quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Em seus passos em quem votaria Jesus?


Confesso que passei este período eleitoral quase que inteiramente evitando tocar no ponto nevrálgico chamado POLÍTICA...confesso que tentei, mas não consegui! Foi mais forte do que eu e preciso expressar em poucas (se possível) e neutras linhas (será possível?) um pouco do que vislumbram meus olhos e meu coração.


Ouvi alguém dizer que para política, religião e futebol não é necessário utilizar a razão e sim a paixão. Será mesmo?

Em relação à questão religião já ensaiei alguma coisa aqui no blog, quanto à questão futebolística me divirto muito, adoro implicar com qualquer um que não seja são paulino, adoro deixar alguns ardorosos torcedores irritados e nervosos (sim, às vezes eu provoco além da medida – sou ré confessa dessa prática), mas quanto à política, realmente me sinto pisando em ovos.

Creio que podemos e devemos ser pessoas informadas, a alienação política é um dos grandes causadores desse caos que hoje chamamos de GOVERNO em nosso país.

Já disse Platão:
“Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam.”
 Em meio a essa corrida insana dos últimos dias de campanha eleitoral, vendo pastores utilizando suas ovelhas como massa de manobra e curral eleitoral, vendo a demonização de um único partido (do qual não sou filiada e muito menos simpatizante nos dias de hoje), enfim, vendo tanto lixo sendo dito e defendido em nome Dele, deparei-me com a seguinte questão: o que Jesus faria como eleitor brasileiro, em quem votaria? Comecei a divagar sobre o tema, com medo de me aprofundar, com medo de também demonizar, com medo de escrever muita besteira (talvez cometa todos esses erros, afinal de contas, o post ainda não chegou ao fim...) 

Mas enfim, tentarei ir ao cerne da questão: como Jesus se comportaria numa eleição? Você pode argumentar: “Roberta, não há como saber... Cristo não vivenciou um regime democrático.”. Sim, isto é fato público e notório. O mesmo viveu em meio ao domínio do Império Romano. 

Temos, então, uma questão a ser debatida: Jesus vivia debaixo do domínio político e econômico de Roma, os primeiros cristãos também viveram tal domínio e, sejamos francos, já ouve em toda história maior iniquidade institucionalizada do que o deslumbrante e cruel Império Romano? Aquilo que dizem que acontecerá em nosso país, caso o partido “X” se perpetue no poder, seria fichinha diante daquilo vivenciado por Cristo e seus discípulos em sua contemporaneidade. 

 Me pergunto e te pergunto: O evangelho deixou de florescer? Os planos de Deus foram frustrados porque “A” ou “B” estavam governando? 

Parece uma interrogação simplista e que leva a um comportamento alienante, mas na verdade quero deixar explícito que o cerne da nossa fé não deve estar baseado em quem está governando, pois o poder está na verdade do evangelho [Rm 1:16] e não em nenhuma estrutura humana. Muitas vezes a intervenção do homem é mais maléfica do que beneficiante, que nos diga o “apoio” de Constantino instituindo o cristianismo como religião oficial do Império Romano, e introduzindo tantas deturpações na essência do caminhar cristão. 

Ouso questionar: será a intenção de alguns transformar o país num grande gueto gospel? Será essa a razão dessa caça às bruxas sem muita reflexão e seriedade? 

Não vejo Jesus incitando seus seguidores a tomarem pontos estratégicos de poder no governo de sua época, não que isso seja pecado ou proibido, podemos e devemos ocupar lugares de projeção nos mais diversos setores da sociedade, desde que sejamos VOCACIONADOS para tal projeto e não com o intuito de praticar proselitismo e defender interesses de uma parcela da população. 

Pelo pouco que compreendo da mensagem do evangelho: o Reino deve ser anunciado a TODOS, que venha o Teu Reino [Lc. 11:2], assim Jesus nos ensinou. Que venha o Reino que é Dele e que também é nosso sobre TODOS os setores de nossas vidas e sociedade. 

Mas voltando à pergunta inicial: em seus passos, em quem votaria Jesus? Sinceramente, não sei te responder. Mas posso afirmar que o Jesus com o qual caminho e a quem busco conhecer diariamente respeita a individualidade e nos deu uma palavra que é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho [Sl 119:105]. Além disso, suas palavras são de que estaria conosco todos os dias, até a consumação dos séculos [Mt 28:20] e isto inclui dias de eleições também. 

Tendo Jesus como companhia e sua palavra como guia, creio que estou habilitada a fazer escolhas sensatas. Simples assim? Sim...pelo menos acho que seja assim. 

 Desejosa por andar na verdade, 

 Roberta Lima (Via Meninas do Reino)

Fonte: Blog de Hermes C. Fernandes

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

POR-TANTO...!


POR-TANTO... é assim que ficou! Mas tudo para a Glória de Deus! Aleluia!


QUANDO eu encontrei e fui encontrado pelo Senhor na linha do tempo, em julho de 1973, vinha de um ambiente de tantas lutas, vigilâncias, cuidados, brigas, ameaças, etc.— que, para mim, tudo o que eu sentia que acontecia na “igreja” [já naquele tempo] era aceitável, diante das loucuras que eu antes experimentara.

Então, as vaidades, as ambições, as disputas, as buscas, os sonhos megalômanos, etc. — tudo passou a ser “santificado ao Senhor”, desde que fosse para o bem do Evangelho, da igreja e do povo; e mais: desde que no processo de tais coisas acontecerem se mantivesse o padrão ético/espiritual/cristão em cada procedimento.

Assim, um cantor com a ambição de cantar para o maior numero possível de pessoas, sendo “do mundo”, era visto como um ambicioso e megalômano. Mas se um cantor evangélico desejasse o mesmo, seria legitimo; pois se cria que as motivações dele eram todas para a gloria de Deus.

O mesmo se pensava acerca de tudo o mais...

Sem ser para o “ministério” todo desejo de grandeza era surto da carne, mas sendo “para a gloria de Deus” todas as fantasias estavam aprovadas e santificas, e quanto mais impossíveis ou improváveis de acontecer fossem os desejos/sonhos/visões, maior seria a “gloria de Deus” naquele que abrisse aquela porta ou realizasse aquele grandioso feito.

HOJE ninguém tem mais dúvida que toda loucura “passa” diante do povo se for feita em nome de Deus!

PORTANTO, em nome de Deus tem-se permissão para que se fique arrogante, inflado, soberbo, vaidoso, narcisista, megalômano, mal-educado, ofensivo, calunioso, ganancioso, sórdido, e objetivamente utilitário — desde que tudo seja feito com muitos aleluias; e, PORTANTO, “para a gloria de Deus”.

POR-TANTO... ASSIM... era impossível que tudo não ficasse como tudo ficou. Afinal, pior do que o mundo irreligioso, é tudo aquilo que sendo “espiritualmente mundo” se faz em nome de Deus.

A religião tende a fazer daqueles que mais a servem [...] agentes 007 com licença divina para fazer tudo o que seja abominação ao Senhor ensinada ao homem “comum” [como tudo o que acima mencionei], desde que os RESULTADOS OBJETIVOS E MATERIAIS justifiquem os crimes contra o Evangelho e seu santo espírito, o Espírito de Cristo.

E nas vidas de todos aqueles que “para a gloria de Deus” “santificaram” suas loucuras, sonhos, delírios, ambições, vaidades, soberbas, ganancias, narcisismos, arrogâncias, insaciabilidades, usos, abusos, expropriações de todos os tipos e culto ao próprio ventre — virá doença pior do que aquela da qual padecem os feiticeiros.

Quem tem olhos para ler, leia; quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

Nele,

Caio Fábio

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

PROFISSÃO: PASTOR OU IMPOSTOR?







Por Hermes C. Fernandes

Não se enganem, senhores! O que estas fábricas de pastores estão entornando no mercado religioso não são, de fato, pastores, mas apenas robocops dos púlpitos, programados para repetir a ladainha dos seus mentores; papagaios de pirata, desprovidos de personalidade, treinados para reproduzir não apenas a mensagem de seus líderes, mas também seu tom de voz, seus trejeitos e cacoetes. São peões de obra em ministérios megalomaníacos, cuja missão é animar auditório, produzir gente robotizada,  bater metas financeiras que banquem os projetos pessoais de seus gurus.  São gerentes de franquias que só oferecem fastfood religioso. Seu guia não é a Bíblia, mas livros de autoajuda que abundam no mercado literário gospel. Em vez de se atualizarem teologicamente, preferem buscar modelos que dão certo, que garantam rentabilidade e crescimento vertiginoso. O que importa, afinal, não é o que é certo, mas o que dá certo. Maquiavel é o seu patrono.

Pastores não são feitos no atacado. Não são montados com peças pré-fabricadas como numa linha de produção da Ford. Antes, são feitos artesanalmente, um a um, pelo supremo oleiro, modelados e levados ao forno das provações. Não são provenientes dos seminários, mas do discipulado. Não estão preocupados em demonstrar erudição bíblica citando de cor versículos que justifiquem suas preferências doutrinárias. Preferem demonstrar amor no trato com o seu semelhante. Em vez de citar passagens bíblicas, buscam encarná-las em seu viver diário. Não incitam o ódio entre os diversos grupos humanos, mas patrocinam o diálogo respeitoso entre eles, mesmo não concordando com suas práticas. Não almejam dominar, mas servir. Nem mandar, mas ser exemplo. Não escondem suas limitações, disfarçando-as num discurso moralista, mas assumem-nas,  deixando claro que ainda estão em fase de acabamento.  Em vez de fingir perfeição, pautam pela coerência. Em vez de perseguirem o sucesso a qualquer custo, esmeram-se para ser fiéis.

A palavra chave do ministério pastoral não é glamour, mas renúncia. O pastor genuíno não almeja ser carregado num andor, e sim, carregar sua própria cruz. Sua obsessão não são os holofotes, mas fazer com que Cristo cresça enquanto ele diminua até desaparecer.

Quando dois pastores se encontram, não perguntam quanto tem sido arrecado em seus cultos e sim quantas vidas têm sido alcançadas pelo amor de Cristo.  Não competem entre si para ver quem atinge maior popularidade. Não se cartam de suas conquistas materiais. Não contam vantagens para se sobressaírem  Em vez disso, buscam estimular uns aos outros com suas experiências obtidas com suor e lágrimas, na dependência da graça de Deus.

Mesmo em seus dias de folga ou de férias, pastores de verdade não deixam de ser pastores. Eles tiram férias do púlpito, mas não tiram férias de Deus e de Sua obra. Estão sempre disponíveis, com seus celulares ligados para atender a qualquer pessoa que lhe recorra em busca de socorro. O púlpito que usa não é pedestal ou vitrine de onde exibe seus dotes, mas “altar” onde oferece sua vida em sacrifício por amor ao rebanho que lhe foi confiado. Ocupá-lo é muito mais que um dever, um privilégio, um prazer inigualável, um voto de confiança dado por Aquele que o chamou.

Ao cuidar do rebanho, o pastor declara seu amor por Cristo, consciente de que um dia terá que prestar contas de cada uma de suas ovelhas, da maior à menor, da mais rica à mais pobre. Ele não as trata de acordo com a contribuição que dão, mas de acordo com alto preço pago por suas almas na Cruz.

O privilégio de servir a Deus no pastorado é tão grande que estou certo de que se necessário fosse, um pastor verdadeiro se disporia a pagar qualquer preço. Não por esperar retorno, visto não ser um investimento. Mas exclusivamente por amor. Não são poucos os pastores que são obrigados a trabalhar em serviços seculares por não quererem onerar a igreja. Outros, por se dedicarem em tempo integral, são mantidos pela igreja.  Ambos são igualmente honrados, pois não servem a Deus por dinheiro. Porque quem assim o fizer, servirá ao diabo por um salário maior.

Apesar de a classe estar tão desvalorizada, sinto-me honrado por ter sido escolhido para o desempenho deste serviço.  Se há muitos falsos pastores no mercado religioso atual, há também inúmeros pastores segundo o coração de Deus que sofrem na pele todo tipo de discriminação e preconceito por causa daqueles.  Esses santos homens de Deus devem ser honrados e amados tanto por seu rebanho quanto por seus colegas de ministério.

Que Deus levante cada vez mais homens comprometidos com o Seu Reino e Sua justiça, que amem a Deus e ao Seu rebanho muito mais que à sua própria vida.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Você pouparia este Jesus?


Por Hermes C. Fernandes


- Alguém aí me acusa de pecado?[1]

Esta pergunta fora feita por ninguém menos que o Filho de Deus.

Até onde sabemos, ninguém ousou se pronunciar. Mas pensando bem... alguns cristãos modernos talvez tivessem sérias acusações a fazer. 

Abaixo, segue uma lista de supostos pecados que Ele teria cometido:

Sentou-se e comeu com gente da pior espécie.[2]

Aceitou presentes de prostitutas.[3]

Foi conivente com o vício ao transformar água pura em bebida alcoólica de ótima qualidade.[4]

Foi flagrado conversando com uma mulher de moral duvidosa, e ainda por cima, samaritana.[5]

Impediu a execução justa de uma adúltera descarada, e ainda expôs seus delatores.[6]

Quebrou o santo mandamento do sábado várias vezes (pelo menos, segundo a interpretação dos sábios e piedosos judeus).[7]

Exaltou a figura de um pária em uma de suas parábolas, enquanto desmascarou a religiosidade apática de uma casta religiosa.[8]

Elogiou a fé de um oficial romano (provavelmente um idólatra) na frente de seus patrícios.[9]

Tocou e deixou-se tocar por leprosos, o que, pela Lei, tornava-o imundo.[10]

Não fez média com autoridades; pelo contrário, chamou Herodes de raposa.[11]

Xingou gente piedosa de ‘cobras e lagartos’, enquanto tratou com cavalheirismo quem não merecia nem atenção.[12]

Falou com gente morta (dois de uma vez!).[13]

Hospedou-se na casa de um corrupto.[14]

Traiu os anseios populares ao abonar o recolhimento de impostos por parte do império que ocupara suas terras.[15]

Contou historinhas com mensagens subliminares e teor subversivo.[16]

Pediu arrego no momento de maior pressão.[17] 

Questionou o abandono do Seu Deus na hora da morte.[18]

Garantiu o acesso ao paraíso a um meliante condenado à morte.[19]

Promoveu a desordem ao entrar em recinto sagrado munido de chicote. [20]

Sabotou o sistema financeiro ao expulsar cambistas e negociantes do pátio do templo. [21]

Celebrou reuniões secretas com seus seguidores pedindo sigilo absoluto. [22]

E para completar o vexame, foi exposto completamente nu, vestindo unicamente uma coroa de espinho e três cravos que penetraram sua carne.

Esse Jesus não soa ‘subversivo’ demais? Não teria sido melhor crucificá-lo mesmo? Será que os crentes de hoje o poupariam? 

Alguém com este currículo deve ser detido o quanto antes, para que sua doutrina não se espalhe pelo tecido social, resultando na subversão da ordem vigente.  



[1] João 8:46
[2] Marcos 2:16
[3] Lucas 7:37
[4] João 2:9
[5] João 4:27
[6] João 8:4
[7] João 5:16
[8] Lucas 10:33
[9] Mateus 8:10
[10] Marcos 1:41
[11] Lucas 13:32
[12] Marcos 8:38
[13] Mateus 17:3
[14] Lucas 19:5-7
[15] Mateus 22:21
[16] Mateus 13:34
[17] Mateus 26:39
[18] Mateus 27:46
[19] Lucas 23:43
[20] João 2:15
[21] Mateus 21:12
[22] Foram várias, antes e depois da ressurreição.

* Os fatos não estão em ordem cronológica.

Fonte: Blog de Hermes C. Fernandes 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

EINSTEIN E A ÁRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL


“Toda essa nossa tecnologia e desenvolvimento são apenas como um machado nas mãos de um demente”. — Einstein

Esta foi a afirmação de Einstein quando viu a Alemanha fanatizada pela guerra no inicio do século XX [1ª Guerra].
E o que ele viu para falar tal coisa?
Viu não apenas a Alemanha tomada pelo espírito do fanatismo racial e imperial antes de haver a manifestação mais grotesca de tal realidade, a qual veio a ganhar contornos definitivos algumas poucas décadas depois, quando veio a 2ª Guerra.
Entretanto, o que chocava Einstein era o fato que não apenas o povo caíra no fanatismo, mas também seus próprios amigos/cientistas, especialmente seu melhor amigo, que mergulhara na mesma vala.
Foi quando Einstein viu que tudo quanto começava a explodir em termos de conhecimento técnico/cientifico ia sendo imediatamente transformado em arma química, em aparatos de destruição em massa, mesmo antes da Bomba Atômica.
Ora, o que se tinha naquele tempo era ainda brincadeira se comparado ao que se tem hoje.
Einstein, todavia, viu isso antes de acontecer, por isto, indagado acerca de como seria a 3ª Guerra Mundial, ele disse: “A Terceira não sei como será. Mas a 4ª será guerreada com pedras e pedaços de pau”.
Ele anteviu o fato de que aquele conhecimento desacompanhado de consciência promoveria a Tragédia Final da Humanidade como a conhecemos.
A mesma mente que na solidão de um escritório, sem nada além de papel e lápis, pôde ver os fenômenos mais intrincados do Cosmo, apenas mediante as lógicas dos números e da intuição como experiência cientifica a ser demonstrada — também via que aquele conhecimento não tinha no homem um fundamento de paz e vida.
Ou seja:
Einstein percebeu que aquele poder de criar era o mesmo poder que descriava em escala catastrófica.
Assim, com outras palavras, Einstein afirmava a terrível realidade da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
Isto, entretanto, parece estar fechado à percepção de muita gente; ou, se não está, o descaso, todavia, é total para com as implicações de que o mesmo poder que descobre coisas e fenômenos é também o poder que usa o que se descobre para oprimir e aniquilar.
É trágico, mas é fato:
Para cada saber humano revolucionário sempre nos aguardam aplicativos do mesmo fenômeno na direção do que seja mal.
Assim, não em razão do saber, mas em razão de quem fica sabendo [o homem], pode-se dizer que para cada maravilha haverá a sua tragédia aplicativa.
Desse modo se pode afirmar que nada é mais real acerca do homem do que sua ligação espiritual com a Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
Portanto, pergunto:
Alguém ainda duvida de que Adão comeu do fruto?
Ora, a conclusão não precisa ser baseada na Bíblia, basta que apenas se leia os sinais do homem no mundo.
Em tese este foi o fenômeno mais dramático que Einstein discerniu.
Caio
14 de março de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"Este é o meu candidato amado, em quem me comprazo!"


Hermes C. Fernandes


Que lástima! Às vésperas das eleições, a igreja brasileira se vê completamente dividida. Amizades antigas foram rompidas. Alianças vergonhosas foram engendradas. E quem quer que ainda tenha algum brio, sente-se profundamente frustrado com tudo isso.

Afinal, de quem Deus Se tornou “cabo eleitoral”? Será que Ele Se disporia a bradar do céu: "Este é meu candidato amado, em quem me comprazo... votem nele!"?

O fato é que há muita coisa em jogo! Poder, prestígio, promessas de concessão de rádio e TV, cargos, e… grana, muita grana.  Em nome disso tudo, pastores vendem a alma ao diabo. Vale tudo para angariar os votos dos fiéis. Até usar o santo nome do Senhor em vão.

É claro que como cidadão, tenho simpatia por algumas candidaturas. Mas reivindico o direito de ficar calado. Como líder de uma igreja, tenho a obrigação de manter-me discreto durante o processo eleitoral. Meu papel é estimular o povo à reflexão e ao voto consciente, mas sem jamais tentar manipulá-lo para que vote no que considero a melhor candidatura. Não adianta pressionar. Não manifestarei meu voto, senão, na urna. 

O fato de não apoiar uma candidatura não me dá o direito de sair por aí difamando-a, como tenho visto por parte de muitos líderes. Mentiras têm sido espalhadas a partir de púlpitos. Canonizaram Maquiavel! A liderança evangélica brasileira se promiscuiu.

Trocaram a bênção de Deus por um prato de lentilhas podres. Sinto náuseas só em pensar…

Lembro-me das eleições em que a Igreja Universal apoiou Fernando Collor de Mello em troca de concessões de TV. Os pastores levavam cartazes do Lula para seus púlpitos e pediam que o povo estendesse as mãos e orasse aos gritos de “queima, Jesus!” Nos programas de rádio, os pastores perguntavam se as pessoas criam que o bispo Macedo era dirigido pelo Espírito Santo. Quando respondiam que sim, eles retrucavam: Então, se ele diz que devemos votar no Collor, só pode ser por direção do Espírito Santo, certo? Você desobedeceria ao Espírito de Deus? Os anos se passaram, e o tal “espírito santo” parece ter mudado de ideia, e hoje, o que antes era considerado o “diabo barbudo”, tornou-se no melhor presidente que o Brasil já teve (pelo menos, segundo a avalição deles!). Dá pra entender uma coisa dessas?

Pra quê demonizar uma ou outra candidatura? Pra quê incutir na mente fraca de muitos crentes que votar em fulano ou sicrano é o mesmo que trair o Evangelho? Todos eles têm telhado de vidro. 

No fundo, no fundo, a questão do aborto e a do casamento homossexual são apenas bois de piranha, usadas para distrair a atenção das massas enquanto outras iniquidades passam despercebidamente. Não estou diminuindo o valor de tais pautas, mas apenas chamando a atenção dos eleitores para outras questões tão importantes quanto. Como diria Jesus, há coisas que devem ser observadas sem que se despreze tantas outras mais importantes. Ademais, tais pautas nada têm a ver com eleições municipais. 

Como pastor, quero que o rebanho que o Senhor me confiou sinta-se livre para votar em quem quiser.  Dia 5 de Outubro, enquanto milhões de cristãos irão às urnas para votar de acordo com o interesse de seus líderes, nossos irmãos exercerão sua cidadania sem interferência de ninguém. 

Vote em quem você quiser. Não deixe que pensem por você. Sua salvação não corre risco por causa disso. Nem há uma maldição destinada para quem votar neste ou naquele candidato. Enquanto caminha em direção à zona eleitoral para votar, louve a Deus pelo privilégio de viver num país livre e democrático.

Viva a Democracia!