa verdade para Deus é feita da decisão que se toma de deixar que a Graça nos trate em verdade em todas as áreas de nosso ser.

Durante anos tenho dito em alguns de meus livros (e mesmo aqui no site em alguns textos) que a Graça não apenas tira o homem do inferno, mas que seu objetivo é tirar o inferno do homem.

Desse modo, não existe Graça sem crescimento; pois a Graça só sobrevive como bem de Deus em nós se não pararmos seu processo em nossos corações jamais.

Celebrar a Graça que inclui e que perdoa tem que nos remeter diretamente a vida grata que obedece por amor e com muita alegria.

Somente um coração grato pela Graça recebida é que se põe voluntariamente no caminho da entrega sem medo.

Se for Graça o que se recebeu e se recebe de Deus, então, para o discípulo, tudo mais é gratidão ativa e criativa na vida.

Quem provou a Graça como amor de Deus, esse já não teme; antes disso, alegra-se na aventura do crescer.

Graça parada é como vida morta. Simplesmente não existe tal coisa.

Graça passiva” é como vida vegetativa. Simplesmente não realiza nada em ninguém.

Graça barata” é contradição de termos; pois, se é Graça não tem preço a ser oferecido como resposta.

Graça atributo divino” é loucura; pois, Deus é amor — portanto, Deus é Graça; e tudo o mais que de Deus se possa falar ou discernir acontece como Graça — justiça, verdade, juízo, perdão, santificação e qualquer outro atributo de Deus, nada mais são do que Graça; assim como também tudo de bom que se pode provar como fruto do Espírito decorre exclusivamente do amor.     

Encarnação de Jesus é o Beijo da Graça e da Verdade entre os homens, no meio da história de nossas percepções.

Ora, estou escrevendo estas coisas apenas porque minha ênfase nos próximos tempos será no caminhar na direção dessas aventuras na Graça, as quais nos colocam no chão criativo e solidário do amor de Deus entre os homens.


Você vem?


Nele, em Quem a vida não tem teto, como teto não tem a Nova Jerusalém,


Caio

Fonte: Site de Caio Fábio

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A Árvore da Vida e a Cura das Nações


Por Hermes C. Fernandes


De acordo com as Escrituras, a história da saga humana começa num jardim e termina numa praça. O que os difere é que o jardim era cercado de árvores, enquanto a praça é cercada de edifícios. No centro de ambos, a Árvore da Vida. Ora, a menos que a tal árvore tenha mudado de lugar, somos levados a crer que se trata do mesmo ambiente. O jardim do Éden foi promovido a praça da Nova Jerusalém. E ao redor da Árvore da Vida erigiu-se uma civilização. Uma sociedade formada de seres humanos regenerados. Gente que abriu mão de viver para si, para construir suas vidas ao redor do trono da graça.

O perímetro onde a Árvore da Vida está plantada representa a esfera relacional de plena comunhão entre o Criador e a criatura. O Éden, jardim das delícias, nada mais é do que isso. O pecado nos exilou da presença imediata de Deus. Alienamo-nos d'Ele desde o dia em que, ao comermos de um fruto que nos era vetado, tornamo-nos num ramo de outra árvore, a do conhecimento do bem e do mal. Nossa rebeldia não poderia ter custado mais caro. Fomos expulsos do paraíso de mala e cuia. Nossa nudez foi exposta. Queríamos ser como Deus e descobrimo-nos como animais. Se o fruto do qual comemos fosse apenas do conhecimento do bem, tudo seria mil maravilhas. Mas ele também nos introduziu ao outro lado. O mal se nos tornou familiar. Eis a razão pela qual o mundo está doente.

Sorte nossa Deus não ter desistido de Sua obra.

Desde então, a criação inteira ficou na expectativa de que esta sina seria revertida. Um dia a Árvore da Vida nos seria franqueada novamente. Porém, para isso, alguém teria que enfrentar a espada dos querubins guardiões do jardim. Aquela era a espada da lei. Quem se atrevesse a enfrentá-la, certamente morreria. Por isso, sobre a tampa da Arca da Aliança onde as tábuas da lei foram depositadas, havia dois querubins. O Santo dos Santos onde a Arca fora colocada representa o centro do jardim, lugar da presença imediata de Deus. Cristo enfrentou a espada da lei que bloqueava nosso acesso à Árvore da Vida. Apesar de inocente, tal espada não O poupou. Seu sangue pavimentou nosso caminho de volta ao paraíso, lugar que representa nossa comunhão com o Pai. Seu corpo foi depositado num túmulo emprestado e escoltado por dois anjos, os mesmos que guardavam a Árvore da Vida. Coube a eles anunciar às mulheres lá estiveram que Jesus já não estava ali. A última aparição destes guardiões se deu quando o mesmo Jesus foi assunto ao céu.

Sua morte vicária na cruz reinaugurou o paraíso. O ladrão que morria ao Seu lado foi o convidado de honra para cortar a fita. Os guardiões da Árvore da Vida foram promovidos a arautos do reino. "Ele não está mais aqui!", anunciaram à porta do sepulcro que ficava exatamente no centro de um jardim.

Todo aquele que n'Ele crê, alimenta-se do Seu fruto e recebe a vida eterna. Foi Ele mesmo quem nos afiançou: "Quem de mim se alimenta, também viverá por mim" (Jo.6:57).

Cristo é a Árvore da Vida. Como Deus e Homem, Ele é aquele que enfrenta a espada da lei para garantir-nos acesso a Si mesmo. E ao d'Ele nos alimentarmos, tornamo-nos ramos da Videira Verdadeira. Etimologicamente, "videira" significa justamente "árvore de vida".

Somos, portanto, ramos da Árvore da Vida que é Cristo, plantados à margem do Rio da Vida, que é o Espírito Santo, e temos um duplo objetivo: produzir frutos para Deus, e remédio para as nações através de nossas folhas (Ap.22:1-2; Ez.47:12). Sempre que me deparava com essas passagens em, me perguntava em que sentido nossas folhas curariam as nações.

Para que servem as folhas de uma árvore, afinal? Para produzir o oxigênio. Isso se dá através de um processo conhecido como fotossíntese.

Para que esse processo ocorra, é necessário a atuação de três agentes: o sol, com a sua luz (foton); o gás carbônico produzido por todos os que respiram, e que é considerado nocivo para nós mesmos; e as folhas, com seu poder de processar esse gás carbônico, devolvendo-o à atmosfera em forma de oxigênio.

Interessante essa analogia... Recebemos de Deus o bem, mas por causa de nossa natureza caída, o bem passa por nós, e transforma em algo nocivo aos nossos semelhantes e a nós mesmos. Recebemos da natureza o oxigênio, que depois de passar por nós, se transforma em gás carbônico. Nossa natureza caída transforma remédio em veneno, vida em morte, amor em ódio, justiça em vingança.

Não precisamos nos esforçar para isso. Está em nossa natureza. Por isso, Paulo dizia: "Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum. Com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem" (Rm.7:18).

Deus, em Sua infinita sabedoria, plantou no meio do Seu Jardim (humanidade) a Árvore da Vida. Aos nos convertermos a Ele, tornamo-nos ramos dessa árvore. E nossa suprema missão é reverter esse quadro danoso, esse círculo vicioso de ódio, rancor e vingança.

Mas não podemos fazê-lo sozinho. Não é na força de nosso braço. Como diz a Escritura, não é por força, nem por violência, pelo Espírito. Lá fora está o Mundo sem Deus, a humanidade caída, produzindo males para si mesma. Nosso papel, como Igreja de Cristo, é romper com o ciclo da maldade, e transformar o mal que recebemos em bem.

Como se dará essa "química"? Como processá-la? Que misteriosa alquimia é esta, capaz de transformar "ferro velho" em ouro?

Sozinhos? Impossível! E é aí que entra o único que pode produzir a síntese perfeita: Deus.

Tal qual o Sol na fotossíntese, é o Pai Celestial que origina todo o processo. Como vimos, a Árvore da Vida é Cristo, do qual somos ramos. As folhas representam a manifestação da natureza divina em nós, capaz de transformar o mal recebido em bem.

A Igreja de Cristo é como um poderoso reator, capaz de processar todo mal que recebe, e devolvê-lo ao mundo em forma de perdão e amor.
"Abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis (...) A ninguém torneis mal por mal (...) Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." Romanos 12:14,17a,21
"Não pagueis mal por mal, nem injúria por injúria. Pelo contrário, bendizei, porque para isso fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança (...) Tende uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom procedimento em Cristo. Melhor é que padeçais fazendo o bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo o mal." 1 Pedro 3:9,16-17
E é assim que o bom perfume de Cristo é extraído de nós, e exalado no mundo. Em vez de questionarmos a razão de sofrermos, devemos receber a injustiça, e devolvê-la ao mundo em forma de amor. E será assim que o mundo passará por aquilo que chamo de amorização. A Terra se encherá do conhecimento de Deus, e a fragrância de Seu amor reunirá todos os povos ao redor do Trono da Graça.

Fonte: Hermes C. Fernandes