terça-feira, 2 de setembro de 2014

EINSTEIN E A ÁRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL


“Toda essa nossa tecnologia e desenvolvimento são apenas como um machado nas mãos de um demente”. — Einstein

Esta foi a afirmação de Einstein quando viu a Alemanha fanatizada pela guerra no inicio do século XX [1ª Guerra].
E o que ele viu para falar tal coisa?
Viu não apenas a Alemanha tomada pelo espírito do fanatismo racial e imperial antes de haver a manifestação mais grotesca de tal realidade, a qual veio a ganhar contornos definitivos algumas poucas décadas depois, quando veio a 2ª Guerra.
Entretanto, o que chocava Einstein era o fato que não apenas o povo caíra no fanatismo, mas também seus próprios amigos/cientistas, especialmente seu melhor amigo, que mergulhara na mesma vala.
Foi quando Einstein viu que tudo quanto começava a explodir em termos de conhecimento técnico/cientifico ia sendo imediatamente transformado em arma química, em aparatos de destruição em massa, mesmo antes da Bomba Atômica.
Ora, o que se tinha naquele tempo era ainda brincadeira se comparado ao que se tem hoje.
Einstein, todavia, viu isso antes de acontecer, por isto, indagado acerca de como seria a 3ª Guerra Mundial, ele disse: “A Terceira não sei como será. Mas a 4ª será guerreada com pedras e pedaços de pau”.
Ele anteviu o fato de que aquele conhecimento desacompanhado de consciência promoveria a Tragédia Final da Humanidade como a conhecemos.
A mesma mente que na solidão de um escritório, sem nada além de papel e lápis, pôde ver os fenômenos mais intrincados do Cosmo, apenas mediante as lógicas dos números e da intuição como experiência cientifica a ser demonstrada — também via que aquele conhecimento não tinha no homem um fundamento de paz e vida.
Ou seja:
Einstein percebeu que aquele poder de criar era o mesmo poder que descriava em escala catastrófica.
Assim, com outras palavras, Einstein afirmava a terrível realidade da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
Isto, entretanto, parece estar fechado à percepção de muita gente; ou, se não está, o descaso, todavia, é total para com as implicações de que o mesmo poder que descobre coisas e fenômenos é também o poder que usa o que se descobre para oprimir e aniquilar.
É trágico, mas é fato:
Para cada saber humano revolucionário sempre nos aguardam aplicativos do mesmo fenômeno na direção do que seja mal.
Assim, não em razão do saber, mas em razão de quem fica sabendo [o homem], pode-se dizer que para cada maravilha haverá a sua tragédia aplicativa.
Desse modo se pode afirmar que nada é mais real acerca do homem do que sua ligação espiritual com a Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
Portanto, pergunto:
Alguém ainda duvida de que Adão comeu do fruto?
Ora, a conclusão não precisa ser baseada na Bíblia, basta que apenas se leia os sinais do homem no mundo.
Em tese este foi o fenômeno mais dramático que Einstein discerniu.
Caio
14 de março de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"Este é o meu candidato amado, em quem me comprazo!"


Hermes C. Fernandes


Que lástima! Às vésperas das eleições, a igreja brasileira se vê completamente dividida. Amizades antigas foram rompidas. Alianças vergonhosas foram engendradas. E quem quer que ainda tenha algum brio, sente-se profundamente frustrado com tudo isso.

Afinal, de quem Deus Se tornou “cabo eleitoral”? Será que Ele Se disporia a bradar do céu: "Este é meu candidato amado, em quem me comprazo... votem nele!"?

O fato é que há muita coisa em jogo! Poder, prestígio, promessas de concessão de rádio e TV, cargos, e… grana, muita grana.  Em nome disso tudo, pastores vendem a alma ao diabo. Vale tudo para angariar os votos dos fiéis. Até usar o santo nome do Senhor em vão.

É claro que como cidadão, tenho simpatia por algumas candidaturas. Mas reivindico o direito de ficar calado. Como líder de uma igreja, tenho a obrigação de manter-me discreto durante o processo eleitoral. Meu papel é estimular o povo à reflexão e ao voto consciente, mas sem jamais tentar manipulá-lo para que vote no que considero a melhor candidatura. Não adianta pressionar. Não manifestarei meu voto, senão, na urna. 

O fato de não apoiar uma candidatura não me dá o direito de sair por aí difamando-a, como tenho visto por parte de muitos líderes. Mentiras têm sido espalhadas a partir de púlpitos. Canonizaram Maquiavel! A liderança evangélica brasileira se promiscuiu.

Trocaram a bênção de Deus por um prato de lentilhas podres. Sinto náuseas só em pensar…

Lembro-me das eleições em que a Igreja Universal apoiou Fernando Collor de Mello em troca de concessões de TV. Os pastores levavam cartazes do Lula para seus púlpitos e pediam que o povo estendesse as mãos e orasse aos gritos de “queima, Jesus!” Nos programas de rádio, os pastores perguntavam se as pessoas criam que o bispo Macedo era dirigido pelo Espírito Santo. Quando respondiam que sim, eles retrucavam: Então, se ele diz que devemos votar no Collor, só pode ser por direção do Espírito Santo, certo? Você desobedeceria ao Espírito de Deus? Os anos se passaram, e o tal “espírito santo” parece ter mudado de ideia, e hoje, o que antes era considerado o “diabo barbudo”, tornou-se no melhor presidente que o Brasil já teve (pelo menos, segundo a avalição deles!). Dá pra entender uma coisa dessas?

Pra quê demonizar uma ou outra candidatura? Pra quê incutir na mente fraca de muitos crentes que votar em fulano ou sicrano é o mesmo que trair o Evangelho? Todos eles têm telhado de vidro. 

No fundo, no fundo, a questão do aborto e a do casamento homossexual são apenas bois de piranha, usadas para distrair a atenção das massas enquanto outras iniquidades passam despercebidamente. Não estou diminuindo o valor de tais pautas, mas apenas chamando a atenção dos eleitores para outras questões tão importantes quanto. Como diria Jesus, há coisas que devem ser observadas sem que se despreze tantas outras mais importantes. Ademais, tais pautas nada têm a ver com eleições municipais. 

Como pastor, quero que o rebanho que o Senhor me confiou sinta-se livre para votar em quem quiser.  Dia 5 de Outubro, enquanto milhões de cristãos irão às urnas para votar de acordo com o interesse de seus líderes, nossos irmãos exercerão sua cidadania sem interferência de ninguém. 

Vote em quem você quiser. Não deixe que pensem por você. Sua salvação não corre risco por causa disso. Nem há uma maldição destinada para quem votar neste ou naquele candidato. Enquanto caminha em direção à zona eleitoral para votar, louve a Deus pelo privilégio de viver num país livre e democrático.

Viva a Democracia!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O MEDO É CERTEZA DO MAL


O MEDO É CERTEZA DO MAL

O medo é o mal feito absoluto na alma.
O medo decorre do sentimento de fraqueza objetiva e subjetiva.
Nem sempre o medo é objetivo.
Na realidade, na maior parte das vezes, o que o medo imagina é quase sempre pior do que a coisa que se teme.
O medo é a certeza da desproteção!
Por isto aquele que teme não foi ainda aperfeiçoado no amor de Deus, posto que se alguém crê no amor absoluto e fiel de Deus, esse não tema mais nada; visto que mais absoluto do que o medo como certeza de desproteção precisa ser a certeza do cuidado do amor que cuida de medo absoluto.
Ora, o medo produz tomento...
Logo, todo aquele que vive tomado de medos, assim existe porque não se pôs em descanso na confiança absoluta no cuidado divino, ainda quando a mente queira entrar em pânico!

Caio

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O LAVADOR DE ALMAS



Acabo de ver o filme que em português ganhou o nome de “O Lavador de almas”, e que trata da história real de Albert Pierrepoint, que viveu entre 1905 e 1992, e foi o mais famoso membro da família de Yorkshire, a qual forneceu três gerações de Chefes de Execuções da Inglaterra.


No total Pierrepoint executou por enforcamento, em nome da Inglaterra, de modo oficial, mais de seiscentas pessoas, entre 1932 e 1955.

Além de excelentes performances artísticas dos atores e atrizes, o filme é tragicamente belo por revelar o processo psicológico de tentativa de isenção de um “carrasco” que acreditava que seu “trabalho” poderia ser “deixado fora dele”. Ou seja: fora de sua própria mente e coração.

Além disso, o filme mostra como o “Estado” tem um papel de corrente de transferências de responsabilidade diabólica. Assim, quem julga e decide a pena, dorme “em paz”; e quem a “executa”, também “dorme em paz”.

É a mesma psicologia dos que são contra a morte de uma galinha, mas adoram comer uma “coxinha”.

Também é evidenciada no filme a força perversa da mídia, a qual, quando interessa, promove o indivíduo, e, quando ele não interessa à venda de notícias, o mata sem deixá-lo morrer aos olhos do público.

Pode-se ver também como as mudanças sociais (as quais fazem o que é louvado hoje ser abominado amanhã) sempre focam seu alvo de ódio (uma vez havendo a mudança de paradigma “moral”) na parte final do processo. Ou seja: naquele que torce o pescoço da galinha.

O que é forte ante a percepção é o processo de suposta isenção que uma corrente de “diluição de responsabilidades” pretende produzir na mente dos implicados. Afinal, “it only my job” — diz cada ser humano membro da cadeia de eventos.

O problema é que a alma não acredita nisso, e, mais cedo ou mais tarde, cobra seu próprio pagamento pela execução dos trabalhos de auto-aniquilamento da consciência individual.

O filme é muito útil a todo aquele que julga que na engrenagem da maldade, a consciência pode ter paz pela suposta auto-justificação de que aquele ato é apenas a seqüência de um processo decisório sem pai e sem mãe éticos.

Na realidade, de um modo ou outro, todos nós fazemos parte de uma engrenagem de morte que, de tão difusa, nos apresenta um cenário psicológico que viaja do ente Absoluto que é o “Estado” (sem pai, sem mãe e sem densidade individual), até o executor físico das medidas, as quais, são por ele praticadas com a suposta isenção que diz: “Isto é apenas um negócio. Portanto, não é nada pessoal”.

O Juiz que decidiu o faz mediante a frieza da Lei, e, no fim do processo, o executor o faz crendo na responsabilidade do Estado. Assim, se crê que ninguém fez mal a ninguém (ou matou ninguém), mas apenas cumpriu seu papel numa cadeia cheia de elos sem responsabilidade individual existente em qualquer deles; pois, de fato, a responsabilidade primeira e final é da Lei e do Estado, ambas as coisas intangíveis para a percepção do indivíduo.

A alma, todavia, não está sujeita à Lei dos Homens, pois, é dotada de uma Lei mais profunda, a qual, jamais está de todo submissa à Moral das circunstâncias e dos acordos da Sociedade (outro ente imaterial, porém, carregado de responsabilidade intangível).

De fato, Deus colocou Sua Lei no coração do homem, e, em oposição sistemática a ela ninguém mantém a sanidade, mesmo que se diga amparado pela Lei Moral criada pelos caprichos ou passageiras compreensões da Maioria.

Os auto-enganos elaborados pela mente na busca de auto-justificação têm poder relativo, e, com o passar do tempo, nada mais funciona quanto a aplacar a verdade que habita o interior humano — ainda que por vezes tal prevalência da verdade do ser contra a moral humana ou contra a Lei da civilização, leve anos para acontecer.       

Ninguém quer fazer o trabalho sujo. Ninguém quer torcer o pescoço da galinha. Assim, o que decide o faz baseado na culpabilidade do acusado segundo a Lei; e quem executa a ordem o faz fundado na responsabilidade de quem mandou que ele assim fizesse, segundo a Lei.

A alma, entretanto, não consegue existir para sempre sob os sacrifícios de “bodes e touros”, e, ao final, levanta-se como carrasco daquele que violou a Lei do Coração.

Alias, o próprio Albert Pierrepoint desenvolveu seus próprios ritos de auto-justificação. Pois, cria que uma vez mortas, aquelas pessoas por ele executadas em nome do Estado, estavam inocentes, posto que pela morte haviam pagado seus próprios pecados contra o próximo. Desse modo, ele tratava os corpos com a delicadeza litúrgica com a qual um padre trata a hóstia em solenidade eucarística.

Até o dia em que Albert começa a executar os que dizem com a boca e os olhos que são inocentes.

Até o dia em que seu talento de executor é celebrado pelas autoridades inglesas, desejosas de dar ao mundo um espetáculo de firmeza-limpa, e pedem ao “carrasco” que vá à Alemanha executar oficiais do alto escalão Nazista, após a guerra. Lá ele começa a surtar sob imenso auto-controle exterior...

Até que seu único amigo mate a amante e ele tenha que passar à volta do pescoço do companheiro de diversão a maldita corda da forca. E isso enquanto o amigo agradece a ele...

Então, vêm os remorsos, as culpas, os pesadelos e as angustias. E, sobretudo, vêm as auto-punições. Sim! Chega a hora da consciência violada pelo “Direito” se tornar o carrasco de si mesma.

Um dia Albert Pierrepoint teve a coragem (ainda que a principio auto-enganada) de por um fim na história de sua família de carrascos. E, em razão de tal decisão, provavelmente tenha dado a si mesmo a chance de grande longevidade, pois viveu mais 40 anos, tendo morrido com mais de 90 anos de idade, em 1992.

As grandes lições do filme são essas aqui mencionadas, e nenhuma delas é coisa de somenos importância para a consciência humana.


Caio

Fonte: Site do Caio Fábio