domingo, 7 de dezembro de 2014
sábado, 6 de dezembro de 2014
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Bolaños: a astúcia de um humorista subversivo

Por Hermes C. Fernandes
Desta vez, não foi sem querer querendo. Assim que ouvi a notícia, cheguei a duvidar de sua veracidade, já que várias vezes sua morte foi falsamente alardeada pelas redes sociais. Mas desta vez, infelizmente foi o que aconteceu. Roberto Bolaños, criador e intérprete do "Chaves" e do "Chapolin" deixou o palco da existência.
Bolaños podia ser considerado o Chaplin latino, um mito, uma lenda do humor universal. Definitivamente, sua obra não tem prazo de validade. Poucos percebiam que o seriado se passava nos anos 70. Talvez, por isso, jamais perdeu sua vitalidade, alcançando várias gerações.
O teor subversivo de seus personagens e estórias se esconde por trás de sua ingenuidade. Bolanõs jamais precisou recorrer a certos clichês, nem apelar à sensualidade como geralmente vemos em outros programas humorísticos. Nas entrelinhas de seus episódios, há uma eloquente crítica social à realidade compartilhada pelos países da América Latina.
Chaves, o protagonista, é um menor abandonado que mora dentro de um barril. Vítima de bullying por parte dos moradores da vila, Chaves se revela dotado de uma malícia infantil que sempre rende boas risadas, mas que deveria igualmente render boas reflexões. Os personagens da vila retratam o arranjo social cada vez mais presente em nossas cidades. Mulheres e homens que criam seus filhos sozinhos, como dona Florinda e Seu Madruga. Gente ociosa como Seu Barriga, que vive da renda dos aluguéis de seus imóveis. Velhos como a Bruxa do 71 que apesar da idade ainda sonham viver um grande amor. Crianças mimadas como Quico e Chiquinha que acham que o mundo gira em seu redor, mesmo sendo filhos de pais em condições sociais tão diferentes. A vila onde moram retrata o cenário onde vivem milhões de pessoas ao redor do globo.
Já o Chapolin (cujo nome desconfio que tenha sido tributo a Chaplin) é o que podemos chamar de anti-herói politicamente incorreto. Além de fraco, desengonçado e feio, ninguém podia realmente contar com sua astúcia. Ele jamais teve a pretensão de ser herói de ninguém. É um herói cheio de super-fraquezas.
O Brasil, que sempre esteve isolado do restante da América Latina, não contava com a astúcia e genialidade do humorista mexicano, e agora chora sua partida.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
AMBIENTOFETAS
Nem é mais preciso citar a Bíblia para profetizar. A natureza e a Terra são os profetas deste tempo. As pedras, os mares, os rios, os recifes, os corais, os pólos globais, as florestas, os calores, os gases, e todos os gemidos da criação profetizam a quem quiser ainda ouvir.
Um grau a mais no aquecimento global e os campos da América secarão.
Um grau a mais e os Estados Unidos se desertificam, enquanto a Inglaterra se torna fértil.
Hoje. Já. Agora mesmo.
A Groenlândia está secando e se tornará um campo de pedras e terra seca.
Dois graus a mais e a Amazônia se torna um deserto, todas as cidades costeiras serão afundadas e centenas de ilhas desaparecerão. New York ficará debaixo dágua. A Flórida desaparecerá sob o mar e o Egito será inundado. O Rio Ganges estará quase seco e virá a secar com apenas mais dois graus de aumento da temperatura global. Todos os grandes rios do mundo ou secarão ou desapareceram sob águas imensas. A China terá frio e seco. Seus campos não a sustentarão. A vida no Japão ficará quase impossível.
Com três graus de aumento global da temperatura nós estaremos vivendo em tempos pós-civilizatórios. A humanidade já não suportará o conceito de fronteira. Milhões e milhões mudarão de lugar em lugar buscando sobrevivência. Os mares estarão morrendo. A vida submarina estará em franca extinção.
Com quatro graus de calor global já não é possível imaginar o nível de calamidade no meio ambiente e nas vidas das pessoas.
Cinco graus... Vale a pena?
Se chegarmos ao nível de seis graus de aquecimento global, o que se terá na Terra já não terá qualquer relação com o que um dia teria sido vida — mesmo no pior dia do mundo em qualquer passado.
Quem diz isso são os ambientalistas, e não um profeta apocalíptico.
Os interessados procurem no site do National Geographic Channel o documentário S.O.S. Aquecimento Global, exibido hoje, dia 14 de março de 2008, no Natgeo.
Somente um milagre de consciência humana simultânea e angustiadamente eficaz nas decisões em busca de minguadas soluções poderiam ainda nos salvar de tal futuro de gelo, calor, deserto, enchentes, fome, e retorno à idade das pedradas, conforme também profetizou Einstein.
Caio
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